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20/04/2017

Corrupção e contrabando são assuntos da Jornada de Contábeis

Edição 2017 do evento que se encerrou nesta quarta-feira (19) teve como tema central “A contabilidade como instrumento social”

Foto: Gabriela Oliveira Corrupção e contrabando são assuntos da Jornada de Contábeis
Peça "A Repartição", apresentada por funcionários da Superintendência Regional da Receita Federal em São Paulo

A Operação Lava Jato, assim como tantas outras investigações da Polícia Federal, está em evidência na mídia. Em casos de corrupção e lavagem de dinheiro, uma realidade é a relação existente com o setor contábil. Por conta desse motivo, o curso de Ciências Contábeis da Unoeste lançou como a temática central da 21ª Jornada “A contabilidade como instrumento social”. A iniciativa, que reuniu acadêmicos e profissionais da área, teve início na segunda-feira (17) e  encerrou-se nessa quarta (19).

“A principal mensagem que visamos passar nesse evento é sobre a importância da ética profissional que, atualmente, está muito comprometida. Nesse sentido, o comportamento transparente do contabilista pode contribuir com o desenvolvimento do país”, comenta o coordenador da graduação, Luiz Roberto Darben. Acrescenta também que as atividades oferecidas aos participantes da jornada foram apresentadas por representantes da Polícia Federal, Receita Federal e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Vieram de Foz do Iguaçu (PR), para falar sobre contrabando e descaminhos da mercadoria barata, o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), Luciano Stremel Barros e o chefe da Delegacia de Polícia Federal na cidade paranaense, Fabiano Bordignon. Barros destacou a relevância dos mercados legais no Brasil, “já que a ilegalidade proporciona uma concorrência desleal, além de trazer perdas volumosas para a sociedade e o governo”. Segundo ele, o contabilista tem um papel fundamental nesse processo. “Cabe a esse profissional fornecer orientação de como empresários e comerciantes devem agir para que se mantenham na legalidade ou informem as autoridades competentes quando identificarem uma atividade ilícita”.

Fabiano Bordignon pontua que a Delegacia de Polícia Federal de Foz do Iguaçu (PR) encontra-se entre as mais antigas das fronteiras, com 52 anos de história. Delegado da unidade há dois anos, ele comenta que já atuou em outras regiões de divisa no Estado de Rondônia e na cidade de Paranaguá (PR). “Compartilhei um pouco da minha experiência com os participantes desse evento e apresentei parte do trabalho que é realizado em Foz. Para se ter uma ideia, essa fronteira é a mais dinâmica do país, sendo que na Ponte da Amizade atravessam uma média entre 40 e 80 mil pessoas por dia. O fluxo de mercadoria é muito grande, não só no meio terrestre mas também no aquático por meio do rio e lago existentes na região”. Declara ainda que uma das maiores funções da PF é a fiscalização de contrabando e descaminhos. “Já contabilizamos, por ano, um montante de R$ 50 milhões em apreensões de mercadorias”, diz.

Na noite dessa quarta-feira (19), no Salão do Limoeiro, além da equipe do Sebrae, que abordou o tema “Legalizar é Legal”, os participantes da jornada assistiram ao espetáculo musical “A Repartição”, apresentado pela Cia ZeroOito de Teatro. O grupo é formado por funcionários da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil na 8ª Região Fiscal, localizada na capital paulista. De acordo com o analista tributário e integrante do elenco, Dennis Shimizu, a peça é um melodrama, pois tem elementos de tragédia e de comédia. “Essa definição pode, a princípio, assustar um pouco, mas reflete o estágio atual do grupo, onde mesclamos as cenas engraçadas com aquelas um pouco mais reflexivas. Por exemplo, abordamos o tema corrupção e não tem como falar sobre isso contando piada”.

Dennis declara ainda que a peça tem um caráter mais de provocar reflexões do que efetivamente promover a orientação tributária. “Nesse espetáculo atual, buscamos algo além do que simplesmente informar sobre determinada regra tributária, mas sim fazer com que a nossa plateia pense de forma crítica no sistema como um todo”. O profissional declara que esse projeto da Receita Federal já percorreu diversas instituições de ensino superior. “Essa apresentação na Unoeste se encaixa perfeitamente na proposta da educação fiscal. Agradecemos o convite da universidade para trazer o nosso trabalho até aqui”, conclui.

Quem participou das atividades da 21ª Jornada de Ciências Contábeis foi a acadêmica do 2º termo da graduação, Amanda Caroline Penteado Ferreira, 19. “Foram momentos bem interessantes, que além de trazer novas informações, complementaram o embasamento que recebemos em sala de aula. Acho que são ações desse tipo que enriquecem ainda mais a nossa formação”.

Abertura oficial – Durante a solenidade que iniciou as atividades da jornada na segunda-feira (17), compuseram a mesa principal Luiz Roberto Darben, coordenador do curso; José do Carmo Ferreira, delegado regional do Conselho Regional de Contabilidade (CRC-SP); Valter de Campos Lopes, docente pertencente à comissão organizadora do evento; e Gustavo Tressino Campos, representante do corpo discente da graduação. Compareceu também ao evento, Celso Calori, agente especial da Polícia Federal e subchefe do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) de Foz do Iguaçu. Durante a atividade, o delegado do CRC-SP entregou a placa de honra ao mérito para a melhor aluna da 39ª turma, formada em 2016, Sandra Cristina Pelegrini Giacomelli.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste


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