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18/05/2017

Dessecação antecipada de pasto aumenta o ganho financeiro

Com a adoção da medida, pelo sistema de integração lavoura e pecuária, agropecuarista eleva ganho em 200%

Foto: João Paulo Barbosa Dessecação antecipada de pasto aumenta o ganho financeiro
Rita Mazzuchelli utilizou espectrofometria para análise biológica do solo

O que parecia improvável acabou se revelando em quebra de paradigma, conforme experimento científico que antecipou em 135 dias o tempo de dessecação da pastagem antes do cultivo da soja, seguido do cultivo de milho. Pelo sistema de integração lavoura e pecuária, costumeiramente a dessecação é feita apenas 15 dias antes, para manter o gado o maior tempo possível no pasto.

O estudo desenvolvido na Fazenda Experimental da Unoeste promoveu antecipações escalonadas em até 150 dias, sendo que esse prazo apresentou os melhores resultados, capazes de elevar em 200% o ganho financeiro do agropecuarista, considerando a lucratividade em relação ao tempo de manejo da dessecação.

No experimento conduzido pela engenheira agrônoma Rita de Cássia Lima Mazzuchelli, as dessecações ocorreram aos 15, 30, 60, 120 e 150 dias. No primeiro ano de cultivo (2014) a produção de soja foi de 33 sacas por hectare na área com dessecação de 15 dias e 66 sacas com 150 dias. O milho saltou de 65 para 117 sacas.

No segundo cultivo (2015), mesmo num período de estiagem, a soja rendeu 51 sacas na área inicialmente dessecada com 15 dias e 60 sacas na de 150 dias. Entre o primeiro e o segundo cultivo, a braquiária, cultivar Marandu, foi semeada em meio a lavoura de milho e dessecada assim que terminou a colheita.

Entre os períodos menor e maior de dessecação do primeiro cultivo, a diferença é de 135 dias, nos quais, se o boi permanecesse no mesmo pasto para engorda, considerando duas cabeças por hectare e com ganho de peso de 800 gramas/dia, o resultado econômico representaria R$ 1 mil, diante de cálculos superestimados para o peso e preço da arroba, pela cotação do começo desta semana.

Em cálculos reais, a produção agrícola atingiu R$ 3 mil por hectare, em preço de cotação agrícola também desta semana. Portanto, R$ 2 mil a mais, ou seja: 200%, considerando o período da dessecação, já que o tempo do ciclo da soja é igual em qualquer cultivo.

Utilizando a técnica da dessecação e o sistema lavoura pecuária para reforma do pasto, pelo modelo de tempo convencional o agropecuarista produziria, de acordo com o resultado de primeiro cultivo, exatamente o dobro. Uma consequência dos impactos da atividade microbiana no solo, pelo processo de dessecação do capim.

O mestre em microbiologia e doutor em agronomia Fábio Fernando de Araújo explica que, pelo processo de dessecação, a pastagem vira matéria orgânica e penetra no solo. O experimento mostrou que em mais tempo a decomposição é maior e, por consequência, a penetração é mais intensa.

Foto: João Paulo Barbosa Rita no dia da defesa de sua tese para se tornar doutora em Agronomia
Rita no dia da defesa de sua tese para se tornar doutora em Agronomia
A autora do estudo explica que nos cultivos de soja e do milho foram utilizadas as adubações recomendadas para tais culturas. Conta que a ideia, ainda que inicialmente parecesse improvável, instigou a pesquisa sugerida pelo doutor em produção vegetal Edemar Moro, seu professor na graduação e pós-graduação da Unoeste.

A mesma instituição na qual desde o início deste ano é professora nos cursos de Agronomia e Zootecnia, função para qual abdicou da bolsa do Programa de Suporte à Pós-graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup), disponibilizada à Unoeste pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação.
“Conseguimos inovar e quebrar o paradigma em relação ao tempo longo de dessecação”, diz Rita em relação ao período (135 dias) oito vezes a mais que o convencional (15), sobre o estudo que desenvolveu no doutorado vinculado ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia, com orientação de Araújo.

A defesa da tese foi avaliada e aprovada, terça-feira (16) pelos doutores Ceci Castilho Custódio, Carlos Sérgio Tiritan, Mariangela Hungria da Cunha e Gustavo Pavan Mateus, sendo os dois últimos convidados, respectivamente, junto a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Empraba) em Londrina (PR) e Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) em Andradina (SP).

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste


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