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08/03/2018

Agripino deixa o exemplo da determinação e do bem servir

Suas obras e realizações, privadas ou públicas, foram voltadas para promover formação, conforto e bem-estar

Foto: Ector Gervasoni Agripino deixa o exemplo da determinação e do bem servir
Velório de Agripino Lima durante a manhã e tarde desta quinta-feira (8), na Igreja Jesus de Nazaré


Mais de 15 mil pessoas passaram pelo velório de Agripino Lima durante a manhã e tarde desta quinta-feira (8), na Igreja Jesus de Nazaré que faz parte do complexo religioso Morada de Deus, no município de Álvares Machado. Algumas personalidades, em suas manifestações de pesar, falaram sobre a vida e obra do criador da Unoeste e realizador de outros empreendimentos privados ou públicos. Para eles, Presidente Prudente e região perdeu um visionário determinado e disposto ao bem servir, oferecendo formação de qualidade, conforto em saúde e o bem-estar de viver com dignidade.
 
Para o ex-secretário estadual de Esportes e Turismo Inocêncio Erbella, nos últimos 50 anos Agripino foi o grande líder, o grande condutor não só de Prudente, mas de toda região. No seu entendimento Prudente existe em dois momentos: antes e depois de Agripino, sendo que mesmo tendo expressiva contribuição na área pública, seu maior feito foi a Unoeste. Erbella foi deputado estadual, chefe de gabinete de Agripino e diretor da Faculdade de Direito da Unoeste.
 
Vereador por quatro legislaturas e prefeito de Quatá pela terceira vez Marcelo Pécchio trabalhou na Tesouraria da Unoeste e afirma que pode sentir o quanto Agripino tinha preocupação para com os pobres, ao construir o Hospital Universitário, hoje Hospital Regional (HR).
 
O ex-prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” diz que Agripino se abalava emocionalmente quando via alguém passando necessidade e ajudava a resolver os problemas. Avalia Agripino como o maior empreendedor de Prudente, com a Unoeste e o hospital. Estima que jamais irá aparecer alguém que possa substituir Agripino em relação a tudo o que ele fez e representa para Prudente.
 
Secretário de administração em mais de uma administração do prefeito Agripino, Antônio Carlos Bertacco conta que assinava com tranquilidade os documentos que lhe eram enviados, pois sabia que estaria tudo certo, pois em momento algum houve submissão a qualquer poder externo.
 
Marcos Vinha, que foi vice-prefeito de Prudente, foi vereador oposicionista a Agripino, mas afirma ter aprovado 90% dos projetos enviados por ele à câmara e que em relação aos 10% divergentes, mesmo diante dos debates mais acalorados, sempre houve respeito, tanto é que foi ser vice na chapa encabeçada por Tupã e apoiada por ele.
 
Ao ver do presidente da empresa de economia mista Prudenco, Matheus Godoi, Agripino foi um visionário que fez o que muitos tiveram a oportunidade de fazer, mas não tiveram coragem. Diz ainda que, além de construir o maior empreendimento do oeste paulista que é a Unoeste, teve tempo para a vida pública e de ajudar as pessoas, as instituições assistenciais e as igrejas.
 
O empresário Ênio Martins se considera um dos muitos “filhos adotivos” de Agripino, pelo estímulo, atenção e carinho recebidos. Martins entende que Agripino fez diferença para Prudente e toda região, para o estado e até para o Brasil.
 
O juiz de direito Antônio Roberto Sylla entende a morte de Agripino como sendo uma grande perda, por ter sido um homem de coração esplendoroso que procurou fazer o bem para muitos, acreditando em Prudente e região.
O diretor superintendente da Associação Educacional Toledo (mantenedora da Toledo Centro Universitário) Milton Pennacchi afirma que Agripino foi um bom aluno no curso de Direito, que Prudente perdeu um grande comandante e que a sua morte machucou Prudente.
 
O filho Augusto César de Oliveira Lima, diretor geral da Associação Prudentina de Educação e Cultura (Apec) que é a mantenedora da Unoeste, tem a convicção de que Deus colocou seu pai no mundo para ser um construtor de obras e de gente, oferecendo ensino de qualidade e também ajudando muitas pessoas. 
 
Vice-prefeito de Agripino na primeira gestão e depois chefe de gabinete Adilson Aparecido Dias, também divide Prudente em duas fases: antes e depois, quando Agripino deu ares de metrópole para a cidade. Diz ainda que se tratava de uma pessoa humana, que tinha lá os seus repentes, mas que logo passavam.
 
Para o prefeito de Álvares Machado José Carlos Cabrera Parra, Agripino é um exemplo a ser seguido por administradores públicos e que teve sua vida marcada por realizações importantes, classificando a Unoeste como a maior delas e também dando evidência à construção do hospital.
 
O diretor da Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp), Moacir Del Trejo, que vive na Unoeste desde a criação da Apec em 1972, assegura que Agripino dava valor para duas coisas nas pessoas: competência e seriedade; mas não suportava outras duas: preguiça e falsidade.
 
A servidora pública aposentada em serviços gerais Edithe de Oliveira, de 83 anos, nascida e criada em Prudente, atuou em todas as campanhas eleitorais de Agripino, desde que foi vereador pela primeira vez. Para ela, Agripino é o maior homem de Prudente, seja no setor privado ou público. Para ir ao velório, foi de ônibus circular.
 
O empresário Aloysio Dias Campos e ex-presidente da Associação Prudentina de Esportes Atléticos recorda que Agripino, depois de eleito prefeito, resolveu rifar sua Mercedes e transformar o dinheiro para distribuir mais de 30 mil brinquedos para as crianças e promover a doação de mais de 12 mil cestas básicas. Conta ainda que Agripino ajudou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e por mais de uma vez ligou para sua loja de carros pedindo para entregar um no Lar São Rafael e depois ele passaria para pagar.
 
O promotor público André Tuffy comenta que por algumas vezes teve que estar do lado aposto ao de Agripino, mas que nunca faltou respeito de ambos os lados. Idêntica foi a fala do promotor do meio ambiente e atual prefeito Nelson Roberto Bugalho, para quem Agripino sempre teve grande importância na economia local seja em seus investimentos particulares ou mesmo como político guerreiro, brilhante e polêmico.
 
O secretário municipal de Cultura Fábio Nougueira faz a síntese de que Prudente não perdeu um político, mas um empreendedor; sendo que muita gente de Prudente perdeu um pai. O vereador Natanael Gonzaga dos Santos sustenta que Agripino é o melhor prefeito da história de Prudente e o pai dos pobres, aquele que matou a fome de muita gente dando cesta básica e que ajudou muitos terem moradia própria, com os lotes urbanizados e às vezes com milheiros de tijolos pagos com dinheiro do próprio bolso.
 
A compreensão do padre Jerônimo Gasques é de que Agripino fez muito em relação à igreja, especialmente na época do bispo Dom Agostinho Marochi.  Para ele, foram anos de dedicação e trabalho, de contribuição com os mais pobres e que isso não deve passar em branco diante de Deus.
 
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Presidente Prudente (Acipp) Ricardo Anderson Ribeiro enxerga Agripino Lima com os olhos de seu pai Anderson Ribeiro, o vendedor de cigarros que construiu um dos grandes hotéis do interior paulista (Aruá). Conta que para seu pai, o vendedor de livros que construiu uma grande universidade serve como exemplo que irá perdurar por muito tempo. Agripino mantinha o hábito de frequentar o restaurante do hotel e sempre na mesma mesa que de hoje (8) ate sábado (10) recebeu uma toalha preta e as cadeiras foram retiradas, em homenagem póstuma.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste


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