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Mutirão do e-Lixo é exemplo em responsabilidade pós-consumo

Colombiana compara evento com o que já viu em seu país para elogiar a parceria dos setores privado e público


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Foto: João Paulo Barbosa Mutirão do e-Lixo é exemplo em responsabilidade pós-consumo
Premiados e participantes da solenidade de premiação

Em pronunciamento público da cerimônia de premiação do 11º Mutirão do Lixo Eletrônico, o prefeito Nelson Roberto Bugalho que no Ministério Público de São Paulo é promotor do meio ambiente, afirmou que o megaevento faz de Presidente Prudente uma cidade exemplar no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS, 2010) que estabelece a responsabilidade pós-consumo. Na entrega dos prêmios na manhã desta quarta-feira (13), no campus I da Unoeste, uma das contempladas com uma bicicleta foi a colombiana Luisa Fernanda Durán Montes, que destacou a importância da parceria entre o poder público e a universidade nesse evento de proteção e de educação ambiental.
 
Procedente de Pereira (459 mil habitantes), cidade prestes a completar 155 anos e que é a capital do Estado de Risaralda, além de fazer parte no território declarado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade pela Paisagem Cultural Cafeeira, Luiza está no Brasil desenvolvendo pesquisa científica que compara a cafeicultura do norte pioneiro do Paraná e do eixo cafeeiro boliviano. Contou que na Universidade Tecnológica de Pereira, instituição pública onde estudou, tem uma campanha de recolhimento de resíduos eletroeletrônicos, mas de caráter interno, e envolvendo alunos e professores; sem que ocorra em uma data específica.
 
“Lá não tem essa mesma abrangência do mutirão daqui, pois a ação fica muito dentro da universidade, sem temporada certa. Também não tem o apoio do governo”, disse em comparação à parceria da prefeitura com a Unoeste, incluindo ainda o recente apoio institucional da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), agência vinculada à Secretaria do Meio Ambiente. Luisa foi sorteada com uma das 10 bicicletas ofertadas pela universidade e contou que levou ao mutirão pilhas de relógios e medidor de voltagem. A colombiana faz doutorado em geografia no campus da Unesp, mora há quase quatro anos em Presidente Prudente.
Foto: João Paulo Barbosa Colombiana Luiza Durán: enaltece o evento no Brasil
Colombiana Luiza Durán: enaltece o evento no Brasil

 
Contemplada no sorteio com um tablet, a servidora pública estadual Simone Machado fez o descarte de pilhas, baterias, televisores e antenas; deu o seu nome e telefone para os estudantes que estavam preenchendo os cupons no sábado (9), mas não esperava ser sorteada. “Fiquei surpresa, até porque sempre participei e nunca pensei em prêmio. Acho importante esse estímulo, mas o mais importante é a consciência ambiental”, disse a moradora de Álvares Machado e que trabalha na regional da Superintendência de Controle de Endemia (Sucen) em Prudente.
 
O gestor comercial, auxiliar administrativo há 14 anos na financeira Plantae e morador do bairro Residencial Florenza, Eduardo Felix da Silva, também contemplado com uma bicicleta, disse que todo ano guarda o que tem em sua casa ou na empresa para levar ao mutirão. Neste ano, o que mais levou foi teclado e monitor de computador. “Dou a minha contribuição ao mutirão por entender ser muito importante que cada uma faça a sua parte, ajudando a reciclar e não agredir o meio ambiente”, comentou pouco antes de começar a cerimonia de premiação no Espaço Agripino Lima.
 
O pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi, agradeceu a todos envolvidos e comentou que o mutirão se tornou emblemático pelo volume arrecadado, a participação da população, o grande envolvimento de universitários e de voluntários; com a estimativa de que cada ano será melhor. O diretor geral da Associação Prudentina de Educação e Cultura (Apec), mantenedora da Unoeste, Dr. Augusto César de Oliveira Lima, estima que já a partir do ano que vem o mutirão poderá arrecadar 100 mil toneladas, considerando que cada vez mais a população de Prudente vai se educando ambientalmente.
 
O diretor da Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp), Moacir Del Trejo, entende que a cada ano ocorre uma renovação de 30% da população participante, o que reafirma o pensamento de aumento do número de pessoas ambientalmente educadas. Para ele, um dos grandes diferenciais deste ano foi a maior quantidade de cursos envolvidos: 19 de graduação e o Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. “Então, são mais jovens em formação profissional que servirão como multiplicadores da educação ambiental”, comentou.
 
Bugalho voltou a enaltecer a parceria da universidade, quando afirmou que “sem a Unoeste tudo ficaria mais difícil”. Disse que 70 mil toneladas foi uma arrecadação recorde, informação confirmada pelo secretário municipal de tecnologia da informação, com o esclarecimento de que se falou em 80 toneladas, em uma das edições anteriores, foi mera estimativa; mas que o cálculo atual foi feito considerando a lotação de seis carretas que transportam cada uma entre 12 a 15 toneladas. Dentre outros presentes à premiação, também compareceram os coordenadores Haroldo Alessi, Leila Sotocorno e Silva e Carlos Sérgio Tiritan, respectivamente de cursos da Fipp, da Engenharia Ambiental e Sanitária, e da Agronomia.
 
Retiraram os seus prêmios Simone Machado (tablet), Ítalo Alves Bomfim (notebook), Gisele Nai (videogame), Luisa Fernanda Durán Montes, Marcelo Freitas, Ilda Maria Martins, Antônio Mariano, Waldir Marques Caldeira, Eduardo Felix e Marcelo Moura Leite (bicicletas). Sinival de Souza e Doralice Maria Batista de Aguiar deixaram para retirar em outra ocasião; enquanto Roberto de Souza Nunes não foi localizado, em razão de não ser dele o número de telefone registrado no seu cupom. A organização faz um apelo pela mídia e espera que ele apareça.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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