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Brasil tem grande potencial para ovinocultura

Zootecnista com atuação na Nova Zelândia fala sobre assunto em workshop realizado na Unoeste; pastoreio com cães também foi assunto


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Foto: Erika Foglia Brasil tem grande potencial para ovinocultura
Dayanne Almeida divulga seu trabalho para um grande público nas redes sociais

A palestra de Dayanne encerrou o Workshop Internacional da Ovinocultura, que começou na tarde de ontem na Chácara de Zootecnia da Unoeste. A zootecnista falou sobre “Eficiência produtiva na ovinocultura. O que podemos aprender com a Nova Zelândia”. De acordo com ela, o Brasil tem forte relação com a produção da carne de cordeiro, apesar de ser um nicho de mercado extremamente carente no país. “No entanto, temos um potencial gigantesco aqui em termos de clima, mercado doméstico para o consumo dessa carne e pessoal para trabalhar. A Nova Zelândia é um país referência na carne de cordeiro e meu objetivo é falar sobre o que podemos aprender com isso para aplicar de maneira mais eficiente aqui no Brasil”, explica.
 
Com o projeto “Maratona ovinocultura em foco”, a zootecnista conta que todo ano vem ao Brasil para palestrar sobre seu trabalho durante suas férias. “Este ano serão 16 palestras pelo país em três semanas. A oportunidade de vir até a Unoeste surgiu através da professora Dra. Marilice Zundt Astholphi. Ela me segue nas redes sociais e nos conhecemos no ano passado em um evento. Assim que divulguei que estava organizando a agenda deste ano, ela já entrou em contato comigo e agendamos a participação. Esta é a primeira palestra da maratona, estou animada!”, salienta.
 
Foto: Erika Foglia Ana Cláudia Ambiel ao lado dos palestrantes do dia e das professoras Caliê Castilho e Marilice Astolphi
Ana Cláudia Ambiel ao lado dos palestrantes do dia e das professoras Caliê Castilho e Marilice Astolphi

Dayanne é muito conhecida nas redes sociais pelo público da área de Agrárias com 8 mil seguidores no Instagram, 15 mil curtidas no Facebook e mais de 180 mil visualizações em seu canal Sheepnutter no Youtube. De acordo com ela, que começou a utilizar a internet de maneira natural e com o único objetivo de passar informações sobre seu trabalho, ter segmentado o público que se interessa pela ovinocultura foi essencial para o sucesso. “Encontrei nas redes uma maneira de estar perto dessa geração que vive conectada mesmo estando longe. São ferramentas incríveis para mostrar minha rotina de trabalho na Nova Zelândia. Tudo que eu faço é de coração e é uma alegria muito grande receber esse feedback do pessoal, saber que eles estão gostando e aplicando minhas dicas em seus próprios estudos e trabalhos”, revela.
 
Para a coordenadora do curso de Zootecnia, Ana Cláudia Ambiel, além do ótimo conteúdo apresentado, Dayane impressiona pela paixão com que fala de seu trabalho. “Eu vejo o que ela faz nas férias dela como uma missão de desenvolver, fomentar e estimular a ovinocultura no Brasil. E a palestra dela é justamente toda construída nesse amor que a move”, comenta.
 
Pastoreio com cães
 
Ainda no período da tarde de ontem, na Chácara de Zootecnia do campus 2 da Unoeste, uma primeira atividade do workshop foi desenvolvida. Os zootecnistas José de Oliveira Couto Neto e Rafael Rodrigues Jorge, que é egresso da universidade, falaram sobre “Pastoreio com cães na ovinocultura: uso de cães no auxílio do manejo com rebanhos”.
 
Rafael explica que o objetivo foi informar aos estudantes sobre quais as raças de cães utilizadas para o auxílio no manjo com o rebanho, tanto raças de guarda, quanto condutoras. “Depois que me formei em Zootecnia comecei a criar ovelhas na minha propriedade em Pirapozinho (SP). Foi ali que vi a deficiência de mão de obra no campo. Dessa maneira, foquei em aprender o pastoreio para que me fosse útil no trabalho, utilizando o cão como um auxílio. Virou paixão e agora tenho vários animais, além de auxiliar algumas propriedades nesse sentido”, fala.
 
O ex-aluno, que se formou em 2004 , conta que voltar à Unoeste para participar de um evento como este foi gratificante. “Desde a graduação me interessei pela parte de animais de exposição, melhoramento genético, animais de raça pura. Foquei nisso e é o que eu faço até hoje. A universidade me proporcionou essa gama de possibilidades e me ajudou a encontrar o que eu realmente gosto de fazer”, finaliza.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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