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Combate ou prevenção ao suicídio requer articulação em rede

Como parte da campanha Setembro Amarelo o assunto é debatido por especialistas no curso de Psicologia


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Foto: oão Paulo Barbosa Combate ou prevenção ao suicídio requer articulação em rede
Realização da mesa-redonda com enfoque em suicídio e articulação na rede de saúde

Se a pessoa está tentando o suicídio, o combate requer articulação em rede desde o chamado até o pós-atendimento, com acolhimento e encaminhamento. É uma ação de serviço público.  A prevenção também é feita em rede, que pode ser pública ou privada. Em alguns momentos essas redes podem se juntar.

É o que foi exposto em mesa-redonda com seleto grupo de especialistas convidados pelo curso de Psicologia para a primeira reunião quinzenal deste mês do Grupo de Estudos Integrados, que envolve alunos do 9º e do 10º termo. O evento foi inserido no Setembro Amarelo, a campanha brasileira de prevenção ao suicídio.

O encontro realizado nesta quarta-feira (12) à noite, no auditório Azaléia, no campus II da Unoeste, foi organizado pela professora Ana Paula Fabrin, uma das responsáveis pelo Serviço Universitário de Apoio Psicopedagógico (SUAPp). A abertura foi feira pela diretora do curso de Psicologia Dra. Regina Gioconda de Andrade.

A diretora chamou atenção para a importância de debater o tema com a participação de equipe multidisciplinar de grande peso. Com a mediação de Ana Paula, cada convidado expôs aspectos relevantes em relação ao tema sobre suicídio e articulação nas redes de saúde interna e externa, respectivamente dentro e fora da Unoeste.

O major Edson Aparecido Torchi Duro, supervisor de segurança da universidade e integrante do comitê gestor de crise, expôs suas vivencias familiar e de policial militar para dizer que depressão é doença e precisa ser tratada, que existe preocupação com o aumento da incidência de casos de suicídios e que a prevenção é a melhor coisa.

A subtenente Carla Cristina Martins da Silva Souza, especialista em abordagem técnica de tentativa de suicídio e que atua na Central de Atendimento do Corpo de Bombeiros em Presidente Prudente, disse que as ocorrências aumentaram nos últimos três anos. Ofereceu orientações sobre procedimentos em casos de combate às tentativas.

Na aproximação para que a pessoa desista da intenção de se matar, o procedimento inicial é manter o silêncio, para depois tentar construir um diálogo com cerca de 20 perguntas fechadas, cujas respostas, geralmente, são sim ou não. Exemplo: você é casado?  As respostas vão possibilitando tem um perfil da pessoa.

São três os perfis: depressivo, agressivo e esquizofrênico, conforme a policial especialista nessa área e que também expos sobre as duas formas de ação policial para combater tentativa de suicídio: a técnica, que é a conversa, e a tática para retirar a pessoa e fazer o devido encaminhamento.

Coordenadora do Serviço de Primeiros Socorros da Unoeste, a professora do curso de Enfermagem Ana Paula Brambilo falou sobre o atendimento para funcionários e alunos do ensino presencial, com mais de 16 mil pessoas circulando diariamente pela universidade. Número maior que a população individual de mais de 2 mil municípios brasileiros.

Embora a equipe de socorros conte com bombeiros civis e profissionais da área de saúde para atender a rede interna, é buscado o serviço da rede pública de ambulância (192) e de bombeiros (193) quando necessário. Toda articulação interna passa pelos profissionais de segurança que estão de prontidão em todos os locais da Unoeste.

Também professora no mesmo curso, Mariana Carolina Vastag Ribeiro de Oliveira responde pela Liga de Enfermagem em Psiquiatria e Saúde Mental, que atua na atenção primária. Ela disse que a Liga faz parte das redes interna e externa, envolvida no Programa Anjos da Unoeste e com atuação junto ao Hospital Regional (HR).

Há todo um cuidado para tratar com a comunidade acadêmica, para que nenhuma pessoa seja exposta. O trabalho envolve diretores e coordenadores dos cursos. Diante de algum problema, a decisão por internação cabe ao indivíduo. Existe uma boa articulação interna, que prossegue no encaminhamento externo e no retorno para a universidade.
Foto: João Paulo Barbosa Subtenente Carla Cristina, Dra. Regina, major Torchi Duro, Ana Paula Brambilo, Petrin, Mariana e Ana Paula Fabrin
Subtenente Carla Cristina, Dra. Regina, major Torchi Duro, Ana Paula Brambilo, Petrin, Mariana e Ana Paula Fabrin

O médico psiquiatra Victtor José Pardo Petrin, preceptor do Internato em Saúde Mental do curso de Medicina com atuação junto ao HR e no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da Cohab em Prudente, contou que o Caps é um dos instrumentos da rede de proteção social e que pode ser acessado a qualquer instante pelo cidadão, sem a necessidade de encaminhamento médico.

As equipes desse segmento na rede pública são multiprofissionais, formadas por assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e médicos. O primeiro passo no atendimento a alguém com algum problema de saúde mental é a triagem, para então fazer o encaminhamento que se fizer necessário.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) funcionam como prontos socorros, nas quais os médicos clínicos gerais passaram por treinamento para atenderem casos emergenciais. São eles que fazem a parte medicamentosa e o encaminhamento para o atendimento clínico especializado na rede pública de saúde.

A realização da mesa-redonda do Grupo de Estudos Integrados faz parte das ações da Unoeste na campanha do Setembro Amarelo, iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV) da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), e do Mês da Responsabilidade Social, iniciativa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES).

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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