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Estudante de Jornalismo supera desafios com deficiência visual

21/09/2016 às 11:21 - Atualizado em: 21/09/2016 às 11:29
Mariane Pracânica

Nathiele Takahara

Imagem Notícia

Jéssica encara todos os desafios e diz que pretende trabalhar com jornalismo impresso e investigativo

 
 
Ela anda desbravando os corredores da Facopp da mesma maneira que enfrenta a vida, com determinação. Hoje (21/09), Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, o Portal Facopp apresenta a história da aluna Jéssica de Carvalho, do 2º termo de Jornalismo, que conta como venceu as dificuldades e preconceitos. 
 
A estudante que é natural de Olímpia (SP) e mora sozinha em Presidente Prudente há cinco meses por conta da faculdade. Ela diz que estar sozinha em casa não é o maior desafio. “Sempre fui independente. O que é mais difícil é a distância da família. O desafio é sentimental e não físico, algo que eu dependa deles. Vejo que levo uma vida normal”.
 
A história de Jéssica mostra a força de vontade e garra da jovem. Ela nasceu aos seis meses e meio de gestação, e por isso, sua retina não terminou de se formar. Hoje ela tem aproximadamente 15% da visão no olho direito e nada de visão no olho esquerdo. Até os 17 anos ela diz que enxergava razoavelmente bem, porém, por conta de uma doença degenerativa da córnea chamada ceratocone, hoje sua visão diminuiu e ficou embaçada.
 
Universidade
 
Contemplada com a bolsa de estudos ProUni, ela conta que entrar na faculdade foi uma grande superação. A adaptação com a metodologia de ensino e companheiros de classe veio logo nos primeiros dias.
 
Na Facopp, dentro da sala de aula, o convívio com alunos e professores nunca foi um problema. “Desde o início me senti bem recebida e os professores sempre facilitam o meu aprendizado”.
 
Na semana de provas ela conta que os docentes entregam a atividade em um pen drive e com a ajuda de seu computar, que é especial e atende suas necessidades, ela pode realizar a prova. “A faculdade é notam mil”, acrescenta.
 
A colega de sala, Mariana Silva, sempre ajuda Jéssica ditando o texto quando algum conteúdo é passado pelos professores na lousa. “Apesar das dificuldades, vejo que ela se esforça pra alcançar seus sonhos. Me agrada saber que eu posso contribuir de alguma forma para realizá-los!”, diz a aluna.
 
Para a professora Fernanda Mello, é muito importante o apoio do professor para os alunos com deficiência não só visual, mas auditiva, entre outras. “Uma ajuda, um apoio, é muito importante, pois eles se sentem sozinhos algumas vezes na aula. Não precisam enxergar a gente, mas precisam sentir que tem um professor ali ajudando e facilitando a aprendizagem deles.”, afirma.
 
Jéssica conta que a inclusão e facilidade no aprendizado nem sempre foi um fator positivo. Durante a entrevista, a facoppiana lembra que teve muitas dificuldades na escola por falta de inclusão social, e até acreditava que jamais conseguiria se formar e chegar até a universidade. Ela afirma ainda que muitas vezes existe uma falta de preparo muito grande da parte dos profissionais para lidar com pessoas com deficiência.
 
“Se você tem uma deficiência, as pessoas duvidam da sua capacidade, do seu intelecto. Acham que tem atraso mental, sempre tratam como uma criança, como se você não soubesse o que está fazendo. O deficiente tem uma responsabilidade maior de mostrar que é bom, de conquistar o seu espaço”, acrescenta.
 
“Eu comecei a cobrar dos professores que me dessem uma atenção especial, e mostrei para eles como fazer isso. Pedia textos ampliados que pudessem me auxiliar no estudo. Grande parte deles começou a retribuir. Acho que eles realmente não sabiam o que fazer pra me ajudar. Eu tive um retorno, não digo excelente, mas um retorno bom”, finaliza a jovem sobre o ensino antes da universidade.
 
Inclusão Social
 
A aluna não fica para trás quando o assunto é estudar e ir atrás das atividades. O Portal Facopp acompanhou uma das atividades de Jéssica e você confere no vídeo no final desta reportagem.
 
De acordo com a coordenadora do NAI (Núcleo de Acessibilidade e Inclusão), Regina Liberati, a Unoeste tem um grande papel no entrosamento de alunos com necessidades especiais, e neste caso, a Scanner com voz é um aliado no aprendizado. 
 
“Toda a biblioteca está acessível aos alunos com deficiência visual através desse escâner e outras tecnologias. Podem ser lidos, além dos livros, jornais e revistas. Eles também podem ter acesso a provas e até ao vestibular”, finaliza Regina. 



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