Por que escolher o mundo das Drags?

Que tal conhecer um pouco de um mundo diferente? Nesta reportagem multimídia da Revista Prisma você entende tudo sobre as Drag Queens, homens que se vestem com roupas extravagantes e se transformam em mulheres exóticas. Curiosidades sobre essa forma de expressão, liberdade e que também é considerada uma arte.

Por: Andrey Franco, Guilherme Marinho, João Pedro Rossini e Vagner Bueno

“Babado, confusão e tiroteio”, é como Penelopy Jean, Drag Queen paulistana classifica sua arte. Autenticidade, personalidade forte, uma paleta de cores, talento e uma ótima peruca é o que faz um artista performático entrar em sua personagem, em sua Drag.

Abusando do bom humor, a Queen que atua em São Paulo, mostra que a diversão é fundamental para essa profissão. Há quase 10 anos no mercado, ela conta que começou sua carreira em uma brincadeira de amigos em 2008. “A coisa foi ficar séria mesmo em 2011 quando comecei a fazer os primeiros trabalhos como DJ Drag e performer. Desde então venho aperfeiçoando a personagem”.

Hoje Penelopy faz shows e covers da cantora Lady Gaga, ainda aponta como suas maiores inspirações Labelle Beauty, uma artista de Miami, nos Estados Unidos, por sua maquiagem “sempre impecável”, e a brasileira, Alexis Twister por suas performances.

A artista destaca que sua maior conquista profissional vem do mundo da música Pop. “Ter sido reconhecida pela própria Lady Gaga quando ela me seguiu no twitter, curtiu minha foto e postou na página dela. Além de outras personalidades também terem curtido fotos minhas como a maquiadora e o cabelereiro da Gaga e o Matt Bomer da série American Horror Story”.

Mas que outras inspirações podem levar uma pessoa a se montar de Drag Queen? Para Lucas Pires, maquiador e cabelereiro profissional que durante shows e eventos em casas noturnas se transforma em Luckxariny há seis anos, a grande inspiração foi o reality show norte americano RuPaul Drag’s Race.

Apresentado pela própria RuPaul, uma das mais famosas Drag Queens do mundo, esse programa consiste em eleger a mais emblemática personalidade transformista dentro de um concurso, dando a ela o título de ‘America's Next Drag Superstar’, por meio de provas de canto, dança, humor e personalidade, como confirmou Luckxariny. “Eu dou muito valor à produção e esse programa é muito bem feito nesse aspecto”.

Luckxariny explica que ser uma Drag em termos técnicos pode ter vários significados, um deles e provavelmente o mais famoso, vem da própria etimologia da palavra ‘Dressed as a girl’ que significa ‘vestido com uma garota’.

Além das suas várias ramificações de estilo o que se destaca no mundo Drag Queen é a originalidade. “Você pode ser quem quiser, liberar seu próprio estilo. Não necessariamente a Drag tem que parecer uma mulher. Existem artistas que se fantasiam de animais por exemplo, outros que são caricatas, pendem para o lado do humor, além das que dublam e cantam”, explica Luckxariny.

Apesar de todas as formas performáticas, inspirações, gírias, conquistas e profissionalização, o verdadeiro significado de ser uma Drag Queen está no espirito de quem faz, diz a Drag. “É uma realização, é conseguir esquecer os problemas, praticamente uma terapia. Ser Drag é ter liberdade de expressão, ser quem você é ou quer ser, é poder lutar com os gêneros e não ter um especifico”.

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