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Saúde Visual atende mais de 2,6 mil somente em 2017

Desses alunos, 359 foram encaminhados para consultas, dos quais 179 precisam usar óculos

João Paulo Barbosa
Exame clínico realizado no Banco de Olhos da Santa Casa
 
O projeto Saúde Visual do Escolar encerra seu oitavo ano de atividade e contabiliza 20.276 atendimentos. Já são mais de 5 mil crianças que passaram por exames clínicos, com cerca de 1,4 mil precisando usar óculos ou receberam ou ainda estão recebendo algum tipo de tratamento médico.
 
A iniciativa do Lions Clube Centenário tem a parceria da Unoeste, mediante a aplicação dos testes de acuidade visual por estudantes do curso da Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp), orientados e acompanhados por professores.
 
O atendimento é prestado para alunos do 6º ano do ensino fundamental nas escolas da rede estadual de ensino; inicialmente 23 e neste ano chegou a 26, com as construções de novas unidades. A escolha do referido ano escolar pelo projeto está atrelada ao ingresso no segundo ciclo do ensino fundamental, com o objetivo de atender o mesmo aluno pela segunda vez, já que no 1º ano obteve o serviço prestado na rede municipal de ensino, pela Secretaria Municipal de Saúde.
 
Somente em 2017, foram atendidos nas escolas 2616 alunos, sendo 359 encaminhados para consultas, dos quais 179 precisam usar óculos, nove foram encaminhados para exames de topografia, seis exames de paquimetria, dois retinografia e um teste ortoptico. Três alunos com estrabismo foram encaminhados ao serviço público municipal de saúde, para serem conduzidos ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
 
Considerando o número total de atendidos neste ano em relação aos que passaram a usar óculos o percentual é de 6,8%; sendo que no primeiro ano do projeto (2010) esse índice era superior a 30% e foi caindo gradativamente. Ainda neste ano, a relação dos números de consultas e de usuários de óculos ficou em 49,8%, demonstrando a eficiência da acuidade visual realizada pelos universitários.
 
Para as moradoras do conjunto habitacional Ana Jacinta, Lourdes Silva Takeuti e Berta Lúcia Palmeira, o projeto é excelente. “Minha neta vinha apresentando dificuldades em acompanhar as matérias, pois não enxergava direito, mas nem ela e nem a gente sabia disso”, disse Lourdes sobre Ellen Vitória Gonçalves de Oliveira, de 13 anos. “A professora percebeu o problema de visão de minha filha e a gente já ia marcar atendimento médico, mas o projeto caiu do céu”, comentou Berta Lúcia, mãe de Juliany Palmeira dos Santos, de 12 anos.
 
Os exames clínicos de hoje foram feitos pelo médico Danilo Boscoli e o encaminhamento para obtenção de óculos pela assistente social Fátima Rota, junto à empresa conveniada que é a Ótica Diniz. Os óculos e os exames médicos são custeados pelo Lions Clube Centenário, presidido pelo também presidente do Banco de Olhos Irineu Sesti Filho.

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