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1ª edição da Batatec tem a participação da Unoeste

Feira Tecnológica de Batata-Doce contou com o envolvimento da universidade que, dentre as ações, integrou efetivamente o ciclo de palestras 

Gabriela Oliveira
Evento sobre batata-doce teve como tema “Inovação que vem da terra”

Atenta às necessidades da comunidade em que está inserida, a Unoeste busca o envolvimento em ações em prol da sociedade. Dessa vez, a maior universidade do oeste paulista contribuiu com a realização da 1ª Feira Tecnológica de Batata-Doce “Batatec”, que ocorreu no último fim de semana, no IBC Centro de Eventos de Presidente Prudente (SP).
 
No sábado (16), o evento que teve como tema “Inovação que vem da terra”, reuniu centenas de produtores, pesquisadores e estudantes em um ciclo de palestras técnicas sobre a cultura. Docente da Unoeste, o Dr. Fabio Rafael Echer integrou a comissão organizadora dessa ação. Segundo ele, a programação trouxe assuntos ligados ao manejo, produção, benefícios nutricionais e variedades da batata-doce apresentados por pesquisadores da Unoeste, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Embrapa Hortaliças e Universidade Federal do Tocantins (UFT).
 
Echer comenta que, na ocasião, também ministrou palestra sobre a ecofisiologia da batata-doce. “Abordei três tópicos, que foram a luminosidade ou radiação, água e temperatura. Demonstrei quais são os efeitos dessas variedades climáticas no potencial produtivo e trouxe uma análise desses aspectos”. Acrescenta que o oeste paulista está entre as regiões mais ensolaradas do Brasil. “Esse fator é bem positivo, mas para que esse ambiente produtivo seja rentável existe a necessidade de que o agricultor possua alguns cuidados quanto ao uso da irrigação, principalmente quando se fala do plantio em épocas que a disponibilidade de água é menor”, pontua.
 
Pró-reitor Acadêmico da Unoeste, Dr. José Eduardo Creste é pesquisador e docente do Programa de Pós-graduação em Agronomia da instituição e foi um dos mediadores das palestras. “A universidade se insere como uma das protagonistas nesses eventos que podem possibilitar o desenvolvimento do agronegócio”. Pontuou que não existe ainda um pacote tecnológico definido para a batata-doce. “Se a região de Presidente Prudente quiser se consolidar como um grande centro produtor da cultura, precisa se colocar também como um grande centro tecnológico. O que quero dizer com isso, é que a produtividade precisa ser melhorada. Quase inexistem informações sobre temas como adubação, controle de pragas e melhoramento genético da cultura. Enfim, acredito que a Unoeste junto às outras instituições podem dar uma contribuição muito significativa para essa e outras cadeias”, conclui.

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Além das palestras, a universidade esteve com estande para a apresentação dos cursos de graduação e pós-graduação; o curso de Gastronomia distribuiu gratuitamente chips de batata-doce. André Henrique Mansur Gallo, 23, cursa o 6º termo do superior de tecnologia em Agronegócio da Unoeste e aproveitou o espaço acadêmico para apresentar o projeto de pesquisa que visa a reformulação de ração para frango de corte. “Meus colegas de grupo e eu percebemos que o resíduo da batata-doce pode ser aproveitado na fabricação dessa ração que, atualmente, é composta por milho”.
 
Em processo de análise dos resultados, o jovem revela que já foi possível detectar que essa alternativa é energética e proteica. Existe, ainda, a intenção de desenvolver algo semelhante também para ruminantes. “Foi um grande aprendizado mostrar um pouco desse trabalho, pois nos deu a chance de demostrar que duas cadeias produtivas distintas como a do frango de corte e da batata-doce podem estar atreladas. Outro aspecto relevante foi o contato com os produtores, que possibilitou uma troca de informações”, diz.
 
Luiz da Silva Rocha produz batata-doce em Pirapozinho (SP) e é presidente da Associação dos Produtores de Batata Doce de Presidente Prudente (Aprobarpp) que está à frente da comissão organizadora do evento. “O esforço conjunto entre as entidades, órgãos públicos e privados resultou na grandiosidade dessa feira que nos ajudou a divulgar essa cultura, despertando o interesse da comunidade que pode até passar a consumir mais a batata-doce e, consequentemente, aumentar o plantio e alavancar a economia da nossa região”. Avalia que, a Unoeste, por ser uma universidade reconhecida em todo Brasil, contribui com esse cenário. “A difusão de informações e tecnologias podem nos ajudar a ter uma produção com mais qualidade e, consequentemente, com mais valor de mercado”, encerra.
 
O engenheiro agrônomo, Mário Hanai, veio de Votuporanga (SP), há 300 km de Presidente Prudente, para participar do Batatec. Após integrar o ciclo de palestras, aproveitou para adquirir o exemplar do livro “Nutrição e adubação da batata-doce” que foi doado aos visitantes da feira pela Unoeste. “Trabalho em uma empresa fornecedora de insumos e participamos dessa ação para estreitar relações com produtores e instituições de pesquisa como a Unoeste. Acho que o modelo dessa feira é diferenciado, pois é focado em apenas uma cultura que é a batata-doce, o que fomenta esse tipo de produção e traz conhecimento para quem atua na área”.

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