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Reabilitação equestre obtém bom resultado no 18º Batalhão

No 2º semestre vagas serão ampliadas para pacientes com sequelas neurológicas e/ou distúrbios psicomotores

João Paulo Barbosa
Uma das 11 sessões de atividades equestre no 18º Batalhão da PM

A parceria entre a Unoeste e Polícia Militar para desenvolver o Programa de Recuperação Equestre junto ao Grupamento de Polícia Montada desta Companhia de Força Tática deu tão certo que têm novidades para o 2º semestre. Serão ampliadas as vagas para pacientes com sequelas neurológicas e/ou distúrbios psicomotores. Os atendimentos que no 1º semestre ocorreram uma vez por semana, passarão a ser duas vezes e ainda haverá opção de horário: manhã ou tarde.
 
A formalização da parceria teve início em fevereiro deste ano, a solenidade de abertura aconteceu no dia 20 de março e até 5 de junho foram 13 encontros dos profissionais com os pacientes, incluindo 11 sessões de atividades equestre na sede do 18º Batalhão em Presidente Prudente, avaliação e reavaliação na Clínica de Fisioterapia, no campus I da universidade. Estiveram envolvidos 13 policiais, sob o comando do capitão Ives Minosso de Almeida Ramos.
 
A Unoeste envolveu 65 alunos das graduações em Fisioterapia, Fonoaudiologia e Psicologia, orientados e acompanhados pelas professoras Maria Tereza Artero Prado Dantas, Sandra Silva Lustosa e Rosana Vera de Oliveira Schicotti. Após o dia 5 deste mês houve nova reavaliação dos pacientes. Na recuperação equestre são trabalhadas questões psicomotoras em treinos de equilíbrio, coordenação e força, incluindo outros procedimentos para melhorar o desenvolvimento físico e proporcionar o bem-estar.
 
“Os pacientes têm a possibilidade de receber um atendimento de qualidade e gratuito, de um método de tratamento que pouco existente na região e no Brasil. Além disso, os pacientes melhoram o seu quadro e, em geral, foram observadas melhora de controle de tronco (postura), equilíbrio, força muscular, comunicação, fala, socialização, noção corporal, de espaço e tempo”, conta Maria Tereza.
 
Diz ainda que junto ao desenvolvimento do programa foram construídos cinco resumos de relatos de experiência que serão submetidos a dois eventos científicos no início de agosto: Encontro Nacional de Ensino Pesquisa e Extensão (Enepe) e Congresso Internacional de Saúde da Criança e do Adolescente. Antes o programa era realizado no Centro de Reabilitação Equestre, no campus II da Unoeste. Neste ano, foi transferido para o Batalhão.
 
Sobre o novo ambiente, Maria Tereza diz que ele permitiu que os atendimentos fossem executados perfeitamente, com animais preparados para a hipoterapia, com policiais militares treinados para execução dos atendimentos, com música para facilitar a aproximação dos pacientes aos animais e a equipe, permitindo muito aprendizado e troca de experiência. “As famílias dos pacientes adoraram a parceria e estão muito felizes com ela”, afirma.
 
[imagem_centro] Em relação ao ganho para o estudante, a professora comenta que houve o aprendizado e a experiência adquirida, também pelos professores, no atendimento de hipoterapia. “Além disso, para os nossos alunos, foi fundamental, pois diferencia o currículo deles no mercado de trabalho, já que esta prática não é comum em outras universidades. E a possibilidade de trabalho em equipe, a experiência e a troca de conhecimentos [entre a comunidade acadêmica e a Polícia Militar] é enriquecedora”, diz.
 
O retorno após as férias escolares está previsto para 1º de agosto, com as avaliações dos pacientes que continuarão em atendimento e dos pacientes novos que iniciarão no programa, sendo que os atendimentos na cavalaria ocorrerão, provavelmente, a partir da segunda ou terceira semana do mês. No 1º semestre, os atendimentos foram às terças-feiras pela manhã, sendo que no 2º semestre deverá acontecer também às quartas-feiras à tarde.
 
A professora Maria Tereza explica que, em relação às vagas, os interessados devem procurar a Clínica de Fisioterapia da Unoeste e preencher uma ficha de triagem na recepção. “Assim que abrirem as vagas, nós entraremos em contato e chamaremos para uma avaliação, para verificar se o paciente realmente apresenta indicação ao tratamento. E os pacientes irão sendo atendidos durante um período de tempo e encaminhados a outros serviços conforme a necessidade”, anuncia.
 
O comandante da Companhia de Força Tática, capitão Minosso comenta que a avaliação da Polícia Militar, sobre o primeiro semestre do programa, é amplamente positiva em vários aspectos. “Inicialmente cabe salientar a satisfação da Instituição em desempenhar função social de filantropia, colaborando para a melhoria da qualidade de vida dos usuários”, garante.
 
“O desenvolvimento do programa nos proporcionou aproximação a sociedade que, vivenciando parte de nossas rotinas e frequentando nossas instalações, passa a conhecer melhor a Companhia de Força Tática e a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Por fim, o programa nos proporcionou aprimoramento técnico e aperfeiçoamento de nossos conhecimentos, estreitando os laços com professores, alunos, usuários e demais integrantes da sociedade”, diz.

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