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Fungicida usado em seringueira pode gerar danos embriofetal

Estudo contempla exposição ocupacional ao analisar possíveis danos ao embrião ou ao feto durante a gravidez


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Foto: João Paulo Barbosa Fungicida usado em seringueira pode gerar danos embriofetal
Jaqueline: aprovada para receber o título de mestre
Foto: João Paulo Barbosa Fungicida usado em seringueira pode gerar danos embriofetal
Banca examinadora e vista parcial do público
Foto: João Paulo Barbosa Fungicida usado em seringueira pode gerar danos embriofetal
Jaqueline, Ana Paula, Carla, Constantino e Patrícia


Atualizada em 26/04/2016, às 18h05

Produção científica alerta sobre a possibilidade de danos embriofetal diante da exposição de gestante ao fungicida Cerconil WP®. Essa sustância química, de alta persistência e extremamente tóxica, está entre as mais utilizadas no combate à antracnose; doença que afeta seringueiras cujo cultivo está em plena expansão no oeste paulista. Seu uso pode atingir trabalhadores rurais ou a população no entorno de plantações de seringueira, com impacto na saúde materna capaz de afetar o embrião ou o feto durante a gravidez.

A utilização de ratas como modelo experimental levou à constatação de que a exposição oral ao fungicida, durante a organogênese, pode afetar o desenvolvimento embriofetal e causar toxidade leve sobre a saúde geral materna. O estudo desenvolvido por Jaqueline Nascimento da Silva utilizou o fungicida em três dosagens: 400, 800 e 1200 mg/kg/dia por gavagem, do sexto ao 15º dia gestacional, sendo feita a comparação entre quatro grupos, incluindo o grupo controle, para o qual foi mantida dieta sem a adição do fungicida.

Em relação aos fetos, ocorreu a observação de aumento na incidência total de anomalias esqueléticas nos grupos expostos ao produto tóxico em relação ao grupo controle. Conforme a autora da pesquisa, as alterações esqueléticas em maior frequência foram: diminuição dos centros externais, ausência de processo xifoide e vertebras caudais, malformação do supraoccipital e redução no número de falanges anteriores e metatarsos. Sobre possíveis efeitos na estrutura química do látex, o experimento não encontrou alterações significativas.

Graduada em Química pela Unoeste, na turma de 2013 em curso da Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp), Jaqueline ingressou imediatamente no mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, na mesma instituição. No programa, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação, desenvolveu a pesquisa sobre os efeitos do fungicida na reprodução animal e na estrutura química do látex de seringueira. Contou com a orientação da Dra. Ana Paula Alves Favareto e coorientação da Dra. Patrícia Alexandra Antunes.

A defesa pública da dissertação produzida por Jaqueline foi avaliada, na tarde desta segunda-feira (25), por dois membros externos: doutores Carlos José Leopoldo Constantino e Carla Dal Bianco Fernandez, respectivamente na Unesp em Prudente e da Universidade do Sagrado Coração, de Bauru. A relação interinstitucional do estudo não se restringiu à banca examinadora, pois, além dos biotérios central e de experimentação da Unoeste, foi utilizado o Laboratório de Filmes Nanoestruturados e Espectroscopia da Unesp. Jaqueline foi aprovada para receber o título de mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, em sessão prestigiada por estudantes do mestrado e do curso de Química.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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