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A enfermagem ocupa papel central na rede de atenção à saúde, sendo responsável pela continuidade do cuidado e pela coordenação de equipes multiprofissionais. Nesse contexto, o enfermeiro líder exerce função estratégica não apenas na organização do trabalho, mas também no desenvolvimento humano, emocional e técnico de sua equipe. Além disso, mudanças no perfil da força de trabalho - com destaque para a entrada da Geração Z, diferentes expectativas profissionais e relações intergeracionais - ampliam a complexidade da gestão de equipes.
Nessa perspetiva, estudos demonstram que:
- A liderança ativa e participativa melhora a qualidade assistencial e segurança do paciente;
- Estilos de liderança impactam diretamente a saúde mental e o bem-estar dos profissionais;
- Fragilidades na gestão e supervisão contribuem para burnout, rotatividade e conflitos organizacionais;
- Ambientes complexos exigem líderes com capacidade adaptativa, comunicação efetiva e tomada de decisão colaborativa.
A formação em enfermagem, conforme estabelecido nas Ministério da Educação, deve estar orientada não apenas para a aquisição de competências técnico-científicas, mas também para o desenvolvimento de profissionais críticos, reflexivos e comprometidos com as necessidades do sistema de saúde e da sociedade. Nesse sentido, as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem destacam que a formação deve ser generalista, humanista e voltada para a integralidade do cuidado, incluindo competências relacionadas à liderança, gestão, tomada de decisão e educação permanente.
Contudo, a responsabilidade formativa das instituições de ensino superior não se encerra com a diplomação. Documentos orientadores do próprio Ministério da Educação, especialmente no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, reforçam que as instituições devem manter mecanismos de acompanhamento de egressos, considerando-os indicadores fundamentais da qualidade da formação oferecida. O monitoramento da trajetória profissional, da inserção no mercado de trabalho e das dificuldades enfrentadas pelos egressos permite retroalimentar os processos formativos e fortalecer a articulação entre ensino e mundo do trabalho.
Além disso, a política institucional da UNOESTE preconiza que a universidade deve promover ações que favoreçam a empregabilidade, o desenvolvimento profissional contínuo e a integração com os serviços de saúde, ampliando sua atuação para além da formação inicial. Nesse contexto, iniciativas como simpósios, programas de educação continuada e espaços de diálogo com lideranças do serviço configuram-se como estratégias essenciais para consolidar essa responsabilidade social.
No campo específico da enfermagem, essa necessidade torna-se ainda mais evidente diante da complexidade crescente dos serviços de saúde, das mudanças no perfil epidemiológico da população e das transformações nas relações de trabalho, especialmente com a inserção de novas gerações profissionais. A literatura evidencia que a qualidade da liderança exercida nos serviços de saúde impacta diretamente a inserção, permanência e desenvolvimento dos profissionais recém-formados, influenciando sua adaptação, satisfação e desempenho.
Dessa forma, ao promover um simpósio voltado aos enfermeiros líderes da rede de atenção, a universidade reafirma seu compromisso com a formação ampliada e contínua de seus egressos, atuando de maneira estratégica na qualificação dos ambientes de prática profissional. Indiretamente, essa ação contribui para a melhoria do acolhimento institucional, da supervisão e das oportunidades de desenvolvimento oferecidas aos enfermeiros recém-formados, favorecendo sua empregabilidade e trajetória profissional.
Assim, a iniciativa se alinha às diretrizes do Ministério da Educação ao fortalecer a integração ensino-serviço, promover a educação permanente e reconhecer o egresso como sujeito central no processo de avaliação e aprimoramento da formação em saúde. Diante desse cenário, torna-se fundamental criar espaços de reflexão e sensibilização para líderes de enfermagem, visando fortalecer práticas de liderança mais humanizadas, eficazes e alinhadas às necessidades contemporâneas do trabalho em saúde.