Embalados pelo som da música “Pra frente Brasil” (Noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração) na conquista do tri-campeonato da Copa do Mundo no México, o país da década de 70 foi inspirado pelas mudanças culturais, sociais e políticas imprimidas pela população que ainda convivia com a censura. As cidades brasileiras passavam por transformações e buscavam seu crescimento encorajadas pela luta dos homens, que tinham em mente a esperança da concretização de sonhos.

Naquela época, o Jardim Bongiovani e a Cidade Universitária eram áreas tomadas por pastagens e gado; a urbanização se resumia a um traçado de ruas de terra distantes de bairros com melhor infra-estrutura. Presidente Prudente, localizada a 680km da capital paulista, comparava-se a municípios da região como Presidente Venceslau. Muitos alunos e professores saiam do que é hoje conhecida como a capital da Alta Sorocabana para estudar e lecionar na cidade de Tupã, na Alta Paulista, ocasionando um “fenômeno educacional”.
Foi quando Agripino de Oliveira Lima, então presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP), imbuído no sonho de transformação do cenário educacional prudentino, iniciou, em 1972, ao lado de Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima, a realização do projeto de uma faculdade, desejo latente de professores e da população.
“Naquela época, não era fácil abrir uma faculdade. Implantamos a Associação Prudentina de Educação e Cultura (Apec), que seria apenas o inicio de uma longa caminhada, até o que hoje é a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)”, relembra Agripino.
De faculdade a universidade a Unoeste foi reconhecida pela Portaria Ministerial nº 83, em 12 de fevereiro de 1987. Para o professor, filho de carpinteiro, a sensação é de dever cumprido. “O meu maior desejo era a criação de novos cursos, como o de Medicina e do Hospital Universitário (HU)”, destaca Agripino.
Para Dona Ana, o desenvolvimento de Presidente Prudente está entrelaçado à Unoeste. A paisagem urbana, como o intenso movimento de estudantes, ganhou aspecto vivo, alegre e jovem. Muitas amizades aqui foram construídas. ”Se hoje a cidade é conhecida como ‘universitária’, essa é uma história que a Unoeste ajudou a construir.
Apesar dos avanços, a reitoria afirma que em sua essência, a universidade continua a mesma. “Nosso maior desafio é fazer de cada estudante um profissional pronto para atuar com competência e senso de justiça, contribuindo para o desenvolvimento humano e material do país. É um compromisso que vem se renovando ao longo de toda a nossa existência. A busca por um futuro melhor traduz o nosso espírito”.
Atualmente, a Unoeste oferece 40 cursos de graduação (Bacharelado, Licenciatura e Superior de Tecnologia), 43 cursos de especialização e 3 mestrados reconhecidos pelo MEC: Agronomia, Ciência Animal e Educação. São mais de 2,5mil funcionários, entre campi I, II, III e HU, que colaboram com a nossa história de 35 anos da Instituição, formadora de milhares de profissionais nas últimas décadas.
A Unoeste tem como missão desenvolver a educação num ambiente inovador e crítico-reflexivo, pelo exercício das atividades de Ensino, de Pesquisa e de Extensão nas diversas áreas do conhecimento científico, humanístico e tecnológico, contribuindo para a formação de profissionais cidadãos comprometidos com a responsabilidade social e ambiental.
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