VIII JORNADA ACADÊMICA DE ARQUITETURA E URBANISMO

Há cinco anos, a cada mês de maio, é promovida a Jornada Acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoeste, evento de maior relevância presente no corpo acadêmico do curso atualmente.

Realizada na cidade de Presidente Prudente-SP, no Campus II da Universidade do Oeste Paulista, sede da sua faculdade de Engenharias e Arquitetura e Urbanismo, no presente ano, 2020, não seria diferente, salvo a desenfreada crise que tem assolado nosso país e o mundo desde meados de fevereiro.

Diante deste cenário, com programação e eixo temático já formatados, tínhamos apenas uma única certeza: o adiamento do evento.

Hoje, cerca de seis meses após o encerramento das atividades presenciais nas universidades,  reestruturamos nosso evento para que ele possa ser transmitido, pela primeira vez, de forma totalmente online e ao vivo através das plataformas digitais disponíveis.

O título?

Patrimônio pra que[m]? – legitimidade e ensino na progressão cultural.

A temática central do evento foi mantida, tal como definiu-se há tantos meses atrás. Assim como nosso país, tal como o encontramos hoje, que na sua essência também permanece o mesmo. Subjuga-se a existência de um novo normal. Acreditamos que o que há não é novidade, assim como também não pode, de maneira alguma, ser considerado normal.

Ao lançarmos a pergunta “patrimônio pra que[m]?”, tal como sugere o título, não podemos deixar de refletir sobre a que patrimônio se refere: não seriam as dinâmicas enfatizadas pela situação presente, o reflexo de um patrimônio brasileiro em [des]construção?

A decisão, então, parte do entendimento do papel fundamental que o patrimônio exerce na progressão cultural da nossa sociedade. Como pensar em progresso, frente ao atual cenário que vivemos? Em busca de responder essa e outras perguntas, extrapolando o campo teórico-prático sob as nossas distintas possibilidades de atuação: dialoguemos.

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A tomada de decisão para o tombamento é, antes de tudo, um ato de discernimento cultural, que procura atender às reclamações de muitas vozes e de muitas gerações. Como tal, é um ato de inteligência e de coragem coletiva (AB’SABER, 1986, p. 11).

Discernimento, geração e coletividade. Três palavras-chave para serem lembradas, junto à citação de Ab Saber, se não somente pelo que representam, ao menos pela pertinência ao abrir o diálogo que aqui incitamos: patrimônio pra que[m]?

O patrimônio cultural, na sua dimensão histórica e espacial –seja em condições abstratas ou concretas –, torna-se revelador das contradições constituídas no processo social e histórico de produção do espaço e das dinâmicas que  reproduz; podendo ser tratado como elemento chave na interpretação dessas contradições na nossa contemporaneidade.

Efeito das transformações sociais, os movimentos que provocam fragmentações e rupturas internas e que geram os ditos antagonismos sociais, produzem diferentes identidades aos indivíduos. Infortunadamente, em um momento marcado por disparidades políticas e atos retrógrados, estes movimentos tornam-se responsáveis pela reprodução de uma sociedade marcada pela individualidade, que rejeita o coletivo e a importância dos  atuais mecanismos de preservação à nossa identidade, nossa cultura e a memória.

Também fruto de uma escolha popular, o patrimônio se constitui a partir daquilo que nós, habitantes de qualquer lugar, consideramos importante e representativo da nossa identidade, a imagem que configura a história e a cultura de uma sociedade. Mas ressaltamos que, não refere-se, aqui, apenas à representação de ideias e valores abstratos a serem contemplados, mas sim a um patrimônio construído por e para pessoas. E essa construção só pode ser concretizada através da história e dos valores de memória em função da coletividade e de um contexto. Valores que atribuem-se e configuram-se às coisas, e as tornam aquilo que elas devem, por reconhecimento, ser, patrimônio de um coletivo. 

Vide essa construção, nos atentemos ao que diz a museologista Maria de Lourdes Parreiras Horta quando escreve que “a educação patrimonial é um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico temporal em que está inserido”.

É neste sentido que faz-se necessário dar luz à importância do papel das instituições e seus docentes na sua contribuição para a formação de profissionais aptos a reconhecer e atuar em pré-existências, desde sitios à valores, constituintes de um coletivo que não apenas rememora como reproduz gerações, tornando-os atores responsáveis pelo seu próprio progresso sociocultural, através da valorização e do fortalecimento dos laços identitários.

Sendo assim, a Faculdade de Engenharias e Arquitetura e Urbanismo de Presidente Prudente - FEPP, em conjunto com o Centro Acadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo - CACAU, promovem, entre os dias 26 e 30 de outubro de 2020 a VIII Jornada de Arquitetura e Urbanismo da UNOESTE, sob o tema “Patrimônio pra que(m)? – legitimidade e ensino na progressão cultural”, configurando nossos desejos e inquietações pessoais e coletivas na busca pela construção de pontes que alcancem gerações, e diálogos que comuniquem com discernimento. O objetivo do evento se revela no dito ato da coletividade – sagaz e destemida, e, ainda assim, construída através da memória coletiva. 

Confira com ATENÇÃO as informações sobre datas, valor e instruções abaixo.

Inscrições – Datas e Valores:

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 23/10/2020.

Valor do investimento: Gratuito

Total de vagas: 500

Os palestrantes serão revelados ao longo do mês através das mídias digitais do Centro Acadêmico do Curso de Arquitetura e Urbanismo – CACAU – Unoeste.

Informações importantes:

• As inscrições começam a ser realizadas a partir do dia 08/09/2020.

• A inscrição online por si só garante a vaga no evento, mas não garante a participação nas oficinas.

• Os interessados em realizar as oficinas ofertadas deverão efetuar a inscrição elegendo-as individualmente. Cada participante poderá se inscrever em até 3 oficinas.

• Para que a vaga na oficina seja garantida é necessário realizar o pagamento na Tesouraria do Campus I e II da Unoeste ou pelo cartão de crédito.

• NÃO haverá devolução de valores em casos de não comparecimento nas oficinas. Situações especiais poderão ser julgadas pela comissão organizadora.

• Para garantir no certificado a participação nas oficinas, o participante deverá estar presente na sala de reuniões (a ser divulgada), durante todo o decorrer da aula. A comprovação da presença se dará por controle da comissão organizadora presente na oficina.

• A inscrição no evento garante o certificado de participação para todos os inscritos.

• A carga horária de participação do evento é de 20 horas. A carga final será calculada proporcionalmente a participação do candidato nas oficinas elegidas.

• Os certificados dos ouvintes serão impressos diretamente pelo site do evento.

Instruções para oficinas:

A inscrição deve ser efetivada através de 4 passos:

1. Fazer a inscrição online no link do evento;

2. Eleger as oficinas (máximo 3 por participante) do seu interesse;

3. Efetuar o pagamento do comprovante PREFERENCIALMENTE na tesouraria do CAMPUS I ou II da Unoeste ou através de cartões de crédito;

4. Guardar uma cópia do comprovante de pagamento para caso necessário apresentá-la.

 Quaisquer dúvidas entrem em contato por inbox no perfil do Facebook Cacau Unoeste ou por e-mail unoestecacau@gmail.com.

Equipe CACAU

Unoeste