Pesquisa oferece bolsas para alunos do ensino médio público
Oportunidade na Unoeste ocorre com recursos do Ministério da Ciência e contempla quem está estudando no 1º ou 2º ano
Pelo 19º ano consecutivo estão abertas inscrições de seleção de candidatos às bolsas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (Pibic-EM) para alunos de 1º e 2º ano de escolas públicas de Prudente, Jaú e Guarujá.
As bolsas são destinadas à Unoeste pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Iniciativa voltada ao incentivo à pesquisa no Brasil.
As inscrições podem ser feitas até 28 de abril deste ano. As bolsas têm validade de 12 meses, com pagamentos mensais. As atividades serão iniciadas em setembro deste ano e irão até agosto do ano que vem. Estão sendo ofertadas dez bolsas.
As informações, orientações e critérios estão disponibilizados em edital que pode ser acessado na página Pesquisa e Inovação no site da Unoeste. Serão contemplados os dez primeiros alunos na classificação geral.
Excelentes resultados
O Pibic-EM/CNPq/Unoeste tem apresentado excelentes resultados no âmbito regional, voltado para os campi prudentino, jauense e guarujaense. São vários exemplos dentro das mais de 60 bolsas concedidas.
Recém aprovado no processo seletivo do mestrado no Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGA) Sérgio Ferreira da Silva Filho afirma que sua vida acadêmica tem tudo a ver com o Pibic-EM.
Sua intenção inicial era cursar psicologia, mas optou por agronomia ao estar inserido em pesquisa sobre batata-doce na Unoeste, com a supervisão do professor pesquisador doutor André Zeist. Foi de setembro de 2019 a agosto de 2020.
Durante a graduação, concluída em 2024, fez iniciação científica sobre cultivo de algodão, com a orientação do professor pesquisador doutor Fábio Echer. Após se formar engenheiro agrônomo, fez duas especializações: agricultura de precisão e geotecnologia.
A habilidade em lidar com as novas tecnologias resultou em convite do Dr. Fábio para contribuir no desenvolvimento de robô de monitoramento em algodoeiro, junto à empresa do segmento de robótica sediada em São Paulo.
Como a atuação é com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp) e aprovação da submissão do projeto ocorreu no início deste ano, Sérgio precisou deixar o emprego na Usina Alto Alegre, em Presidente Prudente.
Existe a possibilidade de que a bolsa da agência de fomento à pesquisa seja estendida para o mestrado com tema “Soma térmica para estimar a emissão de nós no algodoeiro, para nortear o momento de aplicação do regulador de crescimento”.
Sérgio fez o ensino fundamental no Colégio Adventista e o ensino médio na Escola Técnica (Etec) Professor Dr. Antônio Eufrásio de Toledo; mais conhecida como Colégio Agrícola), onde soube da bolsa Pibic-EM através de uma colega.
Foi estimulado, a fazer inscrição e concorrer, por Helena Honorato Rocha que atualmente faz a graduação em agronomia na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), em Piracicaba.
Nascido e criado em Prudente, morador do bairro Santa Clara – imediações do estádio Prudentão, Sérgio é filho de vendedores ambulantes de enxovais, Sérgio Ferreira e Maria Cilene. É o caçula.
Suas irmãs são formadas na Unoeste. Mylena fez Biomedicina e optou por carreira na Polícia Militar. Mylene é médica veterinária. Sérgio alimenta a sua vocação de avanço na carreira no segmento agronômico, possivelmente como pesquisador.
Sobre a questão do âmbito regional do Pibic-EM, um exemplo é Adriele Soares Breda que era da Escola Professora Maria Ernestina Natividade Antunes (Mena) da cidade de Indiana que fica a 19 km de Prudente.
“Ter contato com os ambientes da universidade ainda durante o ensino médio despertou em mim um interesse ainda maior de iniciar a graduação”, conta para dizer que escolheu o curso de Administração.
Após se formar em administração, ingressou no curso de Ciências Contáveis. Sobre o ingresso na pesquisa no ensino superior, quando estudante do ensino médio, conta que sobre a oportunidade na escola, fez inscrição e foi selecionada.
Durante o Pibic-EM, a atuação de Adriele em pesquisa teve a orientação da professora pesquisadora Danielle Santos, do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGE) e coordenadora dos cursos de Pedagogia presencial e semipresencial.
São várias histórias sobre as boas consequências do Pibic-EM, como são os casos das estudantes do curso de Medicina Veterinária Flávia Heloise França, Giovana Martinelli Sassi e Isabela Vieira Duran.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste
