Curso de Psicologia leva diversão a crianças hospitalizadas
Projeto Brincando no Leito é desenvolvido com crianças internadas no HR
Crianças querem brincar em qualquer lugar, inclusive no hospital, onde ficam com essa possibilidade mais reduzida. Ou melhor, ficavam! Porque ambientes de saúde e profissionais desta e de outras áreas reconhecem, cada vez mais, a importância da diversão na ajuda à recuperação mais rápida, por isso, implantam programas que usam brinquedos e atividades lúdicas para os pequenos pacientes, como é o caso do Brincando no Leito, atividade de pesquisa do curso de Psicologia da Unoeste.
Supervisionados pela professora Josiane Machado Ruiz, os estudantes da graduação levam diversos jogos e brinquedos até o leito das crianças e as convidam para brincar e interagir. Muitas já foram atendidas no Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, local parceiro da pesquisa e responsável por fornecer produtos da sua brinquedoteca. “O atendimento dos brinquedistas auxilia na minimização do estresse causado pela internação, melhora o humor e contribui para uma melhor aceitação dos procedimentos médicos”, declara Josiane, que tem especialização em psicanálise infantil e mestrado também na abordagem com crianças.
O acadêmico Leonardo de Oliveira Barros, do 10º termo, é um dos que participam dessa iniciação científica, que surgiu a partir do projeto de extensão Brinquedoteca, existente há 13 anos e que funciona separadamente, por meio da interação entre estudantes do curso de Psicologia da Unoeste com crianças que estão no HR em condições fora do leito. Para Barros, o contato com pacientes tão novos serve para tirar lições “pessoalmente, pela questão de poder auxiliar crianças num momento de dificuldade, e profissionalmente, por treinar alguns atributos e ter contato com a área da pesquisa”, a qual pretende seguir.
Após as visitas do Brincando no Leito, agora é a fase de levantamento dos dados e discussão dos resultados. Posteriormente, os estudiosos construirão um protocolo de atendimento para que outros alunos façam o trabalho com as crianças seguindo regras determinadas, pensando na recuperação e no bem-estar delas. “Fazer parte da iniciação científica enriquece o currículo dos alunos, que aprendem como se constrói de forma sistemática e metodológica o conhecimento dentro de uma universidade”, declara Josiane, que afirma que a iniciação científica será apresentada no 19º Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe) da Unoeste, de 20 a 23 de outubro de 2014.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste