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Odontologia tem novo projeto de atendimento no HR

Atividade contempla os setores de cardiologia, psiquiatria, hemodiálise, além da Unidade de Terapia Intensiva (UTI)


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Foto: Mariana Tavares Odontologia tem novo projeto de atendimento no HR
Avaliação bucal dos pacientes que farão cirurgia é realizada no leito
Foto: Mariana Tavares Odontologia tem novo projeto de atendimento no HR
Paciente da hemodiálise pode ter saúde bucal afetada em razão da condição sistêmica


A parceria entre o Hospital Regional de Presidente Prudente (HR) e a Unoeste tem gerado bons resultados, principalmente para a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste semestre, o curso de Odontologia iniciou mais um projeto de atendimento aos pacientes. Dessa vez, a atividade contempla os setores de cardiologia, psiquiatria, hemodiálise, além da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A ação, que neste primeiro momento funciona como projeto piloto, integra o programa “Odontologia Hospitalar articulado entre o ensino e a prática”.

Com a aprovação do Projeto de Lei 2776/08, sancionado em abril de 2012, a odontologia hospitalar passou a ser uma nova especialidade obrigatória em instituições públicas e privadas que mantenham pacientes em regime de internação. No HR, o projeto de extensão é coordenado pela professora da Unoeste Cristhiane Amaral e envolve alunos do último termo da graduação. “É uma legislação recente e uma área nova da odontologia. A Unoeste e o HR saíram na frente, pois essa prática está presente em poucos hospitais do Brasil. A intenção é implantar o projeto em definitivo no local”, enfatiza.

Cristhiane ressalta que o atendimento é realizado nos leitos, onde os acadêmicos, com supervisão docente, avaliam as condições bucais dos pacientes. Salienta que quando há necessidade de um tratamento odontológico mais específico, a pessoa é encaminhada à clínica da universidade. “A Odontologia Hospitalar avalia se a doença sistêmica está afetando a cavidade bucal do paciente, ou se existe qualquer alteração que possa interferir na saúde sistêmica do mesmo”.

Sobre os setores contemplados, Cristhiane explica que essa atenção é essencial. Frisa que tanto antes da cirurgia cardíaca, quanto depois, o acompanhamento é necessário, já que para o procedimento cirúrgico, o paciente não pode apresentar focos de infecção bucal. No caso de quem faz hemodiálise, a saúde bucal pode ser afetada em razão da sua condição sistêmica e a abordagem odontológica será diferenciada pelo uso de algumas substâncias, como a heparina, usada durante a hemodiálise. Além disso, a professora afirma que antes do transplante, o beneficiado não pode apresentar estado bucal comprometido. “São práticas que necessitam do laudo de um dentista”, afirma.

Em relação ao trabalho realizado na psiquiatria, Cristhiane pontua que nesse setor tem alguns internos que precisam desse cuidado. Já na UTI, o atendimento ocorre somente quando há solicitação médica. “É um novo campo de trabalho. Para os acadêmicos, além de conhecerem na prática a profissão, é uma oportunidade de se aprofundarem nessa área”, assegura.

Para a aluna Fernanda Pratavieira Franco, 22, “a experiência no hospital traz mais interesse nesse novo campo de trabalho, onde surgem diversas oportunidades”, avalia. Caio Marques de Oliveira Leite, 21, destaca ser primordial ao acadêmico ver na prática o conteúdo aprendido em sala de aula. “Os estágios oferecem mais segurança para nossa futura atuação profissional. Isso é essencial na formação”, finaliza.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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