Universidade do Oeste Paulista - 45 Anos

Área do Aluno/Professor

Área do
Aluno/Professor

INFORME CORRETAMENTE SEU RA/MATRÍCULA

ENCONTRE SEU CURSO
FAÇA UMA BUSCA NO SITE
Sua opinião é muito importante. Avalie a página de notícias.
14/11/2017

Pesquisa aponta descarte irregular de medicamentos

Levantamento também identifica que 76% dos entrevistados verificam as condições dos remédios antes de usá-los

Foto: Gabriela Oliveira Pesquisa aponta descarte irregular de medicamentos
Público feminino é o mais atento em relação à checagem da data de validade

Um estudo realizado pelo curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Unoeste revela que 60,21% da população prudentina descarta os medicamentos no lixo doméstico, enquanto apenas 15,3% entregam para as unidades onde adquiriram o medicamento ou aos agentes de saúde. Já 24,49%, aponta descartar os remédios de outra maneira.
 
De acordo com o professor responsável pela pesquisa, Diego Ariça Ceccato, o principal paradoxo diz respeito ao fato de que 83% dos entrevistados sabem sobre os possíveis impactos que o descarte irregular de medicamentos pode provocar ao meio ambiente. “Detectamos que a informação não é o bastante, já que os entrevistados mencionam que, dentre os principais motivos que justificam o descarte irregular, estão falta de implementação de logística reversa nos estabelecimentos bem como, em farmácias e postos de saúde”.
 
Ele comenta que, o questionário aplicado no município de Presidente Prudente, com população amostral de 193 pessoas, traçou também o perfil dos entrevistados como idade, sexo, nível de escolaridade e renda familiar. “Identificou-se também que, 76% observam a aparência do remédio e a sua respectiva data de validade antes de usá-lo. Foi possível constatar ainda, que o público feminino é o mais atento, pois 88,8% das mulheres verificam os aspectos dos medicamentos, enquanto que nos homens, esse índice é de 55%”.
 
Outro aspecto notado foi que a proporção de pessoas que descartam os medicamentos em local inadequado é ligeiramente maior quando as mesmas possuem nível superior e renda mensal acima de R$ 2 mil. “Esse fato desmistifica a ideia de que a baixa escolaridade ou faixa salarial interferem nas ações que prejudicam o meio ambiente”, salienta Ceccato.
 
Foto: Gabriela Oliveira Iniciação científica: estudo de Costa, Ceccato e Renata envolve saúde pública e meio ambiente
Iniciação científica: estudo de Costa, Ceccato e Renata envolve saúde pública e meio ambiente

Para o professor, os resultados apontados na pesquisa, demonstram a necessidade de uma implantação de mecanismos que possam contribuir com o descarte correto desses resíduos no município. “A intenção do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Unoeste é promover futuramente, ações que possam melhorar esse cenário como, por exemplo, a realização de mutirões de descarte”, conclui.
 
Mauricio Oliveira Costa, 21, e Renata Mafra, 23, cursam o 8º termo de Engenharia Ambiental e Sanitária na Unoeste e participaram do estudo de iniciação científica. Segundo Costa, o trabalho agregou muito à sua vida pessoal e profissional. “A partir de um levantamento bibliográfico verificamos que esse tema é pouco explorado em nossa região. Sendo assim, as complexidades químicas dos medicamentos e os resultados desse trabalho nos incentiva buscar estratégias que ajudem na resolução do problema na raiz, ou seja, na promoção de ações de orientação e incentivo para que a população dê uma destinação correta aos medicamentos”. Renata expõe também que, o contato com pessoas de diferentes perfis foi algo único. “Foi uma experiência bem positiva, principalmente, pelo fato de que conseguimos comprovar cientificamente que, atualmente, o descarte de resíduos de saúde, especificamente, os remédios é feita por grande parte dos nossos entrevistados de maneira equivocada”, conclui.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste


TODAS AS NOTÍCIAS
Alguma mensagem