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Análise do vigor de semente de capim usa novas tecnologias

Digitalização de imagens proporciona eficiência e estimula criação de software para agilizar o processo


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Foto: João Paulo Barbosa Análise do vigor de semente de capim usa novas tecnologias
Rafaelle em procedimento no Laboratório de Sementes da Unoeste

A condição brasileira de maior produtor, consumidor e exportador de sementes para pastagens reflete na pesquisa científica, que tem buscado responder às diferentes e frequentes necessidades de melhorias, entre as quais está a qualidade na produção. Estudo realizado no Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia da Unoeste analisou vigor e viabilidade de sementes do capim-marandu, de nome científico Urochloa brizantha, com a novidade de utilizar novas tecnologias e estimular a criação de software para agilizar e proporcionar maior segurança nos resultados analisados, pela maior precisão matemática.

A engenheira agrônoma Rafaelle Persoli de Aguiar, egressa da Unoeste na turma de 2014, desenvolveu o estudo de classificação das sementes em três classes de vigor: viáveis e vigorosas, viáveis e não vigorosas e não viáveis. No laboratório de sementes da universidade realizou os seguintes testes: germinação, tetrazólio, emergência, índice de velocidade de emergência (IVE), comprimento da parte aérea e raiz e massa de matéria seca de parte aérea e raiz.

Seguindo as normas oficiais de análise de sementes, o resultado de impacto foi quanto ao uso de dois métodos de imagens digitalizadas (scanner e câmera), os quais resultaram em eficiência para determinação da viabilidade das sementes. Os experimentos apresentaram a inovação proposta pela orientadora Dr. Ceci Castilho Custódio, em ação de caráter inter e multidisciplinar, que envolveu no mestrado em Agronomia o pesquisador Dr. Danillo Roberto Pereira, do Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.
Foto: João Paulo Barbosa Banca examinadora: doutoras Alessandra, Ceci e Charline
Banca examinadora: doutoras Alessandra, Ceci e Charline


Com formação em ciência da computação, mestrado em computação gráfica, doutorado em computação visual e pós-doutorados em inteligência artificial e aprendizado, Pereira desenvolveu um software que já está funcionando, sendo utilizado na pesquisa de Rafaelle, mas ainda não é comercial. É composto de três etapas: a primeira a de segmentação sendo capaz de separar cada semente de uma imagem com 50, por exemplo, e eliminar fungos e impurezas.   

Na segunda etapa ocorre a classificação de cada semente, três classes de vigor proposta pelo estudo. Finalmente, acontece a regressão para saber qual a germinação do lote. O erro médio de 5% revela o grau de eficiência de todo processo. Na defesa pública da dissertação da autora do estudo, na tarde desta quinta-feira (7), a examinadora externa Dr. Charline Zaratin Alves, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, sugeriu compartilhamento de informações entre pesquisadores da Unoeste e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

É que na universidade nordestina está sendo desenvolvido um trabalho de análise por imagem, semelhante o que foi utilizado no estudo de Rafaelle. Inicialmente em desktop (computador fixo) ou laptop (dispositivos portáteis), mas com a previsão de utilização por aplicativo no celular. “Seria interessante a troca de informações para aprimorar as duas ideias”, disse a pesquisadora que avaliou e aprovou a dissertação juntamente com a Dra. Alessandra Ferreira Ribas.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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