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18/05/2017

Pluralidade de assuntos é destaque na Semana de Veterinária

Oficinas e palestras com docentes da Unoeste e profissionais externos enriqueceram evento que reuniu mais de 200 participantes

Foto: Gabriela Oliveira Pluralidade de assuntos é destaque na Semana de Veterinária
Mesa interativa com touchscreen possibilitou aprendizado dinâmico sobre auscultação em cães

De algumas décadas para cá, o tempo de vida de gatos e cachorros aumentou por causa de fatores como alimentação mais adequada e demais cuidados que os tutores têm com os seus companheiros. Essa longevidade tem outros reflexos, como a incidência maior de doenças como o câncer. “Quando a gente atende um animal com tumor, existem algumas condições que precisam ser mais apuradas para a confirmação do diagnóstico e, posteriormente, a realização do tratamento”, explica a médica veterinária, Dra. Letícia Yamasaki Buck, durante a palestra “Abordagem do paciente oncológico”, realizada nessa quarta-feira (17). A atividade integra a programação da Semana Acadêmica de Medicina Veterinária da Unoeste.
 
Patologista animal pela Associação Brasileira de Patologia Veterinária e docente do Centro Universitário Filadélfia (Unifil), de Londrina (PR), ela comenta que, muitas vezes, o proprietário segue um tratamento no animal que não é indicado da forma correta, justamente porque os passos anteriores não foram seguidos devidamente. “Já enfrentei casos em que o proprietário não sabia que os animais podiam ter câncer. Atualmente, essa realidade é diferente, pois o tutor é mais informado e busca a melhor forma de proporcionar qualidade de vida ao seu cão ou gato, consequentemente, esse cenário exige mais preparo do médico veterinário”, diz. Letícia também trouxe alguns casos, onde o diagnóstico errado pode comprometer a saúde do animal. “O câncer é tratável e possui diversas alternativas que vão além da cirúrgica e de procedimentos caros. É importante lembrar que os casos de maior prevalência referem-se a tumores de pele em cães e de mama em cadelas, esse último pode ser evitado por meio da castração”, orienta.
 
O compartilhamento de conhecimentos ficou evidente neste evento que se encerra nesta quinta-feira (18). Sarah Raphaela Torquato Seidel, docente da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), campus da cidade de Imperatriz (MA) e mestranda do programa de pós-graduação em clínica veterinária pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FZEA-USP) também contribuiu com a semana com a palestra “Aplicações do plasma rico em plaquetas”. Revela que o plasma rico em plaquetas (PRP) foi introduzido há poucos anos na veterinária, principalmente em equinos. “Notamos um crescimento nas pesquisas e práticas em torno do plasma rico em plaquetas que é uma terapia hemoderivada, ou seja, preparado a partir do próprio sangue do animal”, pontua. Teoricamente, essa prática não tem reação e o organismo do cavalo recebe muito bem e cicatriza com um tecido de melhor qualidade. “Partilhei sobre a minha experiência no preparo do PRP que é uma fase fundamental e influencia muito no produto final. Trouxe também alguns artigos baseados em evidências da medicina equina, enfatizando o que já deu certo nesse tipo de cuidado”.
 
Foto: Gabriela Oliveira Dra. Letícia Yamasaki Buck: “Longevidade dos animais pode desencadear doenças como o câncer”
Dra. Letícia Yamasaki Buck: “Longevidade dos animais pode desencadear doenças como o câncer”

A área de silvestres também foi contemplada na programação. Lucio de Oliveira e Souza, médico veterinário responsável pelo Centro de Conservação da Fauna Silvestre de Ilha Solteira (SP), mantido sob os cuidados da Companhia Energética do Estado de São Paulo (Cesp), falou sobre a contenção e transporte desses animais. “A contenção deve ser feita de forma que não coloque em risco o animal e o ser humano. Contribui também com uma oficina realizando a montagem de um dardo utilizado como meio de inoculação de um fármaco para fazer a contenção química de um animal silvestre que oferece risco dentro da contenção”. Egresso da Unoeste, o profissional demonstra satisfação em estar na universidade. “Após 23 anos de formado, retorno à instituição para dar a minha contribuição na formação desses acadêmicos. É uma sensação muito gratificante, estou feliz em observar como o campus cresceu e está ainda mais bonito”, conclui.

Mão na massa – A Semana Acadêmica de Medicina Veterinária proporcionou momentos de trocas de experiências e de informações com dinamismo e interatividade. Além das 17 palestras, foram realizadas nesta quinta-feira (18) 15 oficinas em diferentes áreas de interesse. Dentre elas, “A arte da auscultação”, mais do que despertar o interesse pela área, proporcionou uma interatividade ímpar, já que utilizou um mix de recursos tecnológicos que são tendência na didática da universidade. O docente Dr. Yudney Pereira da Motta conta que a proposta foi ensinar os alunos como deve ser feita a auscultação em um animal. “A ideia é inovar. Para isso, empregamos duas tecnologias distintas: uma mesa interativa com touchscreen, onde os universitários aprenderam como deve ser feito esse procedimento e um projetor de mesa que, diferentemente do convencional, possibilita dinamismo às apresentações”, relata. Acrescenta que em um terceiro momento da atividade, os universitários aprenderam a manusear dois tipos de estetoscópio: o eletrônico e o analógico, realizando a auscultação em cães.
 
A projeção invertida foi desenvolvida exclusivamente para a Unoeste pelo designer institucional Antônio Sérgio Alves de Oliveira, que também é responsável pela implantação da tecnologia nas graduações. “Na maioria das vezes, o projetor é utilizado na parede para a apresentação de slides ou vídeos. Para tornar esse recurso mais interativo, realizamos uma adaptação para que seja usado horizontalmente em mesas, possibilitando mais dinamismo para as aulas”, expõe.
 
Balanço – A coordenadora de Medicina Veterinária, Dra. Rosa Maria Barilli Nogueira, reconhece que o evento foi um sucesso e conta que mais de 200 alunos participaram. “A programação foi bem ampla e atendeu plenamente as expectativas dos nossos futuros profissionais”. Aproveita para enaltecer o trabalho desenvolvido pelos acadêmicos da atlética e do Centro Acadêmico de Medicina Veterinária Dr. José Giometti (Cagio). “Gostaria de parabenizá-los por todo o empenho na organização dessa iniciativa, desde a elaboração até a concretização de todas as atividades. Agradecer também aos nossos docentes que colaboraram por meio das oficinas”, conclui. Heloiza Pesquero Perelli, 21, cursa o 7º termo da graduação e integrou a comissão que teve cerca de 30 alunos. “Trouxemos palestrantes que foram indicados pelos próprios universitários. Foi uma experiência bem legal que nos proporcionou um aprendizado diferenciado e recompensador”, diz.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste


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