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Pesquisas inovadoras chamam atenção em conferência global

Estudos no Cevop/Unoeste que utilizam as biomoléculas para atenuar os efeitos do estresse na cultura da soja foram apresentados em Roma, na Itália


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Foto: João Paulo Barbosa Pesquisas inovadoras chamam atenção em conferência global
Doutoras Adriana e Inaê: trabalhos inovadores e sustentáveis

Três pesquisas produzidas no Centro de Estudo em Ecofisiologia Vegetal do Oeste Paulista (Cevop/Unoeste), apresentadas na 2nd Global Conference on Plant Science and Molecular Biology (GPMB 2018), realizada recentemente em Roma, na Itália, chamaram a atenção de pesquisadores de vários países. Os estudos inovadores são sobre o uso de moléculas como biorregulador. As biomoléculas, como são chamadas, servem para atenuar efeitos do estresse da cultura da soja em relação aos fatores abióticos, entre os quais, estão a água e a temperatura.
 
O biorregulador funciona como uma rede de sinalização de proteção, para que a planta possa superar a condição adversa em que vai ser submetida. Por exemplo: a lavoura em determinada safra da soja passará por um período de veranico, fenômeno meteorológico com período prolongado de estiagem. Então, receberá a pulverização com as biomoléculas e criará um mecanismo de defesa para superar o estresse hídrico. Algo idêntico à vacina humana ou animal, em relação à determinada doença.
 
Exibidos em forma de pôster, os trabalhos despertaram o interesse dos pesquisadores de diversos países, especialmente os árabes. É que no Oriente Médio, por causa dos climas árido e semiárido, as condições naturais são adversas à produção agrícola. Sendo assim, ocorre o empenho dos cientistas na descoberta e na busca de novas tecnologias a serem disponibilizadas aos produtores. O que se tem produzido por lá tem muito da aplicação de tecnologias avançadas, em especial, nas áreas de irrigação.
 
“A recepção foi bem positiva e até superou as expectativas. Nossos trabalhos foram elogiados pela inovação. Os mais interessados foram os árabes”, contam as biólogas Adriana Lima Moro e Inaê Braga Reis, respectivamente, doutoras em agronomia e ciências biológicas.
 
Adriana coordena o Cevop, instalado no campus II da universidade e, no qual, atua uma equipe de pesquisadores, envolvida nos trabalhos produzidos em parceria com a Stoller do Brasil e levados para a conferência. Também é preceptora do pós-doutorado de Inaê junto ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia da Unoeste. Os estudos com biomoléculas têm caráter sustentável, por utilizar moléculas endógenas, ou seja, extraídas da natureza. Portanto, não são sintéticas.
 
A inovação, sustentabilidade e a qualidade dos estudos apresentados e publicados no anuário do evento, também conquistaram o interesse dos pesquisadores franceses, Frendo Pierre e Seyed Abdollah Hosseini, com a possibilidade de parceria em estudos colaborativos de natureza interinstitucional que poderá envolver a Unoeste e a Université Nice-Sophia Antipolis. O Cevop tem um histórico de envolvimento com pesquisadores de outras instituições e de uma parceria bem consolidada com a Stoller que é líder mundial em nutrição vegetal.
 
Conforme Adriana e Inaê, a convenção internacional foi muito interessante para o aprendizado e a troca de experiências em um universo de múltiplas riquezas culturais e de diferentes práticas religiosas. Foi possível constatar que o Brasil é visto como centro de referência em produção agrícola e que a produção científica está em níveis bem elevados no mundo, mais por conta das tecnologias, do que pela capacidade intelectual, pois em ideias e geração de hipóteses os brasileiros se equiparam.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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