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Dermatoscopia é positiva em diagnóstico de lesão na face

Utilização dessa ferramenta é avaliada em estudo sustentado em prática clínica baseada em evidências


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Foto: João Paulo Barbosa Dermatoscopia é positiva em diagnóstico de lesão na face
Murilo de Oliveira Lima Carapeba, mestre em Ciências da Saúde

Estudo científico desenvolvido na Unoeste demonstra que a dermatoscopia é uma ferramenta positiva no diagnóstico de lesão negra que aparece na face, principalmente de idosos e que pode ser ou não um câncer de pele: lentigo maligno ou lentigo maligno melanoma.
 
A dermatoscopia propicia seleção correta de tratamento, visando minimizar os danos de procedimentos invasivos, diminuindo a morbidade associada e reduzir custos de cirurgias desnecessárias; de acordo com a orientadora do estudo no mestrado em Ciências da Saúde, Dra. Gisele Alborghetti Nai.
 
O trabalho desenvolvido pelo médico dermatologista Murilo de Oliveira Lima Carapeba consistiu em uma revisão sistemática, com análise de outros estudos já publicados na literatura para avaliar a eficácia desse método diagnóstico utilizado por dermatologistas, que é barato e de fácil acesso aos pacientes.
 
Na condução da pesquisa, mediante revisão sistemática da literatura de estudos de alto nível, foi empregada a prática clínica baseada em evidências, mais conhecida pela sigla PBE. Método pertinente à atuação profissional de Carapeba que também ocorre como professor na Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp).
 
Médico com destacada ação voluntária junto à campanha nacional Dezembro Laranja, de iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que de 2016 até o ano passado atendeu 3.147 pessoas, predominantemente idosos, em mutirões realizados do Hospital Regional (HR) “Dr. Domingos Leonardo Cerávolo”.
 
A produção científica de Carapeba levou em conta que a demanda por qualidade máxima do cuidado em saúde, combinada com a necessidade de uso racional de recursos, tanto público quanto privado, tem contribuído para sensibilizar profissionais da área sobre a implementação de prática baseada em evidências científicas.
 
A orientadora explica que a expressão “medicina baseada em evidência” surgiu na década de 1980 para descrever a aprendizagem baseada em problemas, usada pela MacMaster University Medicine School. A PBE compreende os mesmos conceitos e princípios da medicina baseada em evidência, sendo empregados por diferentes profissionais e em diversos contextos de saúde.
 
“PBE tem sido definida como o uso consciente, explícito e criterioso da melhor e mais atual evidência de pesquisa na tomada de decisões clínicas sobre o cuidado de pacientes”, afirma Gisele e diz que tal prática é sustentada no tripé: melhor evidência externa ou de pesquisa, a experiência do profissional e os valores e preferências do paciente.
 
Existe todo um comprometimento com o paciente e a sua família, o que representa certa complexidade e envolve a superação de alguns desafios: como se manter atualizado diante da crescente disponibilidade de informações na área da saúde? Quais as melhores fontes de informação? Como avaliar criticamente a informação encontrada? Como integrar as evidências selecionadas e a experiência clínica diante das necessidades apresentadas pelos pacientes?
 
Foto: João Paulo Barbosa Carapeba com a orientadora Dra. Gisele e a avaliadora interna Dra. Marilda
Carapeba com a orientadora Dra. Gisele e a avaliadora interna Dra. Marilda
 
Ao expor tais questionamentos, levando em conta o estudo de Carapeba, a orientadora explica que a análise de evidências de pesquisa exige dos profissionais novos conhecimentos e habilidades para capacitá-los a ter autonomia na avaliação crítica das informações científicas que serão utilizadas para diminuir as incertezas das decisões tomadas na clínica.

O estudo em questão foi avaliado como significativa contribuição para estudos na área de saúde, conforme Gisele e seus colegas que atuaram como avaliadores da dissertação levada à defesa pública na manhã desta terça-feira (19), doutoras Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu e Ediléia Bagatin, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com participação por videoconferência.
 
O médico Murilo de Oliveira Lima Carapeba teve sua dissertação aprovada e passa a ostentar o título de mestre em Ciências da Saúde, outorgado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG) da Unoeste, junto ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências da Saúde.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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