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Estudos usam novas tecnologias para agricultura de precisão

Sensoriamento remoto e inteligência artificial são utilizados em estudos científicos sobre a qualidade solo


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Foto: João Paulo Barbosa Estudos usam novas tecnologias para agricultura de precisão
Dra. Érika ao falar sobre ferramentas de sensoriamento remoto

A busca em desenvolver novos indicadores de qualidade do solo utilizando ferramentas de sensoriamento remoto e de inteligência artificial resulta em parceria entre a Unoeste e a Unesp em Presidente Prudente. Também envolve a busca de novos recursos financeiros junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a participação de estudantes da pós-graduação em Agronomia (mestrado e doutorado), além da graduação em diferentes cursos.

O anúncio de utilização de tecnologia voltada para a agricultura de precisão é feito pelo coordenador do Laboratório de Microbiologia do Solo, Dr. Fábio Fernando de Araújo. Os cursos envolvidos são os de Agronomia, Informática, Química, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Sanitária, e Zootecnia, da Unoeste; e de Cartografia, da Unesp. Os estudos passam pelo Grupo de Estudo em Qualidade do Solo e pelo Grupo de Sensoriamento Remoto e Tecnologia de Informação Especial para Monitoramento Ambiental (Sertie).

Araújo e o grupo de qualidade do solo receberam na manhã desta terça-feira (21) a engenheira cartógrafa Dra. Érika Akemi Saito Moriya, que atua no Sertie, para trabalhar mais uma etapa dessa parceria interinstitucional, expor sobre sensoriamento remoto e a relação entre engenheiro cartográfico, engenheiro agrônomo e outros profissionais. A pesquisadora está empenhada na agricultura de precisão aplicada à citricultura, mas já trabalha com cana-de-açúcar.

As tecnologias são utilizadas na busca de maior eficácia em produção agrícola, maior produtividade, redução de custos, sustentabilidade e conectividade, mediante o uso de ferramentas de precisão pelo agricultor. “Existem soluções tecnológicas no campo que permitem o gerenciamento da propriedade pelo computador”, disse Érika e contou que na Agrishow 2019, no final de abril e começo de maio em Ribeirão Preto, apresentou várias novidades que têm sido mais utilizadas na Europa e nos Estados Unidos.

Conforme a pesquisadora, no Brasil ainda não se sabe como será a receptividade dos agricultores em adotar o uso dessas novas tecnologias, aliada aos altos custos dos equipamentos que podem ser minimizados pelo fornecimento de serviços por grandes empresas ou mesmo em sistema de cooperativa agrícola. Uma das novidades na agricultura é o drone pulverizador que de acordo com os fabricantes pode reduzir em até 80% os gastos com insumo, sendo que com o voo de 2 a 3 metros acima da plantação gera outros benefícios.

O drone pulverizador reduz impactos ambientais ao evitar que a aplicação de insumos (inseticida e herbicida) atinjam outras áreas causando danos ambientais, além de evitar o contato com a pele, olhos e boca do trabalhador durante a aplicação. É um instrumento apropriado para propriedades pequenas, devido à autonomia para sobrevoo e a quantidade que pode transportar. O drone também tem sido utilizado para captação de imagens que servem para a produção de mapas de estudos.

O drone é para uma escala local enquanto as imagens obtidas por satélite servem para uma escala global, mas têm ainda as possibilidades de obtenção de imagens por avião ou por câmera instalada em trator. Os mapas produzidos por engenheiros cartográficos servem para serem interpretados por engenheiros agrônomos e outros profissionais sobre diversas questões, como se a vegetação é sadia ou se apresenta algum tipo de estresse ambiental ou hídrico, por exemplo.

As possibilidades tecnológicas para a agricultura de precisão são várias e outros exemplos são os da utilização de espectro radiômetro para inferir determinadas características das plantas, ao analisar a estrutura celular; ou sensores conectados em trator para coletar informações em software sobre questões como a fertilidade do solo. Na complementariedade da atuação profissional, o agrônomo coleta as imagens e o cartógrafo produz os mapas para análises agronômicas.

Conforme Araújo, essa parceria tem permitido expandir as avaliações por sensoriamento remoto, em relação às propriedades químicas, físicas e biológicas do solo; e as análises de genética molecular, associadas à análise com inteligência artificial, com o envolvimento da Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp/Unoeste). Contou que já existe projeto de pesquisa financiado pela Fapesp e que outros dois foram submetidos à apreciação e, se aprovados, contribuirão com novos equipamentos.
Foto: João Paulo Barbosa Professores e alunos envolvidos em estudos da agricultura de precisão
Professores e alunos envolvidos em estudos da agricultura de precisão


Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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