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Você já se medicou por conta própria nos últimos meses?

Estudo do Conselho Federal de Farmácia indica que 77% dos brasileiros tem esse hábito; uso irracional de medicamentos traz danos à saúde e a Unoeste promove ações de conscientização sobre o assunto


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Foto: Gabriela Oliveira Você já se medicou por conta própria nos últimos meses?
“Existem medicamentos que parecem inofensivos, mas acabam gerando uma agressão muito grande ao organismo”, pontua Amouni

Os números chamam a atenção: uma pesquisa desenvolvida pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) por meio do Instituto Datafolha evidenciou que a automedicação é comum em 77% dos brasileiros que utilizaram algum medicamento nos últimos seis meses. E, tem mais! A frequência da automedicação é predominante no público feminino (53%); já os remédios mais usados são os analgésicos e antitérmicos (50%), seguido pelos antibióticos (42%) e relaxantes musculares (24%). Esses são alguns dos dados que respaldam a campanha nacional de conscientização, promovida pelo conselho em relação ao Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, lembrado neste domingo (5). A Unoeste também realiza ações em alusão à data.
 
Promovidas pelo curso de Farmácia da universidade, em parceria com a Prefeitura de Presidente Prudente e o apoio do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), as atividades tiveram início na quinta-feira (2), com a palestra “Uso racional de medicamentos no cuidado integral à saúde”, ministrada pela assessora técnica do conselho, Dra. Amouni Mohmoud Mourad que também é consultora do programa Bem-estar da TV Globo. Nesta sexta-feira (3) e sábado (4), os acadêmicos do curso de Farmácia realizam panfletagem e orientações sobre o assunto e, também sobre as interações com as plantas medicinais. Hoje, as atividades ocorrem nos campi I e II da instituição e, amanhã serão para toda a comunidade, a partir das 9h, na Praça Nove de Julho.
 
“Medicamento é coisa séria, não existe um que seja inofensivo. Ele é muito importante quando eu estou precisando, porém, se eu faço o uso inadequado, se torna uma arma contra mim”, salienta Amouni. Ela chama a atenção, para que as pessoas tenham cuidado com o que leem, com as propagandas que veem, com as fake news e, também, com as conhecidas indicações de amigos, familiares ou vizinhos. “Quem tem que dar o diagnóstico é o médico, quem pode orientar quanto ao uso do medicamento é o farmacêutico. Não dá para a gente imaginar que o fato de ler qualquer informação disponível na internet, já nos deixa preparado para interpretar e para conseguir saber as consequências do uso de tal remédio”.
 
Sobre a abordagem realizada na Unoeste, pontuou sobre a importância da utilização racional do medicamento. “Aproveitei para orientar os futuros farmacêuticos para que fiquem atentos nas dispensações, se a prescrição está ou não legível, principalmente, porque existem nomes muito parecidos. É importante lembrar também, que o medicamento precisa ser entregue com consciência e responsabilidade”.

Foto: Gabriela Oliveira Acadêmicos de Farmácia realizam nesta sexta (3) e sábado (4), orientações e panfletagem sobre o uso racional de medicamentos e a interação com plantas
Acadêmicos de Farmácia realizam nesta sexta (3) e sábado (4), orientações e panfletagem sobre o uso racional de medicamentos e a interação com plantas
 
Em uma plateia formada por estudantes da área da saúde, Amouni salientou que para lidar com os problemas de saúde é preciso um pensamento e uma atuação multidisciplinar. Declara que não é a primeira vez que vem à Unoeste e é sempre uma honra estar na universidade. “Além da receptividade, a gente percebe que aqui se leva muito a sério o trabalho multidisciplinar. Existe um respeito à saúde desde o início da graduação. É muito gratificante estar num ambiente que está preparado para receber informações e utilizá-las num contexto mais global”, conclui.
 
Após a palestra, foi realizada uma mesa-redonda sobre o uso racional de medicamentos mediada pelo coordenador do curso de Farmácia, Luis do Nascimento Ortega. Participaram também, as docentes da Unoeste: Maria Nilda Camargo de Barros Barreto (coordenadora de Enfermagem) e Cláudia Alvares Calvo Alessi (docente responsável pela extensão do curso de Medicina); pela Prefeitura Municipal, Katia Regina Sobires (supervisora de assistência farmacêutica) e o farmacêutico do Hospital Regional, Marcelo Kitayama.
 
“O medicamento foi desenvolvido para trazer benefícios ao ser humano e, quando utilizado indevidamente podem causar danos, tanto para as pessoas, quanto para o meio ambiente. Existe também o uso elevado dos antibióticos que podem influenciar no surgimento de superbactérias”, pontua Ortega.
 
Sobre as ações desenvolvidas pela universidade, afirma que a ideia é sensibilizar a comunidade em geral e, também, despertar nos estudantes e profissionais da área, a importância de se ter um olhar diferenciado para o uso dos remédios. “Contamos também com o apoio dos farmacêuticos dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso, Intensivismo e Urgências e Emergências do Hospital Regional (HR), em parceria com a Unoeste”.
 
Prefeitura e Unoeste – De acordo com Katia, que é a supervisora de assistência farmacêutica do município, essa relação estreita com o curso de Farmácia da universidade é muito importante, sendo que, essas primeiras atividades marcam o início de uma parceria em longo prazo. “Em 2018, foram investidos em medicamentos por volta de R$ 5,5 milhões. Considerando que a cidade possui 230 mil habitantes, avaliamos que esse investimento é alto, mas o que nos preocupa é saber se estamos investindo bem. Nesse sentido, a graduação nos dará um suporte técnico-científico para a formação de indicadores que ajudarão nessa mensuração, para melhorar a qualidade de vida da população”.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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