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Alagamento no Parque do Povo sugere ações pública e privada

Estudo aponta necessidade de investir na estrutura física e na conscientização popular sobre estrutura verde


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Foto: Cedida Alagamento no Parque do Povo sugere ações pública e privada
Alagamento no Parque do Povo, na rotatória da avenida Coronel Marcondes

O problema de alagamento no Parque do Povo, em Presidente Prudente (SP), motiva estudo científico que avalia as causas e aponta possíveis soluções. A dissertação resultante da pesquisa foi levada à defesa pública na manhã desta quarta-feira (10) junto ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional, pelo qual a Unoeste oferta mestrado e doutorado.
 
A arquiteta e urbanista Adriana Emi Büchler Otakara foi aprovada para receber o título de mestre com o seu trabalho compondo uma série de produções voltadas para contribuir com as soluções de problemas ambientais em Presidente Prudente e em outros municípios da região. Esse problema no Parque do Povo foi tratado como algo comum para as cidades de médio e grande porte.
 
A origem está na impermeabilização das vias e passeios públicos, bem como das edificações, neste caso em especial as empresariais cuja taxa de permeabilidade (área do lote sem edificação e que permite a infiltração da água no solo) era de 10% e desde o ano passado se tornou facultativa. Com isso, a tendência é aumentar a sobrecarga do sistema de captação e escoamento de águas pluviais.
 
Além das canalizações que desaguam na tubulação do parque em dias ou períodos de chuvas mais fortes, as águas superficiais das enxurradas causam alagamentos em três pontos de intersecção com as avenidas Manoel Goulart, da Saudade e Coronel Marcondes.  Tem ainda o agravante da velocidade e força das enxurradas, de tal forma que a canalização em tubos não dão vazão ao grande volume.
 
O parque de 460 mil m², a maior área urbana de lazer da cidade, tem 1.870 metros de tubulação instalada no percurso que originalmente era o leito do córrego do Veado. Portanto, na parte baixa dessa região, nos pontos das avenidas Marcondes e da Saudade, recebe enxurradas dos dois lados: o da pista norte (avenida 14 de Setembro) e o da pista sul (avenida 11 de Maio).
 
Foto: João Paulo Barbosa Adriana e sua orientadora Dra. Alba, juntamente com os avaliadores Dra. Cristina e Dr. Costa
Adriana e sua orientadora Dra. Alba, juntamente com os avaliadores Dra. Cristina e Dr. Costa

Conforme levantamento mostrado pela autora do estudo, no decorrer dos anos não houve aumento do volume de chuvas, embora tenham períodos de maior precipitação pluviométrica: na primavera e no verão. O uso e ocupação ao longo do parque e em sua região também são problemas que contribuem para o alagamento, sendo que as áreas lindeiras são ocupadas por empresas comerciais e de prestação de serviços.
 
Além da pouca taxa de permeabilidade deixada pelas empresas ou até de nenhuma, tem o problema dos resíduos sólidos urbanos, inclusive em área de convivência do próprio parque. Como chuva forte ocorre de repente, nem sempre é possível a coleta dos sacos de lixo pela prefeitura ou mesmo a retirada por quem produziu, de tal forma que a força das águas acabam levando para as galerias e variavelmente causando entupimentos.
 
Então, o estudo de Adriana sugere a necessidade de investimento em estrutura física, a curto e longo prazos, citando como exemplo o que foi feito em Tupã (SP) e no Rio de Janeiro (RJ). Outra sugestão é rever as diretrizes legais, principalmente em relação à taxa de permeabilidade. O problema também requer a conscientização da população sobre a estrutura verde de seus imóveis.
 
Há ainda o entendimento da fiscalização como meio fundamental para que a legislação seja cumprida. Além do que, a busca de solução exige planejamento com ação multidisciplinar, ou seja: o envolvimento de profissionais com diferentes formações.
 
Adriana foi orientada pela Dra. Alba Regina Azevedo Arana e sua dissertação avaliada e aprovada pelos doutores Sérgio Marques Costa e Cristina Maria Perissinotto Baron, convidada junto ao campus da Unesp, em Prudente.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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