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Egresso de Medicina lança livro sobre experiência na África

Dr. Ubirajara Pita Queiroz Monteiro conta em publicação, por meio de fotos e narrativas, seu trabalho atendendo crianças em Sumbe


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Foto: Cedida Egresso de Medicina lança livro sobre experiência na África
Médico revelou dificuldade de estrutura em atendimentos no local

Por meio de um trabalho voluntário e comunitário realizado na África no ano passado, o egresso de Medicina da Unoeste e residente em Pediatria no Hospital Regional de Presidente Prudente (HRPP) Ubirajara Pita Queiroz Monteiro, acaba de lançar o livro “Memórias da Expedição Africana”, em formato e-book. A publicação, que mostra através de imagens e narrações a vivência do médico por dez dias em Sumbe, capital da província de Cuanza Sul, na Angola, teve como co-autor o acadêmico do 10º termo da graduação Kaio Macel de Carvalho Cortez e a colaboração dos cursos de Design Gráfico, Fotografia e do Mestrado em Educação da universidade.
 
De acordo com o autor, que se formou em Medicina em 2017, o interesse para realizar a expedição naquele país surgiu através da Organização Não Governamental (ONG) Amigos da África Internacional, com sede em Campinas (SP). “Embarquei em fevereiro de 2018 com recursos próprios e coração cheio de vontade, porém, não imaginava que viveria tamanha experiência. Voltei ao Brasil com uma bagagem única e com a sensação de honrar meu compromisso com a minha profissão”, fala.
 
O médico conta que a ideia de compor este livro de memórias fotográficas foi para mostrar a todos que desejam fazer qualquer tipo de trabalho voluntário um pouco da experiência, das fragilidades e o que os aguarda, bem como o que podem fazer para ajudar. “Através de imagens e narrações espero levar o leitor comigo até essas memórias que guardo com tanto carinho. A medicina é ciência e arte, que nasce do anseio do mundo em cuidar do bem maior: a vida! Entendo isso como missão e foi neste pensamento que embarquei nessa expedição”, salienta.
 
Em uma das passagens do livro, o Dr. Ubirajara revela que encontrou certa dificuldade para realizar o atendimento médico tradicional, pois tratava-se de uma população vulnerável, sem orientações mínimas, mostrando-se muitas vezes arredia e resistente à aproximação. “O atendimento básico, como o prestado no Brasil, não pode ser feito. Era tudo improvisado em barracas, ruas, escolas e até mesmo na areia da praia. Prestamos assistência desde hospitais, pronto atendimentos, nas casas, ruas, ou seja, locais diversos. Cada dia era um novo desafio, já que não sabíamos o que nos aguardava. Contudo, sempre que trabalhávamos, tínhamos mais vontade de continuar. A impressão que ficou é que as necessidades das crianças renovavam as energias de cada um de nós”, diz. 
 
Aos que têm interesse em realizar trabalhos voluntários de qualquer natureza, o médico afirma: “Saibam o quanto é gratificante a evolução pessoal que isso pode promover. Poder se relacionar com pessoas de outros lugares, estar num lugar onde seu trabalho é essencial e poder ajudar na vida de alguém nos faz acreditar que não vivemos em vão. Naquele momento sua vida torna-se o meio de amenizar a dor e sofrimento de outra vida e isso não tem nada comparável que possa proporcionar a mesma sensação. Não há prêmio maior do que a gratidão de uma vida que você foi o responsável por ajudar com seu trabalho. Nenhuma tecnologia jamais vai substituir o contato humano”, finaliza.
 
Para o diretor das Faculdades de Medicina da Unoeste, Dr. Gabriel de Oliveira Lima Carapeba, que participou da publicação fazendo uma apresentação do livro, a leitura proporciona um teletransporte para uma realidade na qual a maioria das pessoas não tem conhecimento, a não ser pelos meios de informações. “O livro nos proporciona a ideia de que para a medicina não existem fronteiras quando o principal objetivo é cumprir sua essência milenar de trilhar o melhor caminho para cuidar de vidas humanas. Países isolados da humanização na saúde, onde a economia e a política local não conseguem sanar os problemas das diversas moléstias presentes, precisam cada vez mais de uma medicina humanizada. E são profissionais como o Dr. Ubirajara, que dispondo de tempo pessoal, ajudam a fazer essa diferença. Nossas pequenas ações podem não interferir na condução evolutiva econômica e política de uma região ou país, mas elas se tornam grandiosas a cada vida que salvamos”, finaliza.
 
O e-book pode ser encontrado na página do curso de Medicina da Unoeste, no site da universidade. O Dr. Ubirajara informou que alguns exemplares físicos estão sendo impressos, porém, serão disponibilizados apenas como presentes, por enquanto. 

Atualizado em 29/07/2019

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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