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Intercâmbio é mais potente na perspectiva de mundo e vida

Constatação é de estudante de Arquitetura e Urbanismo que retorna de seis meses em universidade espanhola


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Foto: João Paulo Barbosa Intercâmbio é mais potente na perspectiva de mundo e vida
Juliana Barreto da Silva, de volta à Unoeste

 
O intercâmbio acadêmico proporciona enriquecimento de conteúdo, mas se torna mais potente em relação à perspectiva de mundo e de vida. Esta definição da estudante Juliana Barreto da Silva, do curso de Arquitetura e Urbanismo na Unoeste, resulta da constatação da vivência de seis meses na Escola Politécnica Superior, que é o centro de tecnologia, engenharia e arquitetura da Universidade de Girona.
 
Comenta que está com a cabeça bem mais aberta e, ao voltar para a rotina, vê as mesmas coisas de uma forma diferente, “pois o intercâmbio é algo muito transformador”. Feliz com tudo que viveu, suas palavras são de estímulo aos demais integrantes da comunidade acadêmica da qual faz parte para que busquem ver o mundo, aproveitando as oportunidades de intercâmbio proporcionadas pela Unoeste.
 
Juliana foi para a Espanha com bolsa do programa de mobilidade internacional do banco Santander, na modalidade Ibero-Americanas. Com planejamento prévio e rigoroso, conseguiu aproveitar a estada na Europa com visitas a cerca de 20 cidades da Espanha, Alemanha, República Tcheca, Bélgica, Áustria e Holanda. Definiu critérios para selecionar cada visita e aproveitar o máximo possível de cada lugar.
 
O roteiro para outros países contemplou como destino final Viena, cidade da atividade prática da disciplina voltada a vigem de estudos. Na capital da Áustria, o local visitado foi Werkbundsiedlung, um conjunto habitacional modelo de 64 casas unifamiliares inaugurado em 1932. Resultado de projeto que envolveu 31 arquitetos vinculados à Escola de Bauhaus, que revolucionou o design e arquitetura no mundo.
 
A viagem pela Europa começou em Frankfurt, na Alemanha. Foi de avião e o restante em ônibus. Em Mons, na Bélgica, conheceu o edifício construído em 2015, para marcar o ano em que a cidade foi eleita pela União Europeia como a Capital Europeia da Cultura. Juliana tinha feito um estudo sobre o prédio em 2017, apresentado no Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe) realizado pela Unoeste.
 
O estudo feito em conjunto com a arquiteta Korina Costa, na condição de professora, foi sobre a contribuição do arquiteto polonês naturalizado norte-americano Daniel Libeskind para a Capital Europeia da Cultura, com a construção do Centro de Convenções do Congresso Internacional de Mons, um centro cultural cujas obras começaram em 2012 e foram concluídas em 2015.
 
Propósitos
Em cada cidade visitada Juliana teve um propósito e as demais foram Bruxelas e Antuérpia, também na Bélgica; Roterdã e Amsterdã, na Holanda; Berlim, na Alemanha; Praga, na República Tcheca; e, por fim, Áustria. A exceção de um hostel em Praga, não gastou nada para se hospedar. Mediante uso de aplicativo conseguiu abrigo em casas de pessoas que moravam sozinhas ou em famílias ou que dividiam apartamento.
 
Conta que sua mãe ficou preocupada com essa forma de hospedagem, mas o susto maior foi quando disse que iria dividir apartamento com três rapazes: dois espanhóis e um francês.  Quando chegou a Girona já estava tudo certo, mediante entendimentos com o seu acolhedor. Para Juliana, são situações que mostram ser possível confiar nas pessoas, mesmo sendo desconhecidos e desde que sejam adotadas as devidas cautelas.
 
A chegada à Espanha foi em 18 de janeiro deste ano e o retorno em 11 de julho, sendo que passou as últimas duas semanas com sua família em São Paulo. Voltou sem nenhum tostão, mas soube aproveitar bem o dinheiro da bolsa Santander. Trouxe consigo a riqueza de uma bagagem cultural sem precedentes em sua vida, a confiança em buscar outras oportunidades e o sonho de fazer mestrado no exterior.
 
Por lá deixou amizades com pessoas de diferentes nacionalidades, as quais pretende manter para o resto da vida. A experiência mais inusitada foi ajudar um amigo a fazer vídeo e ser o ganhador, entre dois mil concorrentes, de uma viagem de 50 dias pelos cinco continentes. Para ela, ficou a lição de que tudo é possível, desde que a pessoa planeje e se empenhe. “Então, nada é impossível”, pontua.
 
Na Universidade de Girona fez disciplinas de projeto na área habitacional, viagem de estudos, arquitetura sustentável e urbanismo com elaboração de plano de conjunto habitacional com aberturas de ruas e construções de casas e parque. Ampliou o seu network com arquitetos de lá e com estudantes e profissionais de diferentes áreas, incluindo o fotógrafo e arquiteto brasileiro Leonardo Finotti.
Foto: Cedida Juliana durante apresentação do projeto semestral na Universidade da Girona
Juliana durante apresentação do projeto semestral na Universidade da Girona

Idioma catalão
Além de se envolver com eventos lá, se envolveu com a Jornada de Arquitetura aqui, na condição de ter sido presidente do centro acadêmico e oferecer ao evento vídeo gravado com um professor de lá. O dinamismo de Juliana possibilitou que também fizesse duas semanas de curso obrigatório da língua catalã e ainda as aulas opcionais, já que a universidade tinha professor falando o catalão e professor falando espanhol.
 
Mesmo diante de línguas, costumes e tradições diferentes, na disciplina de urbanismo conseguiu atingir a nota mais alta de sua turma. Isso valeu a menção honrosa chamada “matrícula de honor”, reconhecimento que premia o resultado acadêmico e a trajetória dos alunos que obtêm a máxima qualificação em determinado assunto. Juliana se empenhou ao máximo e ficou com a certeza de que o estudante deve buscar o melhor.
 
“Não vou me tornar arquiteta só por causa do diploma, nem lá e nem aqui isso acontece. Cabem aos cursos superiores oferecerem uma boa base e o restante somos nós que temos de buscar. O nosso curso na Unoeste é bom e tem evoluído com a maquetaria, as viagens em projeto de extensão, núcleo de urbanismo em práticas colaborativas, projeto para construção do laboratório de revestimento e em cada ação individual de alunos e professores”, comenta.
 
Diz que seus colegas alunos são muito dedicados e ajudam a fazer as coisas acontecerem, inclusive levar o nome do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoeste para outras regiões do país e ao exterior. Juliana já esteve na Espanha em outra ocasião, por conta de uma irmã que foi para lá com 17 anos de idade, chamada Luana. Foi a convite do tio transferido pela empresa que trabalha de São Paulo para Barcelona.
 
Luana mora há 15 anos em Barcelona e foi para lá aos 17 anos de idade, para tentar uma vida melhor que a vivida em Guaianases, em São Paulo. Luana fez curso técnico na área de administração para poder arrumar emprego, depois se formou enfermeira pediatra e se casou com um espanhol chamado Javier, que emprestou uma bicicleta para que Juliana se locomovesse durante sua estada em Girona, na região da Catalunha.
 
Juliana andou muito, inclusive a pé. Explorou o máximo que pode dos espaços urbanos da arquitetura e das pessoas de diferentes nacionalidades com as quais teve a oportunidade de conviver ou apenas se encontrar. Inclusive, encontrou em Barcelona com a assessora de relações interinstitucionais da Unoeste, Adiane Mitidiero, uma das pessoas que a ajudou no intercâmbio junto com a secretária Muryel Acco.
 
O apoio dos colegas e de professores também é citado por Juliana, incluindo o da coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Marcela do Carmo Vieira. De volta ao 8º termo, Juliana tem o propósito de vivenciar experiências também fora de sala de aula, tanto em seu projeto de conclusão de curso quanto em outras oportunidades, incluindo as de estágio.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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