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Redação científica é estudada em encontro com especialista

Evento com duração de dois dias envolve professores e alunos de vários cursos de graduação e pós-graduação 


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Foto: João Paulo Barbosa Redação científica é estudada em encontro com especialista
Dr. Gilson Volpato durante a abertura e parte do público presente

O Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia, que oferta mestrado e doutorado, mobiliza parte da comunidade acadêmica da Unoeste no aprendizado ou aperfeiçoamento de redação científica. Nesta terça (13) e quarta-feira (14) é realizado encontro interativo com um dos maiores especialistas dessa área, o Dr. Gilson Volpato. No auditório Azaleia estão envolvidos professores e alunos de diferentes cursos de pós-graduação e graduação.

Ao abrir o evento “Lógica & Arte na Redação Científica”, Volpato propôs como forma de condução do encontro a interatividade mediante questionamentos em relação ao conteúdo exposto ou solução prática de questões por ele formuladas. Em razão do público heterogêneo, disse que a produção científica não é uma questão de áreas do conhecimento, mas exatamente de ciência. Sendo assim, explicou que ao citar exemplo de uma área, está valendo para todas as outras.

“Do ponto de vista científico, todas as produções são a mesma coisa. Não importa de qual área seja e se a pesquisa é qualitativa ou quantitativa. A base da ciência é uma só. As especificidades de área não são problemas de ciência, são problemas de costume. Então, quando se entende a ciência, fica fácil conversar com todo mundo. Entender o motor de base é o suficiente para desenvolver qualquer produto de ciência”, pontou para levar ao público entendimento único.

Com linguagem clara, fruto de pensamento lógico, fez analogia entre ciência e fórmula matemática para dizer que a mesma formulação pode ser feita com números diferentes. “Então é a mesma ideia com a ciência: a base é a mesma, independente da ordem”, pontuou e afirmou que a produção científica é um processo gradativo de constante aprendizado. Por isso, exige treino. O exemplo foi o de ser instruído para jogar basquete e adquirir a precisão nos arremessos, o que ocorre só treinando.

Foto: João Paulo Barbosa Doutores Carlos Tiritan, Gilson Volpato e Tiago Santos
Doutores Carlos Tiritan, Gilson Volpato e Tiago Santos

Na condução do encontro foi colocada como prisma a produção científica de boa qualidade, a partir do entendimento de que a ciência é única e, portanto, não existem várias ciências. A que aí está vem de 400 anos, sendo a mesma que manda o homem à lua e a que entende o comportamento humano na sua essência, dentre tantas outras questões; de tal forma que para Volpato a cabeça do cientista é, necessariamente, multidisciplinar.

“Nós estamos no mundo que o cientista estuda e quanto mais estuda, mais consegue interagir com o mundo. A ciência é processo e, como tal, não vai parar amanhã”, pontuou para alertar que não basta produzir por produzir, mas para construir e transmitir conhecimentos e, assim, ser aceito pela comunidade científica mundial, pois no seu entendimento não existe ciência nacional, embora tenha pesquisa nacional para a qual defende que a importância esteja na qualidade e não na quantidade.

Assim como a produção da pesquisa, a redação científica requer precisão que passa pelo amplo e profundo entendimento da metodologia, filosofia da ciência e comunicação. Ainda como entendimento básico, ficou a orientação de consumo de literatura científica, com a seguinte observação: ler artigos bons. A exposição lógica de Volpato, construída mediante causas e efeitos, tem a empatia do público que está em busca de aprender ou aprimorar a arte de planejar e redigir artigos científicos.

O encontro é organizado pelos professores Dr. Tiago Benedito dos Santos e Dra. Alessandra Ferreira Ribas, com o apoio da equipe da Pró-reitoria de Extensão e Ação Comunitária (Proext) e da coordenação do mestrado e doutorado em Agronomia, com Volpato recepcionado pelo coordenador Dr. Carlos Sérgio Tiritan. Na abertura foi apresentado o perfil do convidado, que tem formação nacional e internacional, biólogo pela Unesp e presidente do Instituto Gilson Volpato de Educação Científica (IGVEC).

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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