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Estudo valida alternativa para definir recuperação ambiental

Além do modelo de inferência geográfica habitual, há outra possibilidade de identificar áreas prioritárias


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Foto: João Paulo Barbosa Estudo valida alternativa para definir recuperação ambiental
Renata Mafra: graduação e mestrado na Unoeste, culminando com inserção no mercado de trabalho

A recuperação de áreas florestais em bacias hidrográficas está entre as principais preocupações ambientais do desenvolvimento sustentável. Para isso, é fundamental saber quais são as áreas prioritárias a receberem as ações para recuperar ou preservar. Estudo científico valida modelo alternativo de inferência geográfica para identificar tais áreas, com condições de aproximar os resultados da realidade observada em campo.

A engenheira ambiental e sanitária Renata Cristina Mafra adotou a análise multicritério em busca de definir um método apropriado, a partir de abordagem de validação de mapa de vulnerabilidade à erosão, elaborado por diferentes métodos de inferência. Para o estudo de caso da bacia hidrográfica estudada, foram adotados os critérios de geomorfologia, pedologia, declividade, densidade de drenagem e cobertura da terra.

Dentre os métodos testados, estiveram os de Combinação Linear Ponderada (CLP) e operadores Fuzzy, sendo que para a validação dos mapas foram definidos 1.902 pontos por geoprocessamento, dos quais em 951 foram constatadas erosões com base em imagens do Google Earth Pro. Outros 951 pontos sem erosão foram gerados aleatoriamente pelo software QGIS 3.8, multiplataforma de sistema de informação para visualização, edição e análise de dados georreferenciados.

No estudo foi utilizado o modelo de regressão logística para apontar as áreas com maior e também com menor grau de vulnerabilidade. A melhor modelagem foi obtida com operador Fuzzy gamma quando parametrizado com y = 0,6. Conforme Renata, embora o CLP seja a abordagem recorrente em estudos ambientais envolvendo inferência geográfica, o novo estudo demonstra que outros operadores podem produzir resultados mais próximos aos da realidade da área em observação.

Trajetória vitoriosa
Egressa do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária da Unoeste, a autora do estudo desenvolveu a pesquisa junto ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da mesma instituição, com a dissertação levada à defesa pública e aprovada pela banca formada por sua orientadora Dra. Ana Paula Marques Ramos e pelos avaliadores Dr. Paulo Antônio Silva e Dra. Érika Akemi Saito Moryia, da Unesp em Presidente Prudente.

A nova mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional é da cidade do Pontal do Paraná, a 100 km de Curitiba (PR). Pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), escolheu a Unoeste para fazer a graduação, na qual a sua dedicação e bons resultados possibilitou o ingresso no programa que oferece mestrado e doutorado com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação.

A coordenadora do curso, professora Leila Sotocorno, disse que Renata é um exemplo do quanto o estudante pode fazer uma escalada de sucesso em estudos e atuação profissional. Ao concluir a graduação, ingressou imediatamente no mestrado e ao concluí-lo, iniciou carreira como consultora de saneamento no Portal Tratamento de Água, que existe há 20 anos e tem sua sede em São Paulo, um portal de informações, comércio e serviços sobre o setor de abastecimento e tratamento de águas, coleta e tratamento de efluentes domésticos e industriais, dentre outros.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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