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Quarentena muda forma de se relacionar e de fazer negócios

No segmento de tecnologia da informação, comparado ao comércio varejista, o impacto tem sido menor


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Foto: Erika Foglia Quarentena muda forma de se relacionar e de fazer negócios
Diego Andreasi: quem trabalha com tecnologia geralmente consegue se adaptar ao novo mais rapidamente

Pela Incubadora Tecnológica de Presidente Prudente (Intepp), com sede na Unoeste, passam projetos de novos negócios inseridos na 4ª revolução industrial, nos quais as novas tecnologias se fundem com os mundos físico, digital e biológico. A quarentena imposta pelo coronavírus reforça essas condições, mudando a forma das pessoas se relacionarem e das empresas fazerem negócios. Os projetos incubados estão no segmento da tecnologia da informação e, por isso, costumam ser menos impactados que outros setores, notadamente em comparação com o do comércio varejista.

A Play Sistemas Inteligentes, que ajuda indústrias a aumentarem a produtividade por meio de soluções de tecnologias, é exemplo de adaptação rápida à velocidade, amplitude e profundidade das mudanças da revolução em andamento e agora impulsionada pelo problema de saúde que abala o mundo. O administrador e sócio proprietário da empresa incubada Fábio Seminotti, pós-graduado em gestão estratégica de negócios e gestão de pessoas, entende que a crise é uma oportunidade e que a quarentena tem proporcionado desenvolver novas habilidades e competências.

O empreendedor conta que a Play envolve dez pessoas, todas trabalhando em casa e se comunicando intensamente. As ferramentas mais utilizadas são as de mensagem por rede social (WhatsApp) e de compartilhamento em rede, onde cada um registra suas atividades, o que está fazendo e o que precisa ser feito. Está sendo mantido contato frequente com os clientes, já que as indústrias continuam em atividade. O trabalho é quase no mesmo ritmo de quando estão na Intepp, mas o que muda muito é a forma das relações interpessoais e de como fazer negócios.

No entendimento de Seminotti, quem compreender essa realidade de momento e o mais rápido possível, vai se posicionar melhor no mercado; mas quem se mantiver apegado aos modelos tradicionais, poderá enfrentar dificuldades. “Existe a necessidade de adaptação, de olhar para frente e ver que é possível”.

A percepção do gerente da Intepp, o também administrador Diego Andreasi, pós-graduado em marketing e gestão de vendas, é de que o segmento de tecnologia da informação, comparado ao comércio varejista, pouco foi impactado, ainda. Conta que as empresas incubadas continuam mantendo seus prazos e que o desenvolvimento não parou. Porém, nos casos onde faltavam pequenos detalhes para o fechamento dos novos contratos, alguns clientes preferiram adiar a decisão.

Em relação às ferramentas de trabalho remoto, Andreasi afirma não haver tanta dificuldade, por serem pessoas da área e acostumados a se adaptarem ao novo. Todavia, afirma existir perda de produtividade, o que tem constatado no feedback obtido junto a incubados que afirmam ser mais intenso o ritmo de trabalho quando um está ao lado do outro na incubadora. Ainda assim, a plataforma delivery de cuidados estéticos Maju deu uma versão mais recente para o seu produto.

A sócia-proprietária da Maju, Juliane dos Santos Nardo, estudante do curso de Direito da Unoeste, conta que na sua empresa foram redefinidas algumas estratégias por conta do momento atual, dentre as quais está o lançamento de nova versão do aplicativo. Comenta que a ferramenta está sendo implementada com o que há de melhor em tecnologia, para facilitar ainda mais a interação entre as profissionais prestadoras de serviços e as clientes, inclusive com a ampliação da forma de pagamento, que agora oferece a possibilidade de ser por boleto, sendo que antes era somente em dinheiro ou cartão.  

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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