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Clínicas da Unoeste atendem pacientes de forma remota

Telenutrição e Telerreabilitação são os primeiros serviços a serem prestados pelos acadêmicos que atuam nesses ambientes 


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Foto: Gabriela Oliveira Clínicas da Unoeste atendem pacientes de forma remota
Acadêmicos de Fisioterapia realizam a telerreabilitação com os pacientes da clínica da Unoeste

Com o objetivo de dar continuidade ao tratamento e acompanhamento dos pacientes das Clínicas de Fisioterapia e Nutrição da Unoeste, esses cursos passam a realizar o atendimento remoto. Desenvolvida pelos futuros fisioterapeutas e nutricionistas, a Telerreabilitação e a Telenutrição já são realidade na avaliação e no tratamento dos atendidos. 

A professora doutora Renata Aparecida de Oliveira Lima é a responsável pela Clínica de Fisioterapia da instituição. Segundo ela, participam dessa modalidade de atendimento os acadêmicos dos 7º, 9º e 10º termos. “Formamos uma comissão de professores para analisar todos os setores e estruturar a dinâmica da telerreabilitação. Todo esse processo é embasado pela experiência de outros países, que já realizam essa modalidade, e por meio de artigos científicos”.

Ela explica que a telerreabilitação é destinada aos pacientes já atendidos pela clínica que estão nos grupos de riscos, como idosos, obesos, tabagistas, pessoas com problema renal, doenças cardíacas, respiratórios e imunossupressores. “Como essas pessoas não podem vir até aqui, desenvolvemos formas de que elas possam ser telerreabilitadas”.

Renata comenta que primeiro o aluno liga para o paciente explicando o motivo do contato, insere os dados em uma ficha com algumas especificações, como as condições de saúde e de moradia e se está fazendo distanciamento social. “É verificada também a preferência de horários para as sessões, se a pessoa tem internet ou disponibilidade para as videochamadas. Esse ponto é importante, pois caso contrário, as orientações são via e-mail ou pelo envio de vídeos gravados pelos próprios estudantes”.

A docente pontua a importância de estruturar a telerreabilitação conforme a realidade de cada pessoa atendida. “Semanalmente, o paciente recebe as orientações do acadêmico e a partir do momento que ele já desenvolve as atividades sem dificuldade é feita uma reprogramação da fisioterapia para que tenha um processo evolutivo”.

Para a formação dos futuros fisioterapeutas, ela destaca que a experiência com a telerreabilitação é bastante importante. “Eles estão conhecendo uma forma de atendimento que já existe em outros países e tem dado muito certo. Sem falar, é claro, que o momento atual traz a necessidade desse tipo de demanda. Enfim, acreditamos que essa mudança vai acrescentar na formação dos nossos alunos, porque, talvez, quando toda essa pandemia terminar, muitas coisas estarão mudadas e pode ser que em alguns lugares do Brasil esse tipo de atendimento será mantido”, conclui.

Bem-estar dos alunos

Renata declara que foi definido um protocolo de biossegurança com vários cuidados para a retomada dos alunos à clínica. “Todos eles passaram por um treinamento que envolve vários aspectos, que vão desde a sua entrada no ambiente até a realização das atividades. Além do distanciamento de no mínimo 1,5 metros dos colegas de sala e dos docentes, também ocorre a aferição da temperatura corporal de todos, a disponibilização de álcool em gel, além dos tapetes sanitizantes na entrada da clínica”. 

Foto: Gabriela Oliveira Universitárias realizam a telenutrição e disponibilizam orientações aos pacientes
Universitárias realizam a telenutrição e disponibilizam orientações aos pacientes

Telenutrição

A coordenadora do curso de Nutrição da Unoeste e responsável pela Clínica Escola, Marilda Moreira da Silva, diz que o atendimento nutricional on-line destina-se para toda a população interessada, mediante agendamento prévio. “Quando o paciente é criança, idoso, deficiente físico ou mental e precisa do cuidado de outras pessoas, o atendimento ocorre com a presença de ambos na videoconferência”, diz.

Sobre a dinâmica da telenutrição, explica que é necessário o agendamento na clínica por telefone. “Nesse primeiro momento é informado o horário de disponibilidade e um e-mail para que possamos encaminhar o link da consulta. Posteriormente, o aluno, acompanhado do professor, realiza a anamnese clínica e nutricional pela qual é possível conhecer o histórico de saúde e hábitos de vida do paciente”.

A professora pontua que não será realizada a avaliação nutricional e a elaboração de dieta, pois essas ações necessitam de uma análise presencial do indivíduo. “Após essa primeira consulta, o acadêmico marca o retorno onde serão efetuadas as orientações nutricionais. Isso ocorrerá mediante as necessidades observadas no atendimento, como as queixas e sintomas referidos. Além disso, serão realizados esclarecimentos específicos para o período da pandemia, relativos à alimentação saudável, higienização dos alimentos, esclarecimento de dúvidas e de informações equivocadas, muito comum diante das fake news”. 

Sobre os benefícios que a telenutrição pode trazer aos universitários, Marilda afirma que “pretendemos propiciar ao aluno conhecimentos requeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades como tomada de decisões, comunicação, liderança e o trabalho com educação permanente”. Acrescenta que, baseada nas recomendações da Anvisa e do Ministério da Saúde, o curso de Nutrição desenvolveu um manual de biossegurança. “As normas previstas nesse material estão sendo rigorosamente seguidas pelos estudantes”, encerra.

Olhar acadêmico

A recém-formada em Fisioterapia Amanda Casotti Silva, 22, diz que a sua experiência com a telerreabilitação se iniciou no setor de cardiologia. “Quando a gente ligava para fazer a triagem dava para perceber a felicidade dos pacientes com o nosso contato e a nossa preocupação. Eles estavam sentindo falta do atendimento”. Ela comenta que, na ocasião, o seu paciente não tinha disponibilidade para as ligações de vídeo por conta da sua rotina. “Foi aí que montei um vídeo para ele, com uma apresentação e explicando a sequência de exercícios”.

Destaca que desenvolveu as séries para que o paciente compreendesse cada passo.  “Tive um retorno muito positivo, pois as orientações foram seguidas e ele conseguiu desenvolver as atividades propostas. Por meio da telerreabilitação estou conhecendo o outro lado da profissão. Eu sempre penso que temos que tirar coisas boas desse momento que estamos vivendo e, sem dúvidas, essa experiência, bem na reta final da faculdade, veio agregar e muito. Temos nos reinventado e buscado sermos mais criativos. É muito satisfatório ver que é possível atender aos pacientes de forma remota e criando um vínculo com eles. Tudo isso será levado comigo daqui em diante”.

Laira Fernanda dos Santos, 25, está no 8º termo de Nutrição. Para ela, a telenutrição tem proporcionado uma vivência diferente. “Estou gostando, porque nos permite manter um contato com o paciente. Temos que nos readaptar ao novo normal e, para mim, todo esse aprendizado pode fazer a diferença e ser muito útil”.

Fonoaudiologia

A coordenadora da graduação, Dra. Maria Cristina Alves Corazza pontua que a telefonoaudiologia está sendo organizada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) e pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) com vistas ao ensino. “Por enquanto, esse tipo de atendimento é exclusivo para os profissionais. Estamos aguardando as deliberações dos órgãos competentes para que o estudante passe a ter a formação no assunto”.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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