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Livro relata os benefícios da arte para pessoas com dislexia

A autora é egressa da Faclepp/Unoeste onde foi aceita e amparada como aluna em condição especial


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Foto: Homéro Ferreira Livro relata os benefícios da arte para pessoas com dislexia
Michele, Marlenilda e Maria Helena, no lançamento do livro

 

Marlenilda Maria Silva tem uma história de superação da dislexia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Antes do seu diagnóstico formou-se em técnica e enfermagem; começou a estudar Letras e desistiu. Conta que foi pela televisão que descobriu as suas dificuldades, em entrevista de Jô Soares com a psiquiatra Ana Beatriz Silva. Começou a pesquisar e resolveu lutar. Através de teste de aptidão foi direcionada para as artes. Na Faculdade de Artes, Ciências, Letras e Educação de Presidente Prudente (Faclepp/Unoeste) foi aceita e encontrou amparo para a sua formação em nível superior, no curso de Artes Visuais. História registrada em livro de caráter autobiográfico lançado na noite de sexta-feira (25) na biblioteca do campus II.

A origem da publicação é de 2008, através de pesquisa bibliográfica em livros, revistas e artigos. Trabalhou o tema “Dislexia as diferenças: como lidar com elas hoje” em seu estudo de final de curso, com o apoio da professora mestre Edilaine Tirabashi de Oliveira Bertucchi. No livro, Marlenilda cita nominalmente vários professores que foram importantes para que pudesse se formar e, inclusive, produzir a obra sustentada em inclusão social e múltipla inteligência para superação da deficiência originada da dislexia, causadora de distúrbio de aprendizagem, com dificuldades na escrita e leitura. Porém, para autora da obra, na condição de testemunho próprio, afirma ser possível vencer tais barreiras, amenizando o distúrbio.

Conforme diz na obra, a dislexia tem sido discutida há pouco tempo. Até então, o aluno disléxico não era compreendido, era visto como problema: indisciplinado e rebelde. Então, desistia da escola já no ensino básico.  Os que persistiam, se limitavam ao grau de instrução básica, por conta de que a grande maioria das escolas de ensino superior, sem professores preparados e dispostos a aceitar esse tipo de aluno. Marlenilda afirma que na Unoeste encontrou na Faclepp a direção, coordenação e professores dispostos a se dedicaram a esse desafio. A produção do livro é uma das provas de que deu certo; ainda que a decisão de sua publicação tenha demorado alguns anos. Mas, ao ter contraído a Covid-19, Marlenilda entendeu que não poderia morrer sem deixar essa contribuição.

Um dos procedimentos diferentes do habitual nos processos de ensino e aprendizagem foi adotar dupla forma de avaliação: oral e escrita. O disléxico tem mais dificuldade em escrever do que falar. Esse foi um dos focos da luta em busca de superação. “Um indivíduo pode ter TDAH e não ser disléxico; mas de for disléxico, tem TDAH”, explica a autora do livro que é elogiada pela diretora da Faclepp, Dra. Maria Helena Pereira, por sua luta e coragem, por acreditar e vencer. O lançamento foi organizado pelas bibliotecárias Jakeline Queiroz Ortega e Michele Mologni e equipe da Rede de Bibliotecas Unoeste. Dentre os convidados estiveram parentes, amigos e a professora na Faclepp, Dra. Janaina Pereira Duarte Bezerra, especialista em educação especial e em educação psicomotora. 

Foto: Homéro Ferreira Janaina, Maria Helena, Marlenilda, Michele e Jakeline
Janaina, Maria Helena, Marlenilda, Michele e Jakeline

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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