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Slimical: experimento de laboratório ganha vida em game

Jogo educativo para web/pc foi o vencedor da etapa regional da Game Jam+ realizada neste fim de semana na Faculdade de Informática da Unoeste


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Foto: Cedida Slimical: experimento de laboratório ganha vida em game
Em apenas dois dias, apaixonados por games desenvolveram jogos em uma competição que ocorreu em todo o mundo; Unoeste sediou o evento em Prudente

Durante 48 horas seguidas e muita criatividade três equipes estiveram focadas no desenvolvimento de games na Faculdade de Informática (Fipp) da Unoeste. Isso porque elas participaram da 3ª Copa do Mundo de Desenvolvimento de Jogos, a Game Jam+. Realizada neste fim de semana, a competição aconteceu simultaneamente em cinco continentes, nove países e 38 cidades, dentre elas Presidente Prudente (SP). Quem levou a melhor na avaliação dos jurados realizada neste domingo (4) foi a Lutrinae Estúdios com o Slimical, jogo educativo para o primeiro contato com a química.

Neste game, um experimento de laboratório ganha vida e o seu objetivo é escapar de uma ilha. Para isso, o Slimical precisa resolver enigmas (puzzies) andando por cenários, absorvendo elementos e os utilizando para superar os obstáculos. Se as interações são feitas de maneira correta, elas abrem caminho para novas fases, caso contrário, podem levar a potencial derrota. Mais do que aprender sobre os elementos da tabela periódica, o game é uma produção artística original que proporciona diversão e conhecimento.

Dos sete integrantes da Lutrina Estúdios, um aluno faz ciência da computação na Unesp de Presidente Prudente e os demais são acadêmicos da Fipp/Unoeste, sendo que cinco cursam Jogos Digitais e um o bacharelado em Sistemas de Informação. Paulo Cesar Verati Cremon, do 4º termo de Jogos Digitais da universidade, foi Lead Design. “Comandei toda a direção de arte e acompanhei toda a funcionalidade e mecânicas de jogo. Além disso, modelei e texturizei todos os elementos do game”, explica.

O estudante destaca que a graduação foi fundamental e trouxe base concreta para o desenvolvimento desse jogo. “Foi incrível, está sendo incrível! Apesar da correria e pressão, nos sentimos muito em casa e a sinergia da equipe foi muito boa, onde cada um sabe do seu papel e da sua importância. Fizemos tudo com muito amor que temos pela área”.

Cremon acrescenta que as expectativas para a próxima etapa são as melhores possíveis. “Já começamos ontem mesmo a discutir e alinhar os pontos que precisamos aprimorar no projeto para que tenhamos um sucesso ainda maior do que o que tivemos nesta primeira etapa”.

No oeste paulista a Game Jam Plus foi organizada pelos docentes da Fipp Danilo Filitto e Helton Molina Sapia. “A nossa intenção foi fomentar a comunidade de game developer na cidade, criando um link com todos os participantes desse evento a nível mundial”, explica Sapia. Filitto completa que a Fipp disponibilizou toda a sua estrutura para a realização dessa competição. “Oferecemos todo o suporte necessário aos competidores, sendo que a maioria foi composta por alunos e egressos da Faculdade de Informática”.

Sapia explica que durante a Game Jam Plus os participantes tiveram apenas 48 horas para criar um jogo do zero. “Foram várias etapas envolvidas, desde a apresentação das ideias, a formação das equipes, o desenvolvimento do protótipo e a apresentação do projeto que foi realizada neste domingo”, diz. Acrescenta que os participantes tiveram o apoio de mentores experientes das mais diversas áreas, desde a de programação até a de marketing.

Matheus Correia Meneguette é formado em Jogos Digitais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo (SP). Conta que o seu último trabalho foi para a DrinkBox Studios, que é uma desenvolvedora de jogos canadense. “Visualizar essa competição em Presidente Prudente representa um avanço para a região, pois iniciativas desse tipo são mais frequentes em grandes centros. Fiquei feliz em ter a oportunidade de atuar como mentor e auxiliar na concretização dos games”.

O professor Filitto acrescenta que as três equipes expuseram o jogo desenvolvido para uma banca de jurados formada por profissionais que atuam na área e são referências no mercado de games. “Na Game Jam Plus os participantes precisaram pensar e elaborar um plano de negócios e de marketing para essa apresentação. Essa prática foi importante, pois teve como foco simular o que o mercado espera de um desenvolvedor que está em busca de um investimento”, pontua.

Foto: Cedida Equipe Lutrinae Estúdios foi escolhida pelo júri para prosseguir na competição
Equipe Lutrinae Estúdios foi escolhida pelo júri para prosseguir na competição

Edson Godoy de Souza é o maior colecionador de jogos do Brasil e curador do Museu Virtual Brasileiro dos Videogames (VGDB). Ele foi um dos jurados que avaliaram os games. “Foi sensacional ver que os programadores de jogos da região de Presidente Prudente tiveram a chance de participar de um evento tão grandioso como a Game Jam+”.

Ressalta que o prazo de 48 horas é bem curto para se entregar um jogo completo. “Dentro do proposto, as equipes se esforçaram bastante para apresentar um produto que pudesse ter todos os elementos obrigatórios e, ao mesmo tempo, tivesse perspectivas de crescimento posterior, com mais tempo de desenvolvimento”. Para ele, a equipe vencedora conseguiu explorar muito bem a ideia de criar um game educativo que foge do estigma dos jogos do gênero que geralmente são monótonos e com jogabilidade simplificada. “Os outros times também apresentaram ótimas ideias e jogos com potencial”, conclui.

Participação feminina – Para aqueles que acham que game é coisa de menino, a Game Jam+ mostrou o contrário. Na edição de Presidente Prudente, três acadêmicas de Jogos Digitais da Unoeste mostraram que entendem de jogos. Para Maryana Lima Alvares, do 2º termo, essa competição foi um momento ímpar. “Tive a chance de desenvolver as minhas habilidades e interagir com os outros participantes. Sem dúvida essa experiência superou as minhas expectativas”.

Votação e download – A etapa regional levará duas equipes para a grande final. A primeira equipe já foi selecionada pelo júri, porém resta mais uma vaga que será definida por votação aberta ao público. Durante todo o mês de agosto, é possível acessar a página dos games e dar um “like” no jogo preferido. Além do Slimical, foram apresentados o Dream Dive, desenvolvido pela Pixel Art, e o Junk Punk, da equipe Continuum. Esses jogos também podem ser baixados gratuitamente pela internet.

Cronograma – Após a votação popular, acontece a segunda etapa, que será entre setembro e novembro. Nessa fase ocorrerá a capacitação das equipes e o melhoramento dos projetos até a grande final, que será no Rio de Janeiro (RJ) em novembro. Mais informações na página da Game Jam+.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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