CAMPUS:
0800 771 5533
Aprender Unoeste
Você está em: Notícias

Pós em Agricultura de Precisão é agora ofertada pela Unoeste

Especialização é grande oportunidade aos profissionais de ciências agrárias e está com inscrições abertas


email facebook twitter whatsapp

Foto: Divulgação Pós em Agricultura de Precisão é agora ofertada pela Unoeste
Novas tecnologias ajudam a gerenciar a produção agrícola até na palma da mão

As inserções tecnológicas estão cada vez mais evidentes na produção rural e nas mais diferentes atividades, entre as quais coleta georreferenciada de amostra de solo, uso de drone, trator teleguiado, monitoramento em tempo real por imagens de satélite e utilização da inteligência artificial. Porém, no Brasil são raros os cursos de especialização. Com isso, há uma demanda a ser suprida pela Unoeste com a oferta de curso de pós-graduação: o de Agricultura de Precisão.

O anúncio é feito pela Pós-Graduação Lato Sensu. O professor coordenador dessa nova especialização, Dr. Marcelo Rodrigues Alves, comenta que a excelente infraestrutura e expertise da Unoeste na área das ciências agrárias motivaram essa iniciativa para contemplar profissionais que já atuam ou que pretendem atuar com as mais diferentes atividades agrícolas. A Especialização em Agricultura de Precisão está com as inscrições abertas e as aulas serão a partir de 10 de setembro.  

Ganho profissional 

Alves diz que o uso de tecnologias no setor agrícola é amplo e permite tantas opções de tal forma que todo profissional envolvido com o agronegócio tem muito a ganhar ao se aprofundar um pouco mais nos conceitos e aplicações da Agricultura de Precisão. “Para aqueles que estão atuando diretamente no campo, apreender mais sobre agricultura de precisão é uma obrigatoriedade, seja para vender, comprar ou manejar produtos”, afirma o coordenador. 

Conforme Alves, a agricultura de precisão surgiu da busca de agricultores e pesquisadores (principalmente americanos e europeus) por ser uma forma de realizar gerenciamento mais detalhado da lavoura, inclusive com aplicação localizada de insumos como calcário e adubo. “Isso começou a tomar forma lá pelo início da década de 1980 e, no Brasil, os primeiros trabalhos começaram a aparecer em meados da década de 1990, com a importação de equipamentos”, conta.

Maior intensidade na agricultura de precisão 

Daí, com o passar dos anos e com todo o desenvolvimento tecnológico, principalmente com o surgimento e difusão da internet e do uso de receptores de sinal de Sistema de Processamento Global (GPS), houve a multiplicação das aplicações de serviços em agricultura de precisão. “Tem crescido muito no Brasil, principalmente com a abertura de centenas de startups todos os anos”, pontua e apresentada dados do relatório feito por consultores nos Estados Unidos.

As informações são de que a consultoria estadunidense Markets and Markets prevê um crescimento de 82,8% no mercado de agricultura de precisão até 2025. Segundo o relatório, o setor movimenta US$ 7 bilhões atualmente e deve chegar a US$ 12,8 bi em cinco anos com crescimento anual médio de 12,7% em todo o mundo, graças a demanda mundial por alimento e as mudanças climáticas que faz com que os produtores busquem novas estratégias de ação. 

Foto: Cedida Dr. Alves: estrutura e expertise da Unoeste dão condições de ofertar a Especialização em Agricultura de Precisão
Dr. Alves: estrutura e expertise da Unoeste dão condições de ofertar a Especialização em Agricultura de Precisão

Melhor gerenciamento 

Para Alves, a maior vantagem da adoção de técnicas da agricultura de precisão não está na redução de custo, embora admita que isso possa ocorrer, mas sim no melhor gerenciamento dos recursos e na maior lucratividade. “O produtor consegue compreender melhor o que ele tem e a definir melhor as estratégias de tomadas de decisão de forma a obter maiores lucros”, afirma e alerta que os maiores desafios estão nas análises e interpretações dos dados obtidos, já que máquina por si só não faz tudo.

“É preciso alinhar o conhecimento do campo com as análises dos dados e isso é feito por profissionais que hoje são raros no mercado. É comum encontrar produtores que gastaram milhões na compra de equipamentos, mas acabam deixando a tecnologia de lado e usando tais máquinas para fazer apenas o básico, por não saberem interpretar os dados. Eu digo que o grande desafio hoje é transformar um banco de dados, coletados no dia a dia, em algo eficiente e que vai ajudar o produtor a tomar decisões”, explica.

Recentes ferramentas 

Assegura ainda que o curso não abrirá mão de uma boa base teórica, mas a intenção é focar na prática e no uso das mais recentes ferramentas tecnológicas. Está projetado um curso dinâmico, com os professores oferecendo o que se tem de mais atual. “Para isso reunimos um time de professores que atuam não só na academia, mas profissionais que estão diretamente ligados ao campo como consultores técnicos e pesquisadores”, revela o coordenador.

O objetivo maior do curso é apresentar ao profissional, em busca de especialização, as ferramentas mais modernas que existem e suas aplicações, dando condições para que novas técnicas possam ser utilizadas nos mais diversos ramos das atividades agrícolas. Para isso, serão ministradas aulas em laboratórios de informática, aulas no campo na área agrícola do campus 2 e na Fazenda Experimental da Unoeste, além de visitas técnicas em empresas e fazendas que desenvolvem alguma técnica de agricultura de precisão.

Inovação e empreendedorismo 

Alves conta ainda que ao longo do curso serão trabalhadas diversas ferramentas, incluindo programas de geoprocessamento, análise de banco de dados, uso de produtos obtidos por satélite, drones, etc., com aplicações não só para a agricultura em si, mas também para a pecuária e áreas florestais. “São tantas ferramentas que fica até difícil descrevê-las. Além disso, o curso buscará desenvolver estratégias para despertar nos alunos o interesse para a inovação e empreendedorismo”, assegura.

Sobre as vantagens para o produtor rural, Alves comenta que são muitas, mas a maior delas é poder usar na propriedade rural ferramentas que ajudam no gerenciamento. “A agricultura moderna está cada vez mais competitiva e quem não for lucrativo não terá lugar. O uso da tecnologia é uma realidade e hoje uma pessoa que está a quilômetros de distância pode muito bem saber o que está acontecendo na sua propriedade e tomar decisões. Então ter um funcionário ou um consultor bem treinado, isso fará toda a diferença”, garante.

Serviço – Inscrições no site da Pós Unoeste.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

Alguma mensagem