5ª Cannabis Fair avança no debate sobre ciência e tecnologia
Com mais de 5 mil pessoas durante três dias a feira e o congresso também tiveram outros focos, incluindo regulação e negócios
Como maior evento da América Latina, em sua 5ª edição, a Cannabis Fair 2026 recebeu mais de 5 mil pessoas, de 21 a 23 deste mês no Expo Center Norte, em São Paulo. Junto, foi realizado o 6º Congresso Brasileiro de Cannabis Medicinal (CBCM).
A realização da Sechat Academy envolveu no amplo debate, que somou mais de 50 horas de conteúdo, questões como ciência e tecnologia, regulação, mercado, produção nacional, fitoterapia e avanços clínicos para a saúde humana e animal.
Em seis módulos, foram mais de 140 palestrantes incluindo mais de 20 especialidades da saúde; mais de 950 participantes e mais de 15 áreas de negócios e inovações apresentadas; com o envolvimento de 13 países.
A novidade deste ano foi o módulo QuimFarma Cannabis, do qual participaram representantes do Centro de Pesquisa e Inovação em Terapias Naturais Avançadas para a Saúde (Cepit), recém-criado pela Unoeste.
Grande potencial terapêutico
Para os professores doutor Luís do Nascimento Ortega (coordenador do curso de Farmácia) e Marcos Alberto Zocoler ficou o entendimento de que a cannabis possui grande potencial terapêutico e que precisa do suporte científico de pesquisas.
Outra observação dos professores é a de que as possibilidades não se restringem à área da saúde. O cânhamo tem outras serventias, tais como as fibras para fazer tecidos, produção de plástico e até na construção civil, como tijolos.
A recepção da Unoeste no evento de seu através da farmacêutica especialista em práticas integrativas e cannabis medicinal, Magareth Akemi Kishi, professora de graduação e pós graduação na Universidade Mackenzie e consultora do Cepit.
A participação da Unoeste, inclusive na condição de apoiadora, foi recebida com satisfação, no nível de ser a melhor universidade particular do estado de São Paulo, segundo avaliação do Ministério da Educação (MEC).
Debate nacional e internacional
Na abertura do novo módulo, a professora Margareth fez referências elogiosas a Unoeste que esteve entre os 28 apoiadores institucionais e permaneceu o tempo na aba esquerda do enorme painel de led indoor.
A presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), Luciana Canetto, citou a Unoeste e o professor Ortega para dizer que o projeto iniciado (Cepit) contribui com o debate nacional e internacional da cannabis medicinal.
Neste órgão de classe a coordenação do Comitê da Cannabis é da professora Margareth, de tal forma que várias ações se entrelaçam, o que fortalece o novo centro de pesquisa e inovação, instalado no campus 2, em Presidente Prudente.
Articulação entre pesquisadores de diferentes áreas, feita pelo pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi; com a anuência do diretor-presidente da mantenedora da Unoeste, Dr. Augusto Cesar de Oliveira Lima.
Reforços e novas parcerias
A representação da universidade na feira e congresso possibilitou vários entendimentos de reforços ou novas parcerias para o Cepit, dentre os quais a com a associação Santa Cannabis, de Florianópolis (SC), junto ao presidente Pedro Luís Sabaciauskis.
Outra conversa para fortalecer conversão já iniciada foi com o fundador da Associação Prudentina de Cannabis Medicinal, a Canadibiário, o cirurgião dentista Helder Herbella, prudentino radicado em Osasco, na Grande São Paulo.
Egresso da Unoeste, da turma de 1986, Helder é filho de Xisto Herbella que foi delegado em Presidente Prudente, irmão do ex-prefeito de Presidente Venceslau, ex-deputado estadual e ex-secretário estadual de Esportes e Turismo, Inocêncio Erbella.
Em Prudente, Inocêncio foi chefe de gabinete do prefeito Agripino Lima (1931-2018), professor e diretor do curso de Direito da Unoeste. A Canadibiário é conduzida por Antero Herbella, filho de Helder.
Instituto de Pesquisa
Um outro entendimento ocorreu com Remederi, junto ao fundador e diretor executivo Fabrizio Postiglione e ao presidente Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) Remederi. Dr. Aderbal Aguiar, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O médico veterinário Gustavo Lisboa e o engenheiro agrônomo Patrick Santos Silva também estiveram no evento como alunos de mestrado, respectivamente dos programas de pós-graduação em Ciência Animal e de Agronomia.
Pela segunda vez na feira, Gustavo tem a cannabis medicinal no seu estudo, com orientação da Dra. Lizziani Kretli; e Patrick – que esteve na feira acompanhado de sua irmã gêmea Tamiris – pensa fazer pesquisa sobre o assunto quando ingressar no doutorado.
O médico veterinário manteve entendimentos com expositores sobre visitas técnicas. O engenheiro agrônomo, após participar Agro e Tech Cannabis; disse ser importante perceber que a cannabis é tratada como uma cadeia produtiva integrada.
Potencial da pesquisa
Cadeia que envolve genética, produção de mudas, manejo de cultivo, microbiologia, pós-colheita, controle de qualidade e regulamentação. Também destacou a importância de ter observado a potencial da pesquisa aplicada utilizando tecnologias.
Dentre os apoiadores instituições, assim como a Unoeste, estiveram vários conselhos estaduais de farmácia a de medicina veterinária, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O comitê científico do evento envolveu profissionais de diferentes áreas, incluindo entre os membros o diretor cientifico da Sechat, o neurocirurgião funcional Dr. Pedro Antônio Pierro Netto.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste