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Experimento com hormônio do crescimento revela normalidade

Utilização de uma dosagem específica em ratas não causa danos na parte bioquímica e nem na estrutural


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Foto: João Paulo Barbosa Experimento com hormônio do crescimento revela normalidade
Santos durante a defesa pública de sua dissertação
Foto: João Paulo Barbosa Experimento com hormônio do crescimento revela normalidade
Banca avaliadora: doutoras Caliê, Inês e Isabela
Foto: João Paulo Barbosa Experimento com hormônio do crescimento revela normalidade
Santos com as doutoras Inês, Caliê e Isabela


O efeito da administração de hormônio do crescimento com e sem atividades físicas na bioquímica sérica, nos pesos corporal e dos órgãos de ratas de laboratório, constituiu em experimento científico realizado no Biotério Central da Unoeste pelo fisioterapeuta e educador físico Marcos Oliveira Santos, professor universitário na cidade de Tupã (SP). Mediante a aplicação de dosagem específica a constatação foi de normalidade, sem danos nas partes bioquímica e estrutural.

As conclusões foram de que a utilização da dose 0,2UI/Kg por um mês, associada ou não à prática de atividade física, não alterou o peso e nem o comprimento dos animais; o uso desassociado a exercícios levou a um aumento do peso renal; quando combinado diminuiu a ureia sérica, sem alterar a creatinina; e o exercitar sem administração do hormônio do crescimento provocou o aumento da fosfatase alcalina.

A pesquisa utilizou 40 ratas wister, com nove semanas de idade, divididas em quatro grupos: 1- o chamado controle, sem atividade física e sem administrar o hormônio; 2- sem atividade física e sem administração; 3- com atividade física e sem administração, 4- com atividade física e com administração. Após 30 dias foram mensurados o peso dos animais, o peso dos órgãos, comprimento e circunferência abdominal.

As ratas foram pesadas e identificadas com pintura na cauda, separadas de três a quatro por caixa, com disponibilidade de água e alimentação. Antes de iniciar o experimento, os animais foram submetidos à atividade muscular aeróbica, com séries alternadas de saltos num tubo de PVC de 25 centímetros de diâmetro por 38 centímetros de profundidade, com água a 30 graus.

Já na fase experimental, após a aplicação do hormônio, foram quatro séries de salto com intervalo de um minuto, durante quatro semanas. A circunferência abdominal foi medida no primeiro e no último dia. A pesagem se deu a cada quatro dias e ao final das quatro semanas, incluindo a retirada e pesagens dos órgãos, como fígado, coração e rins. As variáveis foram submetidas ao teste de análise de variância ANOVA, considerando a experiência com diferentes grupos de observação; seguindo-se o teste de Tukey, numa comparação múltipla entre as médias de experimentos.

“Não houve diferença estatística no ganho de peso e no crescimento dos animais, entre os diferentes grupos. Houve um maior ganho de circunferência abdominal no grupo com atividade física e com administração de hormônio do crescimento, comparado ao grupo sem atividade física e com administração; porém, não houve diferença no peso da gordura retroabdominal”, pontuou.

“Somente houve diferença no peso renal do grupo sem atividade física e com administração do hormônio do crescimento, maior que nos outros dois grupos, excluindo o grupo controle. Com relação à bioquímica sérica, o grupo com atividade física e administração de hormônio apresentou menor valor de ureia em relação aos demais, sendo que o grupo com atividade física e sem administração de hormônio apresentou maior dosagem de fosfatase alcalina, diferindo estatisticamente dos demais grupos”, disse.

Santos contou que uma de suas motivações no estudo, desenvolvido durante o mestrado em Ciência Animal da Unoeste, foi a de poder assimilar as técnicas de laboratório. O experimento com o hormônio do crescimento esteve associado ao fato de que, na busca do corpo prefeito, às pessoas têm associado atividades físicas com alguns produtos. Esse hormônio é bastante utilizado por agir nos ossos longos e parte do metabolismo. Existem benefícios, desde que empregado com prescrição médica.

A pesquisa e a produção da dissertação foram orientadas pela Dra. Inês Cristina Giometti, com avaliação pelas doutoras Caliê Castilho e Isabela Bazzo da Costa na condição de membro externo, vinda das Faculdades Integradas de Ourinhos, na manhã desta quarta-feira (25). A apresentação durante a defesa pública foi classificada como “uma aula” por Isabela que elogiou orientando e orientadora pela qualidade da produção científica. Santos foi aprovado para receber o título de mestre em Ciência Animal, com diploma outorgado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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