Cana-de-açúcar: debate impacta área de 1 milhão de hectares
Evento técnico sobre a produção neste segmento contribui no fomento da economia, incluindo a geração de emprego e renda

A produção de cana-de-açúcar em área de 1 milhão de hectares tem sido impactada por evento técnico-científico, com reflexos no fomento da economia regional ao movimentar toda a cadeia produtiva e promovendo a geração de emprego e renda.
Constatação de organizadores do Workshop de Cana-de-açúcar, realizado em sua 3ª edição consecutiva nesta quinta-feira (28), durante à tarde, no salão Torre de Cristal, no campus 2 da Unoeste, em Presidente Prudente.
Realização do Fito-Cana, grupo de pesquisas fitotécnicas da Agronomia Unoeste; Ubyfol, especialista em nutrição vegetal; e Programa Cana, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta); e Ridesa Brasil.
Feedback positivo
Líder do Fito-Cana e responsável pelo Centro Unoeste Clima, o professor pesquisador Dr. Alexandrius de Moraes Barbosa afirma que o workshop tem dado retorno positivo, pois em cada edição tem aumentando o número de participantes.
“Essa presença sinaliza que o debate tem valido a pena. A gente começou com umas dez usinas, número que praticamente dobrou nessa terceira edição”, comenta e cita o alcance geográfico: oeste paulista, norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Os cultivos em 1 milhão de hectares de cana-de-açúcar, que ocorrem no polo regional, apresentam semelhanças e diferenças nas produções, mas no geral são mais similares que no grande centro produtor, que é a região de Ribeirão Preto.
Antes, novas tecnologias e novos conhecimentos eram buscados em Ribeirão Preto. Agora, cada vez mais o polo da fronteira tríplice se abastece em Presidente Prudente, a capital regional do oeste paulista; região com 500 mil hectares de cana-de-açúcar.
Crescimento de 248,8%
Wagner José Marchioto, especialista em nutrição vegetal que atua pela Ubyfol no oeste paulista, conta que na primeira edição, em 2023, foram 43 participantes e agora são 150. Um crescimento de 248,8%.
Dependendo do foco temático de cada ano, as usinas enviam equipes de determinadores setores. Também participam cooperativas, produtores de cana-de-açúcar, consultores técnicos e instituições de pesquisas.
São os profissionais e os próprios produtores que utilizam no campo os resultados das tecnologias e informações geradas em pesquisas, apresentadas em cada edição do workshop.
Na abertura do 3º Workshop de Cana-de-açúcar, o diretor da Faculdade de Ciências Agrárias e coordenador do curso de graduação em Agronomia da Unoeste, Dr. Carlos Sérgio Tiritan, disse que os debates são voltados para vencer vários desafios.
Potenciais de produção
Boa parte de sua fala foi de gratidão aos parceiros, na pessoa do Wagner – da Ubyfol, e de elogios ao Dr. Alexandrius pelo evento e atuação à frente do Grupo Fito-Cana e do Centro Unoeste Clima.
A primeira de sete palestras foi feito pelo Dr. Marcelo Rodrigues Alves, vinculado à Unoeste, com o tema “Pedologia aplicada: base para definir o potencial produtivo do solo”, considerando planta, manejo, fatores bióticos, água clima e solo.
A síntese do tema que abriu o debate é a de que não dá para mudar o clima e que a água depende do que a chuva entrega e o solo armazena, mas também do que é feito em termos de conservação ou irrigação. Planta e pragas são possíveis de manejar.
Porém, conforme ele, é justamente o conhecimento do solo que dá a base para o entendimento onde é possível ir em cada ambiente. O Dr. Marcelo ofereceu informações técnico-científicas; o que também fizeram os demais palestrantes.
Lado interessante
Todos apresentaram o lado classificado como interessante por Alexandrius, que é da abordagem específica sobre o polo da tríplice fronteira. Na sequência, a palestra foi do Dr. André Cesar Vitti, do IAC/Apta.
O tema foi sobre a construção do perfil do solo para potencializar, de forma equilibrada a nutrição da cana-de-açúcar. O engenheiro agrônomo Antonio Ribeiro discorreu sobre clones e variedades promissoras da Ridesa, em seu programa de melhoramento genético.
O tema de Carlos Garcia, da Usina de Mata, foi “Irrigação por gotejamento em cana-de-açúcar”. O Dr. Paulo Alexandre Figueiredo, da Unesp em Dracena, falou sobre estratégias de manejo fisiológico visando a retomada do crescimento.
Pela Ubyfol, o engenheiro agrônomo Alexandre Braga abordou as tecnologias da própria empresa, do Grupo Ubiagro, para construção da produtividade. A confraternização no final contou com apresentação do grupo Canta Viola.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste