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Pesquisador estuda dificuldade de ser LGBT no terceiro mundo

Doutor em ciências da saúde pela Fiocruz faz dois pós-doutorados no Canadá e abre relações com a Unoeste


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Foto: João Paulo Barbosa Pesquisador estuda dificuldade de ser LGBT no terceiro mundo
Alberto Carneiro falou sobre pesquisas e intercâmbio no Canadá
Foto: João Paulo Barbosa Pesquisador estuda dificuldade de ser LGBT no terceiro mundo
Pessoa, Prado, Camélia e Carneiro: encontro no mestrado em Educação

Empenhado em ampliar seu universo de relações científicas, o Dr. Alberto Carneiro Barbosa de Souza atende convite de pesquisadores da Unoeste para falar sobre pesquisas que desenvolve no Canadá, nas áreas da psicologia e da saúde pública. Um dos seus estudos de pós-doutorado é sobre a dificuldade de ser LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – no terceiro mundo, em países como Síria e Irã, “onde ser gay resulta na punição com a morte, por um estado criminoso”. Outro estudo está relacionado aos jovens brasileiros, com as mesmas orientações sexuais, que se deslumbram com a liberdade canadense e retornam ao Brasil infectados com o vírus da Aids.

Doutor em ciência de saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro, sua terra natal, Carneiro trabalha no pós-doutorado, na Universidade de Toronto, com a psicologia voltada para a resiliência de jovens, de 15 a 24 anos, em suas dificuldades de adaptabilidade ao trocarem países do terceiro mundo pelo Canadá. “Como se comporta esse jovem que sai das garras de um estado criminoso para um estado que é oposto, onde se tem toda a liberdade. Isso não é fácil. Pelo contrário: é muito difícil. Sai de uma repressão, onde o olhar para o lado pode significar uma denúncia que leva à morte. Quando ganha a liberdade, perde a dimensão das coisas e acaba vítima das drogas e de infecções como a do HIV”, comenta o autor da pesquisa.

Com amparo do Programa Ciência sem Fronteiras, que é ofertado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na Universidade de Windsor, a pesquisa de seu outro pós-doutorado é sobre o jovem brasileiro e sua adaptação a uma sociedade mais liberal e como lida com a falta de controle de pai e mãe durante intercâmbio de estudos no Canadá. “Nós pesquisamos esse jovem LGBT, para constatar como ele lida com essa liberdade. Mas já sabemos que parte deles acaba contraindo HIV”, conta e revela que já tratou desse assunto com o então cônsul-geral do Brasil em Toronto, Luiz Afonso Escosteguy.

A estada de Carneiro no Canadá decorre de ter feito bolsa-sanduíche durante o doutorado na Fiocruz. Sua relação com a Unoeste surge mediante intervenção do também pesquisador, que trabalha com populações em situação de risco, Dr. Alex Pessoa, professor da graduação em psicologia e da pós-graduação, no Programa de Mestrado em Educação. Ao conhecer a universidade nesta quarta-feira (2), Carneiro esteve com a coordenadora e professores do mestrado, respectivamente Camélia Santina Murgo Mansão, Vagner Matias do Prado e Pessoa. À noite, no auditório Ipê, no campus II, falou para estudantes e professores do curso de Psicologia, onde Camélia também leciona. Carneiro falou sobre as possibilidades de intercâmbio no Canadá, dando orientações de como proceder.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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