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Ensino maker gera autonomia e estimula capacidade criativa

Inserção do aluno em práticas de produção contribui para a aprendizagem significativa e a formação cidadã


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Foto: João Paulo Barbosa Ensino maker gera autonomia e estimula capacidade criativa
Dra. Heloisa Neves é referência internacional do movimento maker no Brasil

Novas tecnologias, compartilhamento em rede e produção colaborativa estão entre as condições da moderna cultura de ideias inovadoras para consertar, modificar ou fabricar produtos, desenvolver soluções e projetos. Uma cultura chamada de maker, cujo conceito é o faça você mesmo e que tem avançado nos últimos dez anos nas mais diversas áreas. Na educação vai além da forma prática de trabalhar o aprendizado, ao promover autonomia e estimular novas maneiras de encontrar soluções viáveis, ágeis e econômicas para problemas do dia a dia. Esta é uma síntese do que se pode compreender claramente do conteúdo exposto pela Dra. Heloisa Maria Domingues Neves na conferência de abertura do 23º Encontro Nacional de Ensino, Pesquisa e Extensão (Enepe) da Unoeste, na noite dessa segunda-feira (22) no Espaço Solarium.
  
As falas dos componentes da mesa foram no mesmo sentido. O pró-reitor Acadêmico Dr. José Eduardo Creste, falando em nome da Reitora Ana Cristina de Oliveira Lima, enalteceu os envolvidos na organização do Enepe 2018 pela escolha do tema “Cultura maker: imaginar, conectar e inovar”; destacou o evento como momento de significativa importância para a universidade; e afirmou que essa cultura moderna ajuda a desenvolver o pensamento e construir o saber, no sentido de promover aprendizagem significativa e a formação cidadã. O pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi, enfatizou a influência na forma de ensinar; as questões de parcerias e compartilhamentos; e o fato do movimento maker permear o ensino nas principais universidades do mundo, nas questões de tecnologias e inovações.
 
O secretário municipal de tecnologia da informação Rogério Marcus Alessi disse que a cultura maker é uma importante ferramenta de educação; que as empresas têm atuado nesse sentido para resolverem problemas e aumentarem suas eficiências; e que as novas profissões exigem que os estudantes passem por esse caminho que pode ser o diferencial para o mercado de trabalho. Heloisa afirmou que o movimento maker pode ocorrer em qualquer lugar e começar pequeno e com pouco investimento. “O mais importante é ter uma comunidade que queira fazer coisas; estar conectado em rede; e saber que todo mundo consegue dar conta”, disse e, por mais de uma vez, chamou a atenção para o entendimento de que o foco deve ser as pessoas e não as máquinas, pois a tecnologia somente facilita a criação.
 
Inserida em uma cultura avessa à abstração teórica, Heloisa aderiu ao movimento maker meio que por acaso, por incentivo de suas relações internacionais. Inicialmente com o arquiteto peruano Benito Juarez e depois no curso com Neil Gershenfeld, professor norte-americano vinculado ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT); universidade politécnica que está entre as cinco melhores do mundo de acordo com o QS World University Ranking, Times Higher Education e Academic Ranking of World Universities. Arquiteta, mestre em comunicação e semiótica, doutora em design e arquitetura, Heloisa fez na Espanha o curso Fab Academy, seis meses no Fab Lab de Sevilha e seis meses no de Barcelona, criando vínculo com os dois laboratórios de fabricação digital e que funcionam de forma colaborativa.
 
Heloisa falou de suas vivências, incluindo visitas em laboratórios de outros países, e do trabalho que tem realizado desde 2012, que ajudou na criação do Fab Lab Brasil, iniciado em laboratórios da USP. Apresentou em vídeos projetos feitos em impressoras 3D e com a utilização de outros equipamentos digitais e a laser. “O movimento maker tem a ver com o quanto você tem vontade de pesquisar e fazer”, pontuou durante a conferência do Enepe cujos organizadores tiveram a preocupação de promover a inclusão com a oferta de tradução em Libras.  A recepção foi com o Choro Varanda: Anderson Chizollini ao violão, David Rocha no bandolim e Guilherme Gianelli na percussão; momento em que o artista plástico Josué Pantaleão pintou uma tela sorteada ao final, que teve Gustavo Figueiredo como ganhador. O encerramento foi com um coquetel.
 
Iniciado com a conferência nessa segunda-feira à noite, o Enepe tem uma programação de três dias. Nesta terça-feira (23) ocorre o 15º Encontro Anual de Ensino Superior (Enaens); na quarta-feira (24), o 23º Encontro Anual de Pesquisa Institucional e Iniciação Científica (Enapi); e na quinta-feira (25) o 16º Encontro Anual de Extensão (Enaext), conforme o coordenador executivo do evento Dr. Jair Rodrigues Garcia Júnior, que esteve na recepção à Heloisa Neves, juntamente com a coordenadora pedagógica institucional Aparecida Darcy Alessi Delfim. Como atividade complementar será realizado o Startup Day Unoeste, na sexta-feira (26) e no sábado (27), no salão do Limoeiro.

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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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