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Cirurgia veterinária rara é transmitida ao vivo do HV

Ritidectomia realizada na cadela Liza proporcionou conhecimento aos estudantes dentro e fora do centro cirúrgico


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Foto: Erika Foglia Cirurgia veterinária rara é transmitida ao vivo do HV
Acadêmicos do último ano do curso de Medicina Veterinária acompanharam a cirurgia no centro cirúrgico

Uma cirurgia veterinária rara na região oeste paulista foi realizada na tarde dessa quinta-feira (21), no Hospital Veterinário (HV) da Unoeste, localizado no campus II da universidade. Trata-se de uma ritidectomia em uma cachorra, procedimento semelhante a um lifting facial na medicina humana.
 
De acordo com o professor responsável pela cirurgia, Gabriel Montório Nicácio, a ritidectomia na cadela Liza, da raça Sharpei, não visou a estética, mas sim, o tratamento oftalmológico do animal. “Esta raça é uma das mais acometidas pelo problema. É uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele da região da cabeça que desliza para as pálpebras superiores e acabam encostando-se às córneas, provocando lesões”, explica.
 
Nicácio salienta ainda que juntamente à ritidectomia foi utilizada a técnica de hotz-celsus nas pálpebras inferiores para a correção de entrópio, “são pálpebras enroladas para dentro do olho”, exemplifica.
 
Dentro do centro cirúrgico, fazendo parte da equipe, estavam os acadêmicos do último ano do curso de Medicina Veterinária. Já no auditório Azaléia, localizado no bloco B3, no campus II, os estudantes de todos os termos da graduação acompanhados pelo professor Haroldo Alberti assistiram a cirurgia que foi transmitida em tempo real.
 
“Este é um trabalho muito valioso, pois dentro do centro cirúrgico apenas um grupo pequeno consegue acompanhar os procedimentos. Pela transmissão ao vivo, todos têm acesso a cada passo da cirurgia”, conta Nicácio.
 
Foto: Erika Foglia Alunos de todos os termos da graduação assistiram ao procedimento em tempo real do Anfiteatro Azaléia, no campus II
Alunos de todos os termos da graduação assistiram ao procedimento em tempo real do Anfiteatro Azaléia, no campus II

Para a coordenadora da graduação, Dra. Rosa Maria Barilli Nogueira, a transmissão em tempo real é um fator importante para o aprendizado e o estímulo do aluno, já que no auditório havia acadêmicos que estão nos primeiros termos do curso. “Esses estudantes ficam muito motivados com este tipo de atividade, pois dessa maneira, eles podem participar de momentos que só seria possível em disciplinas muito avançadas a partir do 6º e 7º termos, por exemplo. Isso também estimula o aluno para realizar estágios na área, estudar sobre o assunto e buscar novos conhecimentos”, fala.
 
Ela explica também que o Hospital Veterinário possui todos os equipamentos para transmissão das cirurgias, o que possibilita, inclusive, realizar essa ação em procedimentos cirúrgicos de campo. “Inovar por meio de metodologias de ensino e da tecnologia é uma alternativa que também vem ao encontro das exigências do Comitê de Ética no Uso de Animais (Ceua) e agrada muito nossos alunos”, finaliza.
 
Transmissão ao vivo
O designer institucional da Unoeste, Antônio Sérgio Alves de Oliveira, responsável por toda a parte tecnológica da atividade, informa que foi utilizado o processo chamado ponto a ponto, em que a imagem sai diretamente do computador que está dentro do centro cirúrgico e vai para o YouTube que é o responsável pela transmissão. “A Web Real Time Conection (WRTC) conecta um ponto a outro para melhorar o fluxo de informações. A metodologia desta atividade é ativa, já que a cirurgia transmitida ao vivo, inclusive com áudio, gera uma emoção e uma adrenalina tanto para a equipe que está dentro do centro cirúrgico, quanto para quem está assistindo do auditório. Poderíamos gravar o procedimento e passar aos estudantes depois, mas não teríamos essa sensação do tempo real, já que em uma cirurgia tudo pode acontecer”, explica.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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