CAMPUS:
0800 771 5533
Área do Egresso Aprender Unoeste
Você está em: Notícias

Pesquisas da Fisioterapia apontam consequências da Covid

Além da contribuição científica, os trabalhos proporcionaram diagnósticos mais precisos aos indivíduos infectados


email facebook twitter whatsapp Linkedin

Foto: Ector Gervasoni Pesquisas da Fisioterapia apontam consequências da Covid
Pesquisas apontam consequências e sequelas deixadas pela Covid

Nos últimos dois anos, a Covid-19 entrou no vocabulário e na vida de milhares de pessoas ao redor do mundo. Alguns contraíram o vírus, outros lutaram para contê-lo, mas, todos, pelo menos em algum momento, tiveram suas rotinas afetadas. Apesar dos efeitos negativos causados, o cenário foi propício para o avanço de pesquisas, como na área da saúde. Esses avanços não se resumem apenas aos estudos sobre o vírus, medidas preventivas e vacinas. Eles vão além, se estendem às consequências e sequelas deixadas pela doença. É exatamente essa a temática abordada em quatro trabalhos produzidos por alunos do 7º termo do curso de Fisioterapia da Unoeste de Presidente Prudente e que geraram resultados importantes.  

Trabalhos propostos 

Quando Amanda Betini, Amanda Dias, Elizeu Monteiro e Matheus Santos Oliveira decidiram escrever sobre as consequências da Covid-19, não imaginavam os desafios que enfrentariam desde a localização dos indivíduos que se encaixavam nos requisitos das pesquisas, coletas de dados, análises estatísticas, quanto na tentativa de conciliar os horários e garantir que os participantes seguiriam as orientações passadas. “Acredito que durante a coleta de dados já se teve o primeiro desafio, pois os participantes tinham que fazer o uso do acelerômetro durante todo o tempo, o que as vezes acabava não acontecendo", compartilha Amanda Betini, autora do trabalho “Análise de níveis de atividade física entre pacientes infectados e não infectados pela covid-19 correlacionado a sintomas do período de infecção”, que tinha como objetivo verificar se aqueles que não praticavam atividade física eram mais susceptíveis à contração do vírus e poderiam ter um quadro mais grave da doença. 

Já Matheus Santos, autor do trabalho “Relação da atividade física e massa corporal na modulação da função autonômica na condição pós-covid: uma análise observacional”, investigou as diferenças nas respostas do sistema nervoso autônomo em participantes com sobrepeso e inativos fisicamente que testaram positivo e aqueles que não foram infectados. 

Amanda Dias, por sua vez, decidiu desenvolver um estudo sobre a “Análise da força muscular respiratória de adultos jovens após infecção leve e moderada de covid-19 e sua associação com sintomas respiratórios”. O objetivo foi avaliar a condição pulmonar daqueles que contraíram a doença em comparação ao grupo controle que não havia contraído.  “A gente sabe que os sintomas e as manifestações variavam de indivíduo para indivíduo, mas que uma das consequências eram as complicações pulmonares. Então, a gente quis avaliar como estava a função pulmonar", explica.

 Por fim, Elizeu Monteiro abordou a “Comparação da transportabilidade em pacientes pós covid-19 e não infectados, relacionando a classificação da doença e a quantidade de sintomas”. No dia a dia, as vias aéreas são expostas a substâncias, por isso é de responsabilidade da transportabilidade mucociliar atuar na defesa dessas toxinas. O intuito do trabalho era entender de que forma o vírus afetava esse processo.  

Desenvolvimento 

Durante a elaboração dos projetos, os alunos estiveram em contato direto com a comunidade e, enquanto reuniam informações relevantes para suas pesquisas, trouxeram respostas e diagnósticos mais detalhados aos que haviam testado positivo. “A Covid-19 é uma doença muito recente que necessita de estudos mais aprofundados e resultados de pesquisas mais recentes, facilitando o mecanismo de ação da doença e a elaboração de tratamentos e medicações que obtenham um melhor resultado”, observa Elizeu.  

Para Amanda Dias, outro ponto positivo foi o fato de o atendimento ser acessível. “Como era um estudo completamente gratuito, eles saiam de lá, basicamente, com uma resposta de como estava seu quadro respiratório, seu quadro pulmonar e também serviu de vertente para outros estudos, visando uma reabilitação pulmonar futuramente, em forma de tratamento para esses pacientes que ficaram com alguma compilação”.  

Resultados 

Depois de muitas pesquisas, estudos e análises, os estudantes chegaram a conclusões interessantes.  Como resposta da problemática levantada, Matheus percebeu que a infecção pelo vírus promoveu alteração no sistema nervoso autônomo do grupo abordado. “O índice de massa corporal (IMC) excessivo acentua as mudanças no sistema nervoso autônomo, enquanto a atividade física expressa um efeito protetor”, explica.  

Para Amanda Dias, os indivíduos analisados após a covid-19 apresentaram piores quadros de força muscular respiratória e maiores quantidades de sintomas respiratórios obtidos pela doença.  

Com os resultados obtidos por Elizeu, foi possível constatar que não houve diferença de transportabilidade entre os grupos estudados, porém é possível estabelecer uma associação. “Quanto maior tempo de transportabilidade mucociliar em indivíduos pós-infecção, maior será a quantidade de sintomas gerais da doença e sintomas respiratórios”, conclui.  

Por fim, Amanda Betini observou que os que contraíram a doença não apresentaram diferenças com relação ao nível de atividade física quando comparado ao grupo não infectado. “Além disso, o nível de atividade física desses indivíduos pós-covid-19 não teve influência sobre a quantidade de sintomas presentes no período de infecção e nem sobre a classificação da doença entre leve e moderada”, pontua.  

Foto: Cedida Alunos de Fisioterapia apresentam resultados de estudos em congresso internacional
Alunos de Fisioterapia apresentam resultados de estudos em congresso internacional

Esforço reconhecido 

Apesar de todos os desafios mencionados durante a elaboração dos projetos, os resultados não poderiam ser mais gratificantes. Os quatro alunos, tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos no 20º Simpósio Internacional de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva, que ocorreu no mês de abril, em Florianópolis (SC). 

Para os autores, participar de um evento como este, abriu um leque de novas abordagens e áreas, até então, desconhecidas. Matheus Santos conta que ter participado do congresso enquanto graduando, foi uma experiência ímpar. "Apresentar um projeto em um evento como este, me tirou complemente da zona de conforto. Sabendo que seria avaliado por referências do assunto, foi um misto de sensações, mas, com certeza, a maior delas foi a alegria por viver este momento.”, pontua.

 Além do conhecimento agregado, Betini reconhece que a oportunidade contribuiu para seu amadurecimento enquanto estudante e futuramente como profissional. “Foi possível ampliar os meus olhares sobre a fisioterapia, ter contato com pessoas e com temas abordados que muitas vezes não temos oportunidade durante o curso, além de se tratar de algo muito novo e muito diferente do que estamos acostumados", conclui.  

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

Alguma mensagem