Universitários recebem treinamento em projeto de hipoterapia
Curso de Fisioterapia e Cavalaria da Polícia Militar são parceiros em atendimento para portadores de necessidades especiais
O Projeto Hipoterapia, mantido desde 2018 em parceria entre o curso de Fisioterapia da Unoeste e a Cavalaria do 8º Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep), tem no treinamento de estudantes a primeira atividade de 2026.
A professora doutora Maria Tereza Artero Prado Dantas mobilizou 24 alunos em período de estágio e compartilhou as instruções do treino com o comandante de destacamento do 1º Grupamento de Cavaria do 18º Baep, sargento Wellington da Silva Costa.
A atividade ocorreu na tarde de segunda-feira (2) na sede do grupamento instalado na área do 8º Comando de Policiamento do Interior (CPI-8) que tem abrangência em 67 municípios e ao qual o Baep é vinculado.
Em síntese, a atividade esteve voltada para as ações práticas de hipoterapia, com orientações do que é, para o que serve e como funciona. Algo que vem crescendo cada vez mais, sendo uma possibilidade de mercado de trabalho para o fisioterapeuta.
Benefícios gerados
A hipoterapia é destinada para portadores de necessidades especiais, voltada à regularização do tônus muscular; à melhora do equilíbrio e da postura; e ao estímulo a movimentação corporal com funcionalidade e a força dos músculos.
Também melhora a integração das percepções sensoriais e desenvolve a coordenação de movimentos entre tronco, membros e visão. Boa parte dos atendidos são crianças e adolescentes autistas.
A Dra. Maria Tereza conta que existe fila de espera, com triagem para avaliar os pacientes a partir da próxima segunda-feira (9), visando saber quais exercícios serão necessários a cada um deles e montar o plano de trabalho.
Atividade programada para a Clínica de Fisioterapia, no campus 1 da Unoeste. Na primeira segunda-feira de março (dia 2) terão início os atendimentos aos pacientes na sede da Cavalaria, envolvendo estudantes e nove policiais.
Cuidados necessários
Conforme o sargento Wellington, com expertise de ter atuado por 25 anos no Regimento de Polícia Montada 9 de Julho – Cavalaria, em São Paulo, na hipoterapia são utilizados cavalos dóceis; mas exigem cuidados, como o de sofrer um pisão e quebrar o pé; ou um coice.
A Cavalaria atua com o Cavalo Brasileiro de Hipismo (BH) e em Prudente tem um cavalo da raça Quarto de milha, que foi apreendido e destinado aos cuidados dos policiais. O comandante mostrou aos estudantes como lidar com cavalos.
Explicou que cavalo tem medo e na Cavalaria é treinado para perder o medo. No caso da hipoterapia, os exercícios com os pacientes montados utilizam bola, arco e bambolê, por exemplo. São objetos que o cavalo precisa cheirar.
Para os estudantes foi mostrada a área de segurança do trabalho com o cavalo, como a pessoa deve se aproximar; e a postura de quem fica do lado de fora do picadeiro, para não fazer barulho ou movimento que tire o foco do animal.
Foram trabalhados vários detalhes, incluindo orientações da professora sobre como conduzir o momento da montaria do paciente, o que exige alguns cuidados para evitar incidentes. No treinamento foram feitas demonstrações, inclusive no picadeiro.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste