FalleN ministra aula para alunos de Medicina da Unoeste
Competidor do time FURIA Esports marcou presença em aula virtual focada nas habilidades correlatas do universo dos jogos com o da área médica
A relação entre videogames e medicina pode parecer improvável à primeira vista, mas estudos recentes mostram que essas áreas estão cada vez mais conectadas. Habilidades importantes para a prática médica, como coordenação motora, percepção espacial e tomada de decisões sob pressão, também são desenvolvidas em ambientes digitais, especialmente em jogos eletrônicos.
Com essa proposta, a Unoeste integra o projeto First Person Surgeons, iniciativa internacional que busca novas perspectivas para a formação médica ao unir tecnologia, inovação e educação. Como parte das atividades, nesta quarta-feira (25), a universidade realizou um encontro virtual com Gabriel Toledo, o FalleN, um dos maiores nomes do cenário mundial de e-sports. O evento ocorreu no Teatro César Cava e reuniu alunos da Faculdade de Medicina de Presidente Prudente, com transmissão para os campi de Jaú e Guarujá.
Habilidades em comum entre games e cirurgia
Essa foi a primeira vez que o competidor participou de uma atividade acadêmica voltada à área médica. Integrante da equipe FURIA Esports e conhecido como “Professor”, FalleN conversou com os estudantes sobre as competências em comum entre o universo dos games e a prática cirúrgica.
Ele destacou que, nos jogos competitivos, é fundamental lidar com diversas informações ao mesmo tempo, além de manter concentração e rapidez na tomada de decisões, características que também aparecem em procedimentos médicos modernos, como a cirurgia laparoscópica e robótica. Para o jogador, essa capacidade de processar várias informações simultaneamente é uma habilidade central em diferentes áreas profissionais.
O médico urologista, Dr. Felipe de Almeida e Paula, professor da Medicina, destaca que a tecnologia deixou de ser apenas um complemento e passou a ocupar um papel essencial na medicina contemporânea. Segundo ele, recursos como inteligência artificial já auxiliam na análise de exames de imagem, ajudando a identificar alterações que muitas vezes passam despercebidas ao olhar humano, como tumores muito pequenos.
Além disso, plataformas de cirurgia robótica ampliam as possibilidades de tratamento ao integrar imagens, dados e informações clínicas durante os procedimentos. Para o especialista, esse avanço exige que as universidades acompanhem a evolução tecnológica para garantir uma formação alinhada às novas demandas da profissão.
“Se as universidades não acompanharem essa evolução tecnológica, chega um momento em que elas não conseguem mais oferecer as habilidades necessárias para o profissional atuar no mercado”, afirma.
Tecnologia como diferencial na formação médica
Pesquisas também indicam que videogames podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas importantes para a prática cirúrgica, como coordenação, precisão e tempo de resposta.
Para o aluno do 6º termo de Medicina de Presidente Prudente, Brayan Ricardo Pimenta, a repetição e o treinamento são fundamentais para transformar o conhecimento teórico em prática. Segundo ele, iniciativas que integram tecnologia, simulação e elementos interativos tornam o aprendizado mais dinâmico e contribuem para formar médicos mais preparados.
A estudante Taís Aparecida Moura, do 4º termo de Medicina em Guarujá, acredita que o domínio da tecnologia pode se tornar um diferencial importante na carreira. Com formação anterior em Ciência da Computação, ela destaca que grandes hospitais já investem na integração entre inovação tecnológica e formação médica.
Já Ágatha Christal, do 1º termo de Medicina em Jaú, afirma que o contato com ferramentas tecnológicas durante a graduação pode trazer mais segurança aos futuros profissionais. Para ela, compreender essas tecnologias desde cedo facilita o aprendizado e aproxima os estudantes da realidade da medicina contemporânea.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste