Educação a distância requer gerenciamento participativo
Pesquisa aponta para a necessidade de gestores estarem cientes das características específicas da modalidade
A Educação a Distância (EAD) considera os pressupostos da educação como um todo, mas apresenta especificidades como a distância que separa os participantes, o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e o envolvimento de equipes multidisciplinares. Diferenças que implicam numa gestão de pessoas e comportamento organizacional que contemple as distinções, para que os resultados finais possam ser alcançados, sobretudo na qualidade do ensino. Para isso, o gerenciamento precisa ser participativo.
É o que aponta resultados dos estudos desenvolvidos pela professora paranaense Fabiane Carniel no Mestrado em Educação da Unoeste, mantido junto à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação. Durante o ano passado e 2013 foi desenvolvida uma pesquisa que resultou a dissertação “A gestão da Educação a Distância: da sala de aula virtual à gestão de cursos superiores em EAD”, defendida publicamente na tarde desta terça-feira (27).
Procedente de Maringá, a autora da pesquisa escolheu a Unoeste para fazer o mestrado por referência de uma colega que já havia feito e pela qualidade do ensino ofertado. Graduada em Letras e especialista em docência do ensino superior, Fabiane trabalha para o ensino a distância na instituição onde fez a graduação e a pós: a Unicesumar. Mesmo local onde desenvolveu a pesquisa de campo do tipo qualitativa, com o emprego de entrevistas semiestruturadas.
Os questionários foram respondidos por quatro tutores, vistos como os gestores das salas virtuais, dois coordenadores dos cursos com maior número de alunos da instituição e pelo diretor de ensino. A relevância da pesquisa foi justificada pela autora por ser um trabalho inovador. “Sobre ensino a distância são vários os estudos que serviram como referência, mas na área de gestão a bibliografia é escassa”, diz.
Outro aspecto importante dos estudos sobre a educação a distância é o crescimento dessa modalidade que tem se destacado em relação à democratização do ensino superior no Brasil. “As TICs têm papel importante no contexto da EAD, permitindo a criação de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) interativos que viabilizam a comunicação entre professores, tutores e alunos, permitindo a troca de informações fundamentais nos processos de ensino e de aprendizagem”, pontua.
Conforme Fabiane, a educação a distância exige a participação na gestão para que o trabalho possa ser levado avante pelas diferentes equipes, como são os casos das tecnologias, de produção de material e de jornalismo que atua no apoio. “Mais que na modalidade presencial, os participantes do processo precisam estar preparados para o trabalho em equipe; todos concatenados de forma a garantir a clareza de suas ações”, afirma.
“A formação de pessoas, por sua vez, perpassam com concepções internas e externas ao ser humano e uma das etapas da formação humana é a predisposição em construir, descontruir e aprimorar conhecimentos. Portanto, é fundamental que os gestores da EAD estejam cientes das características específicas da modalidade em questão e nunca perca de vista esse processo de formação humana”, apresentou em suas considerações finais.
Fabiane recebeu orientação da doutora Caroline Kraus Luvizotto, que coordena o Mestrado em Educação da Unoeste e esteve na banca de avaliação com suas colegas pesquisadoras Raquel Rosan Christino Gitahy e Silvana Aparecida Borsetti Gregório Vidotti, convidada junto à Assessoria da Pró-reitoria da Pós-graduação da Unesp, em São Paulo. Fabiane Carniel foi aprovada para receber o título de Mestre em Educação, outorgado pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação da universidade.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste