Egressa da Pós Unoeste cria pão de queijo com menos sódio
Sem culpa, hipertensos podem comer novo alimento, que continua delicioso e crocante
É originariamente brasileiro, das Minas Gerais, e serve de café da manhã, da tarde ou como lanche a qualquer hora. De formato arredondado, crocante e levemente amarelado, alguém resiste a um pão de queijo bem quentinho? Melhor ainda se ele puder ser consumido até mesmo por hipertensos. Pois foi o que a nutricionista Keli Maria Consoli conseguiu, ao desenvolver um pão de queijo com menos teor de sódio. Resultado: produto aprovadíssimo em um teste cego realizado e já comercializado!
A formulação serviu como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da especialização em Processamento, Higiene e Inspeção de Alimentos, oferecida pela Pós Unoeste, na qual a nutricionista foi orientada pela Dra. Telma Reginato Martins e coorientada pela professora Andreia de Menezes Olivo. “Para ter uma saúde integral, é necessário que o indivíduo não apenas trate as doenças, mas as previna”, declara Telma, que fala que o novo pão de queijo ajuda nessa prevenção, pois é funcional, uma vez que contém menos sódio, mineral comprovadamente considerado como fator de risco para aumento da pressão arterial e desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Com as mãos literalmente na massa, Keli fez o pão de queijo light com amido modificado para pão de queijo, água, ovo pasteurizado, queijo muçarela, óleo de soja, leite em pó, margarina, sal e aditivo redutor de sódio. A orientadora da nutricionista destaca que, como não contêm glúten, tanto este quanto o pão de queijo original são ótimas alternativas no consumo de panificação para os celíacos, aquelas pessoas intolerantes às proteínas do trigo.
O pão de queijo com teor reduzido de sódio e o tradicional foram consumidos por 50 provadores, sem saberem qual era qual. O produzido com a fórmula original recebeu nota 7,85 numa escala de 1 a 9, que varia de “desgostei muitíssimo” a “gostei extremamente”, com base nos critérios de aparência, aroma, sabor e textura. Corresponde a 87,2% de aprovação e aproxima-se do “gostei muito”. O pão de queijo modificado também chegou perto desse patamar, com aceitação de 86,1%. Ou seja, houve quase um empate técnico, e, por isso, o novo alimento foi introduzido no mercado, já que Keli trabalha em fabricação de alimentos à base de amido modificado e destinou o material a uma empresa terceirizada. “O resultado médio da nota é igual e isso é ótimo. É uma nota boa e um produto aceitável, assim como o tradicional”, declara Telma, a orientadora do TCC.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste