Entenda a adaptação à faculdade de Medicina e sua rotina
Da mudança de rotina ao contato com pacientes, ingresso na graduação exige adaptação e aproxima o estudante da realidade da profissão médica.
Passar no vestibular de Medicina representa a realização de um sonho para muitos estudantes. Depois da aprovação, porém, começa uma nova etapa, marcada por mudanças na rotina, contato com ambientes de saúde e responsabilidades que aumentam ao longo da formação. Para a coordenadora do curso de Medicina da Unoeste Guarujá, Dra. Samira El Maerrawi Tebecherane Haddad, a adaptação é um dos primeiros desafios enfrentados pelos ingressantes.
Uma nova rotina dentro e fora da faculdade
A estudante Ana Lígia Barros, do 3° termo de Medicina da Unoeste Guarujá, vivenciou essa mudança de perto. Natural do Maranhão, ela precisou trocar de estado, para cursar a graduação. Atualmente, mora com uma amiga.
“É uma mudança muito drástica: estado, cidade, casa, tudo”, relata.
Além da transformação de estilo de vida, a jovem também precisou se adaptar à carga horária e ao volume de conteúdo.
“A mudança de rotina foi uma das coisas que mais me surpreenderam. Você está acostumada com uma rotina e, de repente, entra em um curso bem pesado, com muitas matérias e muito conteúdo”, conta.
Segundo Ana Lígia, a nova realidade exige reorganização dos horários para frequentar as aulas, acordar e se dedicar às atividades acadêmicas. “Às vezes acaba sendo bem difícil. No início, a gente se perde um pouco, mas, ao longo dos meses, vai aprendendo a se adequar”.
O primeiro contato com pacientes
Na Unoeste Guarujá, a aproximação com a realidade da profissão médica começa desde os primeiros períodos, com atividades em campo dentro do sistema de saúde.
“O curso é integral e, desde o início, eles já têm atividades em campo, entrando em contato com outros profissionais e pacientes”, explica Dra. Samira.
Ana Lígia teve os primeiros contatos com enfermos em uma Unidade de Saúde da Família (Usafa) e, mais recentemente, no Hospital Santo Amaro. Para ela, a experiência pode causar certo impacto, especialmente porque muitas pessoas depositam grande confiança no estudante que veste o jaleco.
“Às vezes é um pouco assustador, porque o paciente vê você de jaleco e acha que você já sabe tudo. Eles fazem perguntas, querem diagnóstico e você leva aquele susto de já estar lidando com aquela realidade”, afirma.
Apesar do desafio, a jovem considera a vivência importante para compreender, desde cedo, o significado da profissão. “É muito interessante, porque você começa a ter em mente que, um dia, vai chegar ao patamar de conversar com o paciente envolvendo conhecimento médico”.
A adaptação acompanha cada etapa do curso
A adaptação à faculdade de Medicina não termina nos primeiros meses. Conforme o estudante avança na graduação, os conteúdos e as responsabilidades se tornam mais complexos.
De acordo com a coordenadora, os primeiros períodos incluem disciplinas do ciclo básico, como Anatomia, Fisiologia, Bioquímica e Histologia. Depois, no ciclo clínico, os acadêmicos passam a aprofundar conhecimentos em especialidades clínicas e cirúrgicas, além de desenvolver o raciocínio clínico e habilidades profissionais.
“Conforme vai passando o curso, ele vai se adaptando com relação à estrutura e ao método, mas é um processo de adaptação contínua, por conta da dificuldade crescente”, destaca a Dra. Samira.
Internato aproxima estudante da profissão
O internato é uma das etapas mais intensas da formação dos futuros médicos. Nesse período, os alunos ampliam a imersão prática e passam a integrar equipes de saúde, sempre sob supervisão.
A rotina envolve atendimentos, acompanhamento de casos e plantões, aproximando os estudantes das situações que fazem parte do cotidiano profissional. Por isso, a coordenadora define essa fase como um “laboratório da vida real”.
Além de consolidar conhecimentos, o internato ajuda os universitários a compreender melhor as diferentes áreas da Medicina e a refletir sobre os caminhos que poderão seguir depois da graduação, como a escolha de uma especialidade e a residência médica.
Apoio durante a formação
Embora a adaptação faça parte da trajetória acadêmica, os estudantes contam com uma rede de apoio ao longo do curso. Professores, coordenação, serviços de acompanhamento e atividades de integração contribuem para que os alunos enfrentem as mudanças com mais segurança e encontrem suporte diante dos desafios da graduação.
A presença de egressos que já estão na residência médica também permite trocar experiências sobre a profissão, as especialidades e os próximos passos após a faculdade.
Da aprovação à construção da carreira
Entrar em Medicina representa o início de uma transformação que envolve não apenas a vida acadêmica, mas também a rotina pessoal e a maneira de enxergar a futura profissão.
Para Ana Lígia, apesar das dificuldades, a experiência confirma que ainda vale a pena fazer Medicina.
“Se for o seu sonho, realmente nunca desista, porque vale muito a pena quando você entra, apesar das dificuldades. Você começa a ter a vivência e entender o propósito daquilo. Então, nunca é uma perda de tempo, nunca é em vão. Lute até o fim”.
A formação médica combina conhecimento científico, experiências práticas, contato humano e adaptação contínua. Para quem deseja seguir esse caminho, compreender essas mudanças é também uma forma de se preparar para os desafios e as descobertas que acompanham a graduação.
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Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste