Está criado oficialmente o centro de pesquisa da batata-doce
Acordo de cooperação técnica é assinado entre os parceiros em ato público no gabinete do prefeito de Presidente Prudente
Durante a cerimônia de assinatura do acordo de cooperação técnica para implantação do centro de pesquisa e tecnologia da batata-doce foi exposto que as atividades científicas irão gerar impactos socioeconômicos positivos a curto, médio e longo prazo em termos de qualidade, de aumento de produtividade e de valores agregados à produção artesanal e industrial dos derivados. Durante o ato público envolvendo os parceiros, na manhã desta terça-feira (25), na Prefeitura de Presidente Prudente, o retrospecto histórico da agroindústria na região trouxe à tona o significativo fato de que a ciência, enquanto uma das variantes inseridas no setor produtivo, poderia ter contribuído para reverter quedas de qualidade e produtividade de produtos como algodão, amendoim, mamona e tomate.
As indústrias de moagem de caroços do algodão, amendoim e mamona surgiram a partir de 1937, foram prosperando de acordo com volumosa produção, viveram o ápice do progresso nesse setor e chegaram ao declínio em menos de 50 anos. Portanto, no começo dos anos 80. Grandes empresas como Sanbra e Anderson Clayton encerraram suas atividades. No ramo de produtos alimentícios, a Cica veio entre 1973/74 e em 1992 fechou o seu complexo de industrial em Prudente para extração da polpa de tomate. Pesquisas e novas tecnologias poderiam ter evitado isso, mediante a geração de novas variedades: mais apropriadas ao solo e clima da região, mais produtivas e com mais qualidade; além de proporcionar outros aproveitamentos das culturas.
Lições do tempo
Para evidenciar a importância do Centro de Pesquisa e Difusão de Tecnologias da Batata-Doce para o Programa de Apoio à Agricultura Familiar, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Presidente Prudente (Acipp), Ricardo Anderson Ribeiro falou do passado para lembrar das lições deixadas pelo tempo, citando o fato de que a história da cidade passa pela entidade que preside e que no dia 26 de junho completará 94 anos. Na condição de engenheiro agrônomo, o pró-reitor acadêmico da Unoeste, Dr. José Eduardo Creste, reforçou a fala do líder empresarial, ao lembrar a própria Cica e a Cooperativa Agrícola de Cotia em Prudente, antigamente.
A ideia de oferecer amparo aos produtores e fomentar a cadeia produtiva da batata-doce surgiu no Instituto Oeste Paulista (IOP), juntamente com a Acipp e a Unoeste. A proposta foi levada aos vereadores Enio Perrone e Demerson Dias e ao Departamento de Agricultura da Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Presidente Prudente (Sedepp), através da secretária Ana Paula Setti e ao diretor Maurício Nabhan Garcia. Departamento extinto com a recém criada Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Segari), com Maurício nomeado secretário. O acordo de cooperação técnica envolve IOP, Acipp, Unoeste e Prefeitura, sendo que a instalação do centro de pesquisa e tecnologia tem o aporte de R$ 140 mil da Câmara Municipal, em emendas impositivas de Enio e Demerson.
Promoção de prosperidade
No ato de assinatura do documento, o prefeito Ed Thomas enalteceu a iniciativa e afirmou que a mesma veio ao encontro das propostas de sua administração, voltadas para decisões que promovem a prosperidade da cidade e da região, gerando emprego e renda. Contou que em recente visita aos produtores de batata-doce, na propriedade de Nelson Gomes Monteiro pode ver, junto com o vice-prefeito Izaque Silva, além da qualidade do produto exportado com selo de qualidade europeu, o uso do refugo para alimentar o gado e a água utilizada para lavar a batata aproveitada com a irrigação. Ed Thomas tem mantido contato constante com os produtores e, a exemplo dos demais envolvidos no centro de pesquisa e tecnologia, vê na batata-doce uma espécie de carro-chefe da referência agrícola regional.
O pró-reitor de Pesquisa, Pós e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi manifestou gratidão aos parceiros e disse que a Unoeste tem a competência técnica-científica e comprometimento com o trabalho. Ele espera apresentar bons resultados do centro de pesquisa e tecnologia em curto espaço de tempo, com a meta estimada para 2023 e 2024. A coordenadora de Ações Extensivas, Gerais Cidinha Martines citou a sensibilidade dos envolvidos para o quanto é importante trabalhar pesquisa e tecnologia e chamou a atenção ao fato de que, provavelmente pela primeira vez na região, a vereança está sendo tão participante.
Grande produto
Em nome do IOP, o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Rubens Afonso disse que a batata-doce é o grande produto do oeste paulista, que a Unoeste tem conhecimento para o fomento técnico-científico e que são necessários outros parceiros para investir na agroindústria. Também estiveram presentes pelo IOP, o coronel Silvio Saraiva e diretor de expansão do Sicoob Paulista, João Batista de Souza. Como parte de suas atividades médicas, o vereador Enio Perrone estava fazendo cirurgia e esteve representando pelo chefe o seu gabinete Fábio Santos. A Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente e Região (Aprobarpp) esteve representada pela secretária Cláudia Prandini.
Pela Unoeste, também estiveram presentes o pró-reitor Acadêmico, Dr. José Eduardo Creste, o assessor de reitoria, jornalista Ismael Silva, o diretor da Faculdade de Ciências Agrárias, Dr. Carlos Sérgio Tiritan, pesquisador vinculado ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Agronomia que oferece mestrado e doutorado. Em nome do diretor geral da Unoeste, Dr. Augusto César de Oliveira Lima e da reitora Ana Cristina de Oliveira Lima, Creste disse ao prefeito Ed Thomas que a universidade permanece aberta para novas parcerias, com a mesma dedicação de várias outras já mantidas junto à atual administração municipal, incluindo as iniciadas em outras administrações.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste