Estudantes levam atendimento a aldeias em missão humanitária
Alunos da Unoeste atuarão em comunidades vulneráveis com atividades voltadas à assistência, promoção do bem-estar e integração social
Dez estudantes dos cursos de Medicina e Odontologia da Unoeste participarão da 15ª Missão Univida Dourados, realizada entre os dias 19 e 26 de julho, em Mato Grosso do Sul. A iniciativa reúne mais de 300 voluntários de diferentes regiões do país para levar atendimento e ações humanitárias a comunidades indígenas em situação de vulnerabilidade social.
Esta será a segunda participação da Unoeste na missão organizada pela Associação Humanitária Universitários em Defesa da Vida (Univida), em parceria com a Diocese de Jales. O grupo da universidade é formado por oito estudantes de Medicina e dois de Odontologia, que atuarão em quatro aldeias indígenas da região de Dourados.
Além dos atendimentos em saúde, a programação inclui atividades de integração e convivência com as comunidades, reforçando o caráter humanitário da ação.
Saúde e acolhimento
A estudante Amanda Aizza Cáceres, do 6º termo de Medicina, conta que a expectativa é grande para a experiência, que vai muito além da assistência médica. “A gente vai tentar levar saúde e cuidado até regiões que não possuem esse acesso. Participaremos dos atendimentos médicos e odontológicos, mas também de ações de humanização, como bingo, festa junina e atividades de convivência com a comunidade”, relata.
Segundo Amanda, os relatos dos estudantes que participaram da edição anterior aumentaram ainda mais o entusiasmo do grupo. “Eles falaram muito bem da missão, que realmente transforma vidas. Você volta melhor como pessoa e com a sensação de que conseguiu ajudar o próximo. Nossa expectativa está lá em cima”, afirma.
Para a futura médica, a vivência também representa uma oportunidade única de aprendizado.
“É uma experiência que nos coloca diante da realidade de uma região com poucos recursos. Vamos colocar em prática a medicina como ela deve ser, com foco no cuidado e na atenção às pessoas”, destaca.
Experiência que amplia a formação
Entre os participantes está também o estudante Mateus Schiavon, do último ano de Odontologia. Para ele, a missão permitirá contato com uma realidade pouco vivenciada durante a graduação. “Estou com uma expectativa muito positiva, principalmente por conhecer uma população diferente daquela que atendemos normalmente. Sabemos que encontraremos muitas demandas reprimidas e que precisaremos atuar nas necessidades mais urgentes daquele momento”, comenta.
Mateus explica que, embora a prevenção e a promoção da saúde façam parte do trabalho, a atuação estará concentrada principalmente em procedimentos necessários para melhorar a qualidade de vida dos moradores das aldeias.
“Aqui já temos contato com escolas e populações em situação de vulnerabilidade, mas nunca com povos indígenas. Será uma experiência muito enriquecedora para nossa formação e para nossa visão de mundo”, afirma.
O estudante destaca ainda que a missão poderá contribuir diretamente para seus objetivos profissionais. “Eu e minha colega Jessica, também presente na missão, temos interesse em seguir na área de cirurgia bucomaxilofacial. Recebemos a informação de que haverá muitos atendimentos envolvendo extrações e procedimentos cirúrgicos, então estamos bastante ansiosos para vivenciar essa experiência”, conta.
Humanização e compromisso social
Fundada em 2012 pelo padre Eduardo Lima, a Univida nasceu com o propósito de aproximar universitários de populações em situação de vulnerabilidade social. Desde então, promove ações em aldeias indígenas da região de Dourados e também na Amazônia, envolvendo estudantes de diferentes áreas do conhecimento.
A missão reúne estudantes, professores e profissionais de áreas como Medicina, Odontologia, Psicologia, Fisioterapia, Engenharia, Jornalismo e Comunicação, entre outras, todos unidos pelo objetivo de levar assistência humanitária a comunidades que enfrentam dificuldades de acesso a serviços essenciais.
Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste