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Estudos da Cultura Visual levam às novas formas de realidade

Docente do mestrado em Educação da Unoeste se envolve em trabalhos técnico-científicos internacionais da área


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Foto: Cedida Estudos da Cultura Visual levam às novas formas de realidade
Fátima Salum, Taluana Torres, Fernando Hernández e Kátia Kodama
Foto: Cedida Estudos da Cultura Visual levam às novas formas de realidade
Mesa do simpósio “Aprender a ser docente...”, com Hernández
Foto: Cedida Estudos da Cultura Visual levam às novas formas de realidade
Pesquisadores do México e Porto Rico com Fátima Salum e Kátia


Os Estudos da Cultura Visual ocupam posição de vanguarda diante da globalização, que põe o mundo cada vez mais centralizado no olhar, onde sobressaltam-se os valores simbólicos, assimilados e socialmente reconhecidos por meio de experiências visuais que estabelecem relações de poder, criando mecanismos de inclusão e exclusão, entre tantas outras consequências. Docente do mestrado em Educação da Unoeste, a pesquisadora Maria de Fátima Salum Moreira se interessou pelos estudos que se inserem na temática com a qual trabalha – que são os processos educativos, cultural e de identidade, com ênfase em identidade e diversidade cultural e foco nos estudos de gênero e sexualidade – e foi direto numa das principais fontes dessa sabedoria: o Centro de Estudos sobre Transformação na Cultura e Educação da Universidade de Barcelona, com o professor Fernando Hernández.

A Dra. Fátima retorna de intenso período de 20 dias de visita técnica, cultural e científica na Espanha. Realizou estudo técnico científico junto ao Grupo de Investigação, inserido no local, onde são desenvolvidos estudos teóricos e metodológicos relacionando a cultura visual, educação e metodologia de pesquisa com imagens. Participou de seminários de pesquisa em programa de doutorado e da disciplina cultura visual e educação, duas vezes por semana, como convidada de Hernández. Apresentou o trabalho “Sexualidade juvenil e abordagens da educação voltada à sexualidade no Brasil”, juntamente com Taluana Laís Martins Torres, doutoranda em Educação e sua orientanda na Unesp, em Presidente Prudente. Ambas estiveram acompanhadas pela professora Kátia Kodama.

Na Universidade de Almeria participou do 6th International Conference on Intercultural Education (6ª Conferência Internacional sobre Educação Intercultural). Na Universidade de Barcelona esteve no Simpósio Internacional “Aprender a ser docente en un mundo en cambio” (Aprender a ser professor num mundo em mudança), realizado na Faculdade de Bellas Artes. Participou da conferência sobre “Mujeres artistas mexicanas: entre el reconecimiento y la invalidación” (Mulheres mexicanas artistas: entre reconhecimento e invalidação), com Francesca Gallardo. Além dos seminários no doutorado, integrou outras atividades discutindo a temática “Estudos femininos e gêneros”. Esteve em duas sessões de trabalho no Laboratório do Patrimônio Cultural, Turismo e Criatividade da Universidade de Barcelona, dirigido pelo Dr. Jordi Tresseras Juan, que desenvolve estudos em parceria com pesquisadores de vários países da América Latina, incluindo o Brasil, para promover a valorização do patrimônio cultural e de seu sentido à educação e formação social.

A Dra. Fátima conta que Hernández, na condição de professor de Educação das Artes Visuais e dos Estudos de Cultura Visual da Universidade de Barcelona, há mais de duas décadas mantém contato com pesquisadores de várias universidades brasileiras, onde tem livros publicados. O professor espanhol defende o ponto de visita de que é preciso se apropriar de novos saberes e de maneiras alternativas de explorar e de interpretar a realidade, em comparação às atuais disciplinas escolares, já que os conteúdos e as formas de ensino encontram-se em crise. Para ele, os Estudos da Cultura Visual permitem a aproximação com as novas formas de realidade, a partir de uma perspectiva de reconstrução das próprias referências culturais e das maneiras de olharem-se e serem olhados.

Para Hernández, os estudos permitem aproximar destes “lugares culturais”, onde meninos, meninas e jovens encontram hoje suas referências para construir experiências de subjetividade. A Dra. Fátima agora organiza o vasto conteúdo extraído dessa nova experiência internacional, feita com o apoio da Reitoria da Unoeste, para poder compartilhar com seus alunos no mestrado em Educação, no qual leciona a disciplina Cultura e Educação Escolar e tem promovido amplo debate sobre a relação do simbólico com o material e como tal representação circula e produz efeitos na sociedade, interferindo nas relações de poderes e nas construções de identidades.

Notícia disponibilizada pela Assessoria de Imprensa da Unoeste

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